Semanário Bovespa - Bolsa de valores brasileira encerra semana no vermelho após duas semanas de alta

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São Paulo, 03 de Agosto de 2013 – Depois de duas semanas de fortes ganhos, a bolsa brasileira encerrou esta semana no vermelho. Na semana, O Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, registrou queda é de 1,92%. No ano, o índice ainda acumula queda de 20,47%. No mês, houve alta de 2,14%. Nos dois primeiros pregões de agosto, no entanto, o Ibovespa acumula leve ganho de 0,50%.

 

Segunda-Feira (29/07/2013) – Mercado de ações inicia semana em baixa e com muita cautela

 

Nesta segunda-feira, o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira registrou queda de 0,42%, fechando cotado em 49.212 pontos. A sessão de negociação foi marcada pela forte expectativa sobre a reunião do Federal Reserve – Banco Central dos Estados Unidos – na próxima quarta-feira, que decidirá sobre a taxa de juros e fornecerá mais indícios sobre a continuidade da política de estímulo econômico adotada pela instituição.

A forte expectativa gerou bastante cautela entre os investidores. O volume financeiro total negociado durante o pregão foi de R$ 4,3 bilhões, um pouco maior que a média diária de junho.

No cenário macroeconômico, a maior novidade ficou por conta da divulgação do Relatório Focus. Depois de cinco semanas consecutivas, economistas e analistas financeiros consultados pelo Banco Central do Brasil reduziram sua expectativa sobre o movimento de alta da taxa básica de juros brasileira até o fim de 2013 de 9,38% para 9,25%. Para o final de 2014, o mercado mantém as projeções anteriores de 9,25%. A previsão para a inflação deste ano ficou estável em 5,75%. O resultado do relatório refletiu um equilíbrio entre o abrandamento das expectativas de inflação (felizmente) e a dura realidade de uma atividade econômica morosa (infelizmente).

Entre as ações mais negociadas do Ibovespa, Vale PNA recuou 1,19% fechando cotada a R$ 28,95 e Petrobras PN caiu 1,59% fechando cotada em R$ 16,70. Já as ações da OGX ON subiram 6,66%, a segunda maior alta de todo o pregão, fechando cotadas a R$ 0,64.

 

Terça-Feira (30/07/2013) – Ibovespa registra forte queda em dia de realização de lucros

 

O Ibovespa encerrou em baixa o pregão desta terça-feira, com investidores dando continuidade ao movimento de realização de lucros da véspera e na expectativa por eventos desta semana. O índice perdeu 1,32%, fechando cotado a 48.561 pontos. O giro financeiro da sessão de negociação foi de R$ 6,35 bilhões.

Na semana, a bolsa de valores brasileira acumula queda de 1,74%. No mês, o resultado é positivo em 2,33%. No ano, a desvalorização chega a 20,33%.

No início do pregão, o índice Bovespa chegou a subir quase um por cento, com investidores animados por balanços de empresas financeiras divulgados mais cedo. O Itaú Unibanco viu o lucro líquido do segundo trimestre subir 8,4 por cento na comparação anual, enquanto que o Santander Brasil afirmou que sua carteira de crédito cresceu 9,0% e registrou lucro recorrente de 1,41 bilhão de reais, acima do esperado. Os bancos registraram ainda uma redução acima do esperado nos níveis de inadimplência.

Eventos da semana

Ao longo da sessão, entretanto, o movimento de alta começou a perder força, com o mercado demonstrando bastante  cautela antes da divulgação do comunicado do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, e o dado preliminar do PIB norte-americano, na quarta-feira. Para a sexta-feira, está programada também a divulgação de dados relativos ao mercado de trabalho dos EUA. São aguardados ainda comentários sobre a política monetária do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra, na quinta-feira. Os investidores também ficaram apreensivos com o resultado do superávit primário do governo brasileiro, o menor para o primeiro semestre em três anos.

Movimento de realização dos lucros

Os investidores também aproveitaram a indecisão do mercado para realizar os lucros obtidos no último rally de alta –  o Ibovespa acumulou alta de 8,54 por cento do fechamento de 12 de julho até o fim da semana passada. A forte pressão vendedora acabou pesando sobre o Ibovespa, que fechou o dia em queda. A um pregão do fim do mês, no entanto, o Ibovespa caminha para encerrar julho com seu primeiro ganho mensal de 2013, mesmo com as perdas das duas últimas sessões.

Nesta sessão, guiaram a queda do índice os papéis das blue chips Petrobras e Vale. Recuaram ainda ações de empresas que acumularam altas significativas recentemente, como a preferencial da Oi, cujo avanço na semana passada foi de 21,66%. Usiminas era outro destaque de queda, após uma valorização de 4,78% na segunda-feira.

 

Quarta-Feira (31/07/2013) – Ibovespa registra queda no último pregão de julho

 

Com queda de 0,67% na última sessão do mês, a 48.234 pontos, o Ibovespa fechou julho com valorização de 1,64%. O último mês em que o índice havia avançado foi dezembro de 2012, quando teve alta 6,05%. No ano, porém, o principal índice acionário do Mercado Bovespa ainda registra queda de 20,86%.

O giro financeiro da sessão de negociação desta quarta-feira foi de 7,07 bilhões de reais.

O mercado chegou a ensaiar uma melhora no meio da tarde, influenciada pela alta das bolsas americanas, que aceleraram os ganhos após a divulgação do comunicado do Federal Reserve (Fed). Contudo, Wall Street perdeu força no fechamento e a continuidade da correção dos ganhos das duas últimas semanas acabou predominando por aqui.

Conforme esperado pelo mercado, o Fed não alterou o rumo da política monetária, mantendo as taxas de juros entre zero e 0,25% ao ano, bem como a continuidade do programa de recompra de títulos em seu atual ritmo, de US$ 85 bilhões por mês.

A principal diferença entre o comunicado de hoje e o da reunião de 19 de junho foi a troca do termo “moderado” por “modesto” para descrever o crescimento da economia americana no primeiro semestre, o que pode sugerir uma piora na percepção por parte dos membros do Fed. Foi a primeira vez em três anos que o BC dos EUA usou o termo “modesto” para descrever o ritmo da economia.

O Fed também chamou atenção para a melhora do setor imobiliário, mas ressaltou que o aumento das taxas hipotecárias está atrapalhando a expansão do segmento, outro novo ponto de preocupação explicitado neste comunicado.

Entre as ações de maior peso do índice, a Vale PNA caiu 0,74%, para R$ 28,15, enquanto a Petrobras PN recuou 1,03%, para R$ 16,29.

Destaques positivos do Mercado Bovespa durante o pregão desta quarta-feira

Na ponta positiva ficaram Ambev PN (4,76%), OGX ON (3,12%) e Gerdau PN (2,89%).

A Ambev divulgou balanço com lucro líquido de R$ 1,88 bilhão, praticamente estável ( -1,1%) na comparação com o segundo trimestre do ano passado e em linha com a expectativa dos analistas ouvidos pelo Valor. A receita líquida cresceu 9,9%, para R$ 7,5 bilhões, um pouco acima das previsões.

A Gerdau avançou no embalo da alta do dólar e dos dados fortes da economia dos EUA, afirmaram analistas, lembrando que a siderúrgica possui parte de suas operações em território americano. A companhia divulga seu balanço trimestral na manhã desta quinta-feira.

Já a OGX voltou a subir puxada por fundos de investimento, que estão se posicionando para o ajuste na carteira teórica do Ibovespa. A primeira prévia sai amanhã e a nova carteira entra em vigor em 2 de setembro. Segundo diversas casas consultadas pelo Valor PRO, OGX deve ter seu peso no índice elevado dos atuais 2% para cerca de 4%. A novidade da carteira será a entrada de duas ações do setor de educação: Anhanguera ON (1,54%) e Kroton ON (1,21%). Já Usiminas ON (-2,55%) tem grandes chances de sair do principal índice acionário brasileiro.

Destaques negativos do Mercado Bovespa durante o pregão desta quarta-feira

Entre as maiores baixas do Ibovespa hoje figuraram B2W ON (-7,42%), PDG Realty ON (-6,59%), Gafisa ON (-6,12%) e Gol PN (-4,63%). As ações da Gol sofrem com a notícia que sua concorrente, a TAM, vai demitir quase 1 mil pilotos e comissários para cortar custos devido à disparada do dólar e ‘garantir a sustentabilidade do negócio’. A Gol já cortou mais de 1 mil funcionários nos últimos meses para conseguir manter sua lucratividade.

 

Quinta-Feira (01/08/2013) – Ibovespa recupera os 49.000 pontos com dados sobre China e Estados Unidos

 

O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo subiu forte nesta quinta-feira, impulsionada pelas blue chips Petrobras e Vale, após dados mostrarem aceleração moderada da indústria da China e dos Estado Unidos.

O Ibovespa subiu 1,88%, fechando cotado a 49.140 pontos.  O giro financeiro da sessão somou 6,75 bilhões de reais. Na semana, o índice acumula queda de 0,57% e no ano, de 19,38%. No mês anterior, houve alta de 3,55%.

O movimento de alta, após três sessões consecutivas de queda, seguiu as bolsas norte-americanas e refletiu o melhor humor de investidores a respeito do cenário internacional.

Números divulgados mais cedo nesta quinta-feira mostraram que a atividade industrial da China foi levemente mais forte que o esperado em julho. O PMI oficial subiu para 50,3 em julho ante 50,1 em junho, ante estimativa do mercado de queda para 49,9.

Embora analistas tenham evitado concluir rapidamente que o país controlou sua desaceleração, o dado foi bem recebido depois de autoridades chinesas terem indicado recentemente que não permitiriam uma queda do Produto Interno Bruto para baixo de 7,0%.

Também ajudou no avanço da bolsa de valores o crescimento acima do esperado, de 1,9 por cento, da produção industrial brasileira em junho frente a maio.

O mercado também seguiu otimista com o Federal Reserve, banco central norte-americano, que não deu na quarta-feira indicações de redução iminente em seu plano de estímulo à economia, que tem elevado os fluxos de liquidez globais.

Nesta quinta-feira, também foi vista com bons olhos a decisão do Banco Central Europeu de manter sua principal taxa de juros na mínima recorde de 0,5 por cento.

Destaques positivos do Mercado Bovespa no pregão de 01 de Agosto de 2013

As ações preferenciais da Vale repercutiram os números de atividade industrial (PMI) da China, principal mercado consumidor do minério de ferro brasileiro. A alta não foi maior porque o papel terá seu peso reduzido em 0,354 ponto percentual, para 8,278% na carteira teórica do Ibovespa que entra em vigor em setembro, conforme revelou a primeira prévia do índice, divulgada hoje. Já OGX ON subiu justamente porque seu peso na nova carteira irá dobrar, para 4,39%.

Petrobras PN também ganhará peso na nova carteira do Ibovespa, de 7,504% para 7,667% de acordo com a primeira prévia, mas a reação mais forte das ações da companhia hoje foi consequência dos números de produção divulgados ontem pela estatal. A produção de petróleo no Brasil em junho cresceu 4,6% na comparação com maio, para 1,979 milhão de barris por dia.

O Bank of America Merrill Lynch (BofA) destacou em relatório que este é o primeiro sinal da recuperação na produção da companhia e a expectativa é que o ritmo continue em 2013 e na maior parte de 2014. Entretanto, a casa de análise ressalva que a retomada ainda pode ser irregular, dada as incertezas sobre possíveis manutenções adicionais nos próximos meses e o momento do início das novas unidades de produção.

A JBS registrou a maior valorização do índice. Na véspera, a Pilgrim’s Pride, divisão de carne de frango da empresa nos Estados Unidos, anunciou um aumento de 175 por cento no lucro líquido no segundo trimestre na comparação anual.

Já a Gerdau também foi um destaque de alta, após a maior produtora de aços longos das Américas ter divulgado lucro líquido acima do esperado pelo mercado.

 

Sexta-Feira (02/08/2013) – Ibovespa devolve alta da véspera e fecha semana cotado abaixo dos 49.000 pontos

 

O principal índice do mercado de ações da BM&FBovespa encerrou em queda esta sexta-feira, devolvendo os ganhos da véspera, com investidores reagindo a dados piores que os esperados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos.

O Ibovespa caiu 1,36%, fechando cotado a 48.474 pontos. O volume financeiro voltou a ficar abaixo da média, com R$ 5,719 bilhões, ainda reflexo das férias de verão no hemisfério norte.

Principal motivo para a queda do Ibovespa no pregão do dia 02 de Agosto de 2013

O Ibovespa caiu para baixo dos 49 mil pontos atingidos na véspera, após dados mostrarem que empregadores nos EUA desaceleraram o ritmo de contratações em julho. O número de empregos fora do setor agrícola aumentou em 162 mil. O dado foi visto com pessimismo, apesar de a taxa de desemprego no país ter recuado 0,2 ponto percentual.

O dado das contratações veio um pouco pior do que o previsto, fazendo o mercado realizar lucros. O resultado foi um choque de realidade para o mercado, que tinha sido animado mais cedo esta semana pelo resultado do Produto Interno Bruto dos EUA no segundo trimestre, que mostrou expansão a uma taxa anual de 1,7%.

Em um prazo mais longo, contudo, o dado dá alento para o mercado, já que a falta de um sinal claro sobre o desempenho da economia norte-americana levava investidores a reforçarem apostas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, terá cautela na redução de seu programa de estímulos.

Segundo analistas, contribuía também para a queda do  Ibovespa nesta sessão a resistência que o índice tem encontrado acima do patamar dos 49 mil pontos.

Principais destaques do Mercado Bovespa no pregão de 02 de Agosto de 2013

Dos 71 papéis que compõem o Ibovespa, apenas 11 subiram nesta sessão.

As ações da petroleira OGX, do empresário Eike Batista, lideraram as quedas do índice (-11,94%) . A desvalorização de papéis de empresas do grupo EBX foi generalizada, com a mineradora MMX  (-6,74%) e a empresa de logística LLX (-8,33%) também recuando forte.

Segundo operadores, a forte queda do grupo X foi apenas uma realização, depois que a primeira prévia do Ibovespa, divulgada ontem, confirmou o aumento da participação de OGX na próxima carteira do índice. A ação da companhia de petróleo de Eike Batista disparou 72% entre o dia 3 de julho (quando fechou na mínima histórica de R$ 0,39) e ontem (R$ 0,67).

A Sabesp também figurou entre as principais quedas, após a agência reguladora do setor manter suspensa a revisão tarifária da companhia. A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) manteve a suspensão da revisão tarifária da empresa de saneamento paulista. Em comunicado, a agência disse que encontrou significativas inconsistências metodológicas e quantitativas no laudo dos ativos apresent ados pela Sabesp, o que impossibilita sua utilização imediata.

Outro destaque negativo foram as ações da JBS, provavelmente um ajuste nos preços dos papéis da companhia após a valorização de 9,73% da véspera.

Entre as ações de maior peso na composição do Ibovespa, Petrobras PN recuou 0,76%, para R$ 16,81; e Vale PNA caiu 0,56%, para R$ 28,39. Os dois carros-chefes da bolsa brasileira divulgarão seus balanços trimestrais na próxima semana. Analistas esperam queda no lucro da Vale. Apesar de a mineradora ter a maior parte de suas receitas atreladas ao dólar, a forte volatilidade da moeda americana no segundo trimestre deve prejudicar o resultado na linha financeira.

A lista de maiores altas do Ibovespa trouxe as empresas do setor de telecomunicação TIM ON (1,95%), Oi PN (1,68%) e Oi ON (1,55%). O presidente da Telecom Italia, Franco Bernabè, afirmou que o grupo não pretende vender os ativos da TIM no Brasil após dissolução da Telco, consórcio que mantém com a rival Telefónica, em setembro. Com isso, a Telefónica se tornará principal acionista da Telecom Italia, com 10% do capital. A possibilidade de venda dos ativos foi questionada várias vezes por analistas, uma vez que TIM e Telefónica/Vivo são concorrentes no Brasil, o que pode gerar questionamentos por parte dos órgãos antitruste.

Ultrapar PN (1,28%) também foi destaque de alta, após apresentar lucro de R$ 284 milhões no segundo trimestre, 21% maior que no mesmo período do ano passado. O resultado superou a previsão dos analistas, que esperavam ganho de R$ 270 milhões no período.

Fora do Ibovespa, quem mereceu atenção foi Fleury ON (-2,30%). O laboratório apresentou lucro de R$ 22,1 milhões no trimestre, 31,5% menor do que no mesmo trimestre de 2012. Além disso, a empresa reduziu seu plano de investimentos em 2013 e 2014, de R$ 299,6 milhões para R$ 250 milhões. A redução reflete a revisão das estimativas macroeconômicas e a priorização de projetos de maior retorno.

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