Eike Batista e OGX em rota de colisão

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Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2013 – Na última sexta-feira, a OGX Petróleo (OGXP3) pediu que seu principal acionista e controlador, o empresário Eike Batista, injete imediatamente US$ 100 milhões na companhia, como saldo de forma modulada diante da necessidade de caixa adicional. A empresa disse ainda que a diretoria proporá uma reunião extraordinária do conselho de administração para convocar a assembleia geral para aprovar o imediato aumento de capital social de US$ 100 milhões.

Em resposta à exigência da administração da empresa, o empresário afirmou em carta à companhia, na própria que questiona “as circunstâncias, a forma, o conteúdo, a validade e os demais aspectos legais” do pedido. Eike Batista diz ainda que será instaurado procedimento arbitral no âmbito da Câmara de Arbitragem do Mercado para resolução do impasse.

O mercado acredita que Eike Batista terá muita dificuldade em colocar à disposição da empresa a opção de US$ 1 bilhão, acordado em outubro do ano passado por meio da exigência da subscrição de ações da companhia até o limite máximo deste valor. Na prática, o direito permite que a companhia exija de Eike Batista o aporte desse valor na empresa.

A opção poderia ser exercida pela OGX a qualquer momento até 30 de abril de 2014, conforme necessidades de capital da OGX e ausência de alternativas mais favoráveis, condições que seriam determinadas pela maioria dos membros independentes do Conselho de Administração.

Na época do acordo, Eike Batista disse que a opção concedida era um sinal de confiança nos ativos da companhia, “bem como nas novas oportunidades que o setor de óleo e gás oferece à OGX”.

As duas agências de risco – Standard & Poor’s e Moody’s – que rebaixaram a nota de risco da empresa apontaram a dificuldade da realização deste aporte entre os motivos do rebaixamento. Nesta segunda-feira, após o fechamento do pregão, a agência de classificação de risco Fitch informou também ter reduzido o rating da petroleira de “CCC” para “C”. A agência disse acreditar que um “default” por parte da OGX é iminente. (Leia mais)

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