11/12/13: sentimento negativo não alivia e Ibovespa fecha em forte baixa

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São Paulo, 11 de Dezembro de 2013 – A série de três altas consecutivas registradas entre a última sexta-feira e os dois primeiros dias desta semana não foram páreas para o clima de pessimismo que paira sobre o mercado de ações brasileiro ao longo de todo este ano. Em um dia com poucas novas, o que imperou foi a sensação de que a economia brasileira tem muito mais motivos para se preocupar do que para celebrar. Numa situação como a atual, qualquer indício de novas dificuldades é suficiente para fazer o mercado desabar.

E foi o que aconteceu nesta quarta-feira, com o Ibovespa acompanhando as ações dos Estados Unidos e com os investidores evitando assumir risco antes da reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, que pode decidir cortar seus estímulos na próxima semana. O principal índice de ações do Brasil fechou em queda de 1,81%, cotado a 50.067 pontos. O giro financeiro do pregão somou R$ 5,2 bilhões.

Em dia com poucas divulgações, investidores avaliaram um acordo no Congresso dos EUA que pretende evitar que o governo fique sem fundos em 15 de janeiro e estabelece níveis de gastos da administração federal até outubro de 2015. Depois de uma paralisação parcial ter afetado o governo norte-americano em outubro, o acordo alivia temores de uma nova parada no início do ano que vem. A Bovespa tem operado de lado nas últimas sessões, à espera de novos dados econômicos dos EUA, do resultado da reunião do Fed na próxima semana e pela diminuição natural no volume de negócios no fim do ano. O Comitê Federal de Mercado Aberto do Fed (Fomc, na sigla em inglês) se reúne pela última vez neste ano nos dias 17 e 18 de dezembro.

As ações de Petrobras, Vale e Itaú Unibanco, os papéis com maior peso no Ibovespa, fecharam em queda e foram as maiores pressões negativas sobre o índice. Oi , Prumo Logística Global (ex-LLX) , e MMX tiveram as maiores quedas percentuais. A Oi liderou as perdas do dia no Ibovespa, com desvalorização de mais de 5%.

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