10/03/14: Especialistas apostam em piora da inflação em 2014

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De acordo com a última edição do Boletim Focus publicada nesta segunda-feira, o mercado financeiro brasileiro voltou a apostar em piora na alta da inflação em 2014 – tanto a aferida pelo IPCA (6,01%), quanto a aferida pelo IGP-M (6,03%) e pelo IGP-DI (6,05%). Curiosamente, a piora no cenário inflacionário ocorreu mesmo com a (leve) melhora na estimativa do fechamento do valor do dólar em relação ao real em 31 de Dezembro: R$ 2,48 – valor R$ 0,01 abaixo da última previsão, mas ainda bem distante da cotação atual de R$ 2,35.

Rio de Janeiro, 10 de Março de 2014 – Economistas de instituições financeiras reduziram a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano e aumentaram a de inflação, segundo o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. O documento é resultado de pesquisa do BC com mais de cem economistas de bancos.

Para a inflação de 2014, a estimativa dos analistas passou de 6% para 6,01% na semana passada

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a previsão dos economistas recuou de 1,7% para 1,68% na semana passada. O crescimento previsto para 2014 é menos da metade do estimado no orçamento para o próximo ano – de 3,8%. Para 2015, a perspectiva de expansão da economia brasileira foi mantida em 2%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz.

Para a inflação de 2014, a estimativa dos analistas passou de 6% para 6,01% na semana passada. Com isso, o mercado voltou a acreditar que a inflação terá aceleração neste ano, frente ao patamar registrado em 2013 (5,91%). Para 2015, a expectativa dos analistas para a inflação ficou estável, em 5,70%.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC tem que calibrar os juros para atingir metas preestabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a inflação tem de ficar em 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

O mercado também reduziu, na semana passada, a expectativa sobre a Selic: de 11,00%, ante 11,13%.

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