IBC-Br se recupera em fevereiro de 2015, subindo 0,36% em relação ao mês anterior

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Rio de Janeiro, 15 de Abril de 2015 – O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um parâmetro preliminar da evolução do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, subiu de 0,36% em fevereiro de 2015 na comparação com o mês anterior. Essa taxa mensal de variação foi obtida após ajustes sazonais dos componentes do indicador e representa o melhor resultado mensal registrado desde julho de 2014, quando o índice apresentou valorização de 1,57%.

No ano passado, o IBC-Br caiu -0,12% na aferição em fevereiro e, em 2013, subiu 1,14% no mesmo período. Em janeiro de 2015, o IBC-Br havia caído 0,11% na comparação com o mês anterior. Todas variações citadas foram obtidas pela série de dados dessacionalizados.

O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia: serviços, indústria e agropecuária, assim como os impostos sobre os produtos. Esse indicador serve como parâmetro para avaliar o ritmo de crescimento da economia brasileira ao longo dos meses. Entre os componentes do indicador estão a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) e a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), que variaram -0,9% e 0,7% no segundo mês do ano, respectivamente.

Ainda de acordo com a série dessacionalizada, no acumulado dos últimos doze meses, entre março de 2014 e fevereiro de 2015, o IBC-Br apresenta contração de 0,60%. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador demonstra que economia brasileira ainda encontra-se em movimento de retração: queda de 0,86%. Sem o ajuste sazonal dos dados, a variação sobre o resultado de fevereiro de 2014 chega a -3,16%.

Os números sobre o ritmo de crescimento da economia brasileira divulgados em fevereiro reforçam a visão dos economistas em atividade no país, que, em sua esmagadora maioria, acham que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil vai encolher em 2015.

No Boletim Focus, a pesquisa semanal que captura as apostas dos principais analistas financeiros de mais de cem bancos, corretoras e consultorias, a previsão de crescimento do PIB brasileiro em 2014 manteve-se estável em relação à estimativa divulgada na semana passada: retração de 1,01%. Em janeiro, os analistas financeiros apostavam em um pequeno avanço de 0,5% da economia brasileira.

A previsão do Boletim Focus para a inflação acumulada ao longo de 2015 caiu para 8,13% no último relatório. No início do ano era de 6,56%. A taxa básica de juros deve terminar 2015 em 13,25%, contra aposta inicial de 12,5%. E em relação ao dólar, a previsão da cotação da moeda norte-americana no final de 2015 passou de R$ 2,80 em janeiro para R$ 3,13 no último relatório.

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