Brasil: custo médio da dívida pública federal em Abril de 2015

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O custo médio acumulado nos últimos doze meses da Dívida Pública Federal diminuiu de 13,82% ao ano, em março de 2015, para 13,60% ao ano, em abril de 2015. O recuo de 0,22% foi causado, principalmente, pela diminuição no custo médio do estoque da dívida externa, que retraiu de 42,34% ao ano para 35,52% ao ano entre os períodos. A desvalorização da cotação do dólar frente o real foi o principal responsável pela queda no custo médio da dívida exterior. O dólar caiu 6,68% em abril de 2015, contra uma desvalorização de 1,19% ocorrida no mesmo período do ano anterior. Entre março e abril de 2015, o custo médio acumulado em doze meses da dívida interna passou de 12,32% ao ano para 12,42% ao ano.

Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2015 – Segundo o Tesouro Nacional, o custo médio acumulado nos últimos doze meses da Dívida Pública Federal (DPF) diminuiu 0,22 ponto percentual, passando de 13,82% ao ano, em março de 2015, para 13,60% ao ano, em abril deste ano.

Já o custo médio acumulado em doze meses da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) passou de 12,32% ao ano, em março de 2015, para 12,42% ao ano, em abril de 2015, subindo 0,10 ponto percentual. Todos os sete principais componentes da dívida interna brasileira apresentaram crescimento de custo médio entre os períodos: LFT (de 11,34% para 11,48%), LTN (de 10,57% para 10,65%), NTN-B (de 14,06% para 14,28%), NTN-C (de 13,33% para 13,76%), NTN-F (de 11,73% para 11,75%), TDA (de 5,92% para 6,00%) e Dívida Securitizada (de 4,46% para 4,51%).

Considerando apenas o custo médio das emissões em oferta pública da DPMFi, houve aumento de 0,12 ponto percentual entre os períodos, passando para 12,20% ao ano, em abril, contra 12,08% ao ano, em março.

O custo médio de emissão em oferta pública da DPMFi é um indicador que reflete a Taxa Interna de Retorno (TIR) dos títulos do Tesouro Nacional no mercado doméstico, somada às variações de seus indicadores, considerando-se apenas as colocações de títulos em oferta pública (leilões) nos últimos 12 meses.

Com relação à Dívida Pública Federal externa (DPFe), houve forte decréscimo no custo médio de seus títulos e contratos no período acumulado dos últimos doze meses, passando de 42,34% ao ano, no terceiro mês do ano, para 35,52% ao ano, em abril de 2015. Tal baixa ocorreu, principalmente, pela desvalorização da cotação do dólar frente o real foi o principal responsável pela queda no custo médio da dívida exterior. O dólar caiu 6,68% em abril de 2015, contra uma desvalorização de 1,19% ocorrida no mesmo período do ano anterior.

Tanto a dívida mobiliária (de 43,09% para 36,14%) quanto a dívida contratual (34,74% para 29,37%) registraram forte retração de custo médio entre março e abril. Compondo a dívida externa mobiliária, o Global USD (de 51,20% para 42,76%) e o Euro (de 18,57% para 15,29%) também apresentaram redução de custo médio. O outro componente mobiliário da dívida externa, o Global BRL, não apresentou variação de custo médio entre março e abril, que manteve-se em 10,79%. Já a dívida externa contratual contraída junto a organismos multilaterais diminuiu de 46,23%, em março, para 38,10%, em abril. Por sua vez, os contratos firmados com credores privados internacionais e agências governamentais fecharam abril com um custo médio de 23,85%, percentual bem inferior ao custo médio de 27,90% registrado no terceiro mês de 2015.

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