IBGE: Vendas no varejo brasileiro diminuíram em sete das dez atividades avaliadas em Abril de 2015

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Rio de Janeiro, 17 de Junho de 2015 – O volume de vendas no varejo brasileiro diminuiu 0,4% no quarto mês do ano, na comparação com o mês anterior. Em termos do volume de vendas, sete das dez atividades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) obtiveram resultados negativos.

As taxas registradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística foram: As taxas negativas foram: -0,1% em combustíveis e lubrificantes; -0,2% em livros, jornais, revistas e papelaria; -1,2% para material de construção; -3,1% para móveis e eletrodomésticos; -3,8% em tecidos, vestuário e calçados; -5,1% em outros artigos de uso pessoal e doméstico; e -12,2% em equipamentos e material para escritório, informática e comunicação.

As atividades com resultados positivos foram veículos e motos, partes e peças (4,4%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,9%); e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,3%).

Na comparação entre março de 2015 e março de 2014, na série sem ajuste sazonal, considerando o volume de vendas, seis das oito atividades do comércio varejista registraram variações negativas.

Por ordem de contribuição negativa à taxa global, os resultados foram: -16,0% para móveis e eletrodomésticos; -2,3% para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; -7,5% para tecidos, vestuário e calçados; -2,1% em combustíveis e lubrificantes; -0,6% para outros artigos de uso pessoal e doméstico; e -9,1% para livros, jornais, revistas e papelaria.

As atividades que exerceram impactos positivos na composição do resultado do varejo foram artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,2%); e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,7%).

Atividade de móveis e eletrodomésticos

A atividade de móveis e eletrodomésticos, com variação de -16,0% no volume de vendas em relação a abril do ano passado, registrou o maior impacto negativo. No acumulado do ano e dos últimos 12 meses, as taxas foram de -8,9% e -3,9%, respectivamente. Tal comportamento pode ser atribuído à retirada gradual dos incentivos (redução do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI) direcionados à linha branca, somada a redução da massa de rendimento (-3,8% sobre abril de 2014, segundo a PME) e ao menor ritmo de crescimento do crédito.

Atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo

O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com taxa de -2,3% no volume de vendas em abril de 2015 sobre igual mês do ano anterior, foi a segunda maior contribuição negativa na formação da taxa. Em termos de resultados acumulados, a atividade apresentou variação no ano de -1,6% e de -0,6% nos últimos 12 meses. Apesar do crescimento dos preços de alimentação no domicílio se encontrar abaixo da média geral, este desempenho foi influenciado pelo menor poder de compra da população.

Atividade de tecidos, vestuário e calçados

A atividade de tecidos, vestuário e calçados foi responsável pela terceira maior participação negativa na composição do índice geral do varejo, com variação de -7,5% em relação a igual mês do ano anterior, acumulando -4,2% no ano e -1,9% nos últimos 12 meses. Mesmo com os preços de vestuário se posicionando abaixo do índice geral de inflação (variações respectivamente de 3,6% e 8,2% no acumulado dos últimos 12 meses, até abril, segundo o IPCA), esta atividade vem apresentando desempenho negativo e inferiores à média geral do comércio varejista.

Atividade de combustíveis e lubrificantes

O segmento de combustíveis e lubrificantes apresentou taxa de -2,1% no volume de vendas em relação a abril de 2014, respondendo pela quarta maior contribuição negativa à taxa global do varejo. A taxa de crescimento acumulada no ano (-2,1%) e a dos últimos 12 meses (-0,1%), reflete o comportamento do crescimento dos preços de combustíveis acima da média, com 8,5% de variação em 12 meses, contra os 8,2% do índice geral, segundo o IPCA.

Atividade de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, setor com a maior participação positiva, apresentou taxa de 6,2% na relação abril 2015/abril 2014, e taxas acumuladas no ano e nos últimos 12 meses de 5,9% e 7,5%, respectivamente. O desempenho setorial favorável desta atividade pode ser atribuído, especialmente, ao caráter de uso essencial de seus produtos e à variação de preços de medicamentos abaixo do índice geral.

Atividade de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação

O volume de vendas de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com aumento de 2,7% frente a abril de 2014, registrou a segunda maior participação positiva. Os resultados em termos acumulados, variação de 13,5% no ano e de 2,9% nos últimos 12 meses, podem ser explicados pelo comportamento dos preços dos computadores, um dos principais item que compõe a atividade.

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