Importações brasileiras diminuem 30,10% em Maio de 2015

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Rio de Janeiro, 24 de Junho de 2015 – As importações brasileiras somaram US$ 14,008 bilhões no quinto mês do ano, alcançando o sétimo maior valor para meses de maio desde o início da série histórica apurada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Este, porém, também foi o menor valor de bens e serviços exportados para um mês de maio desde 2010.

Na comparação com o quarto mês do ano (US$ 14,665 bilhões), as compras brasileiras oriundas do exterior decresceram 4,48%. Quase todos os tipos de produtos importados pelo país registraram queda mensal. Os destaques foram as matérias-primas, que concentraram 47,53% das importações nacionais no mês, além dos bens de capital, que registraram perda mensal de 14,78%. Comparando as compras externas de maio de 2015 com as compras realizadas no mesmo mês do ano anterior (US$ 20,041 bilhões), percebe-se um forte decréscimo de 30,10%. Tal recuo foi puxado, principalmente, pelas compras de matérias-primas, que decresceram 28,90% entre os períodos.

Considerando apenas os vinte dias úteis do mês, o país importou, em média, US$ 700,4 milhões por dia em maio de 2015. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, que teve vinte e um dias úteis, houve retração de importação em todas as categorias de produtos, com grande destaque, porém, para a compra de petróleo, que diminuiu 57,14%.

Já na comparação com abril de 2015, as categorias de Bens de Capital (-14,78%), Matérias-Primas (-1,52%), bens de consumo duráveis (-1,79%) e de combustíveis e lubrificantes (-3,13%) registraram retração na importação diária de produtos. Por sua vez, houve aumento na importação diária de bens de consumo não duráveis (3,56%).

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No grupo dos combustíveis e lubrificantes, a retração ocorreu principalmente pela diminuição dos preços de naftas, óleos combustíveis, gasolina, gás natural, petróleo e carvão.

Com relação a bens de capital, decresceram os seguintes itens: equipamento móvel de transporte (-48,5%), partes e peças de bens de capital para a agricultura (-35,3%), acessórios de maquinaria industrial (-28,3%), máquinas e aparelhos de escritório e uso científico (-28,2%), ferramentas (-23,6%) e maquinaria industrial (-22,1%).

No segmento bens de consumo, houve queda de 21,5% nas aquisições de bens duráveis e 9,9% nas aquisições de bens não-duráveis.  As principais retrações em bens de consumo duráveis foram observadas nas importações de automóveis de passageiros (-34,8%), partes e peças para bens de consumo duráveis (-32,4%), móveis e outros equipamentos para casa (-31,5%) e objetos de adorno (-23,0%). E as principais retrações em bens de consumo não-duráveis foram observadas em produtos de toucador (-24,5%) e produtos alimentícios (-23,2%), vestuário (-21,1%).

No segmento de matérias-primas e intermediários, caíram as aquisições de materiais de construção (-43,8%), produtos alimentícios (-42,4%), produtos minerais (40,1%), matérias-primas para a agricultura (-36,6%), alimentos para animais (-32,5%), produtos agropecuários não-alimentícios (-29,9%), partes e peças de produtos intermediários (-28,0%) e produtos químicos e farmacêuticos (-20,3%).

Importações Acumuladas no Ano 

Comparando os períodos de janeiro a maio de 2015/2014, assinalou-se decréscimo de 18,1% nas importações brasileiras. No período comparativo, a retração abrangeu todas as categorias de produtos: combustíveis e lubrificantes (-34,7%), bens de consumo (-13,6%), bens de capital (-14,7%) e matérias-primas e intermediários (-15,3%).

Com respeito a bens de consumo, decresceram as aquisições de bens duráveis (-21,0%) e as de bens não-duráveis (-5,0%). No rol dos bens duráveis, as quedas registraram-se em automóveis de passageiros (-28,5%), máquinas e aparelhos de uso doméstico (-24,1%); partes e peças de bens de consumo duráveis (-17,1%), objetos de adorno e uso pessoal (-13,3%) e móveis e outros equipamentos para casa (-12,9%). As compras de não-duráveis tiveram a queda justificada pela retração de produtos de toucador (-18,8%), produtos alimentícios (-7,8%), bebidas e tabacos (-7,7%) e produtos farmacêuticos (-3,9%).

A retração dos gastos com matérias-primas e produtos intermediários, categoria de maior relevância nas importações brasileiras – respondendo por 46,1% das compras totais acumuladas nos cinco meses de 2015, atribuiu-se, principalmente, à retração de produtos alimentícios (-32,3%), materiais de construção (-26,0%), matérias-primas para a agricultura (-21,2%), acessórios de equipamento de transporte (-20,6%), partes e peças de produtos intermediários (-16,4%), e produtos agropecuários não-alimentícios (-14,9%).

Dentre os bens de capital, observaram-se quedas nas aquisições de acessórios de maquinaria industrial (-25,0%), equipamento móvel de transporte (-22,5%), partes e peças de bens de capital para agricultura (-22,2%), máquinas e aparelhos de escritório e uso científico (-21,4%), maquinaria industrial (-17,2%) e máquinas e ferramentas (-17,0%).

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