Exportações brasileiras obtém o pior mês de Junho desde 2012

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São Paulo, 20 de Julho de 2015 – As exportações brasileiras somaram US$ 19,628 bilhões no sexto mês do ano, alcançando o quarto melhor resultado para meses de junho desde o início da série histórica apurada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Este, porém, também foi o menor valor de bens e serviços exportados para um mês de junho desde 2012.

Na comparação com o quinto mês do ano (US$ 16,769 bilhões), as vendas brasileiras para o exterior aumentaram 17,05%. A exportação de produtos básicos, que mais uma vez concentraram a grande maioria das exportações nacionais no mês (48,59%), registram aumento mensal de 11,04%. A exportação de produtos industrializados por sua vez ocupa o segundo lugar (49,0%), também subiu de maio para junho de 2015: 23,29%. Já se compararmos as vendas externas de junho de 2015 com as vendas realizadas no mesmo mês do ano anterior (US$ 20,467 bilhões), percebe-se um decréscimo de 4,10%. Tal recuo foi impulsionado pela venda de produtos básicos e semimanufaturados, que decresceram 12,22% e 3,83%, respectivamente. Todos os demais produtos vendidos para o exterior no mês atual apresentaram aumento quando comparados a junho de 2014, exceto combustíveis e lubrificantes, e matérias-primas e produtos intermediários.

Considerando os vinte e um dias úteis do mês, o país exportou, em média, US$ 934,7 milhões por dia em junho de 2015. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, que contou com apenas vinte dias úteis, o país exportou em média 1.023,4 bilhão por dia. Ainda na comparação com o mesmo mês do ano anterior, ocorreu retração nas vendas de produtos básicos (-16,40%) e semimanufaturados (-8,41%), e aumento nos produtos manufaturados (4,11%).

Na comparação com maio de 2015, houve um grande aumento na média das vendas externas de produtos manufaturados (20,78%). Também houve aumento nas vendas de produtos semimanufaturados (7,61%) e produtos básicos (5,75%) de um mês para o outro.

Confira todos os detalhes sobre as exportações brasileiras em Junho de 2015

No grupo dos produtos básicos, decresceram, principalmente, as exportações de: minérios de ferro (-47,3%, para US$ 1,2 bilhão), tripas e buchos de animais (-49,6%, para US$ 20,91 milhões), miudezas de animais (-38,5%, para US$ 23,1 milhões), algodão em bruto (-37,0%, para US$ 26,2 milhões), farelo de soja (-32,5%, para US$ 620,2 milhões), carne suína (-29,7%, para US$ 110,5 milhões) e café em grão (-21,3%, US$ 392,8 milhões).

Quanto aos produtos semimanufaturados, decresceram, principalmente, as exportações de: estanho em bruto (-45,5%, US$ 10,2 milhões), óleo de dendê em bruto (-40,3%, US$ 7,9 milhões),  catodos de níquel (-34,2%, US$ 14,8 milhões), alumínio em bruto (-30,4%, para US$ 35,9 milhões), ferro-ligas (-24,5%, US$ 182,9 milhões), óleo de soja em bruto (-20,5%, US$ 92,9 milhões), couros e peles (-20,3%, US$ 195,6 milhões) e açúcar em bruto (-19,8%, US$ 476,8 milhões).

No grupo dos produtos manufaturados, quando comparado com junho de 2014, cresceram as vendas principalmente por conta de: plataforma de perfuração e exploração (de US$ 41,6 mil para US$ 690,4 milhões), aviões (+59.0%, US$ 496 milhões), automóveis (+53,2%, US$ 429,4 milhões), laminados planos de ferro/aço (+41,8%, US$ 170,1 milhões), veículos de carga (+32,6%, US$ 199,2 milhões) polímeros plásticos (+31,7%, US$ 183,3 milhões), óxidos e hidróxidos de alumínio (+19,2%, US$ 240,2 milhões) e autopeças (+17,5%, US$ 221,0 milhões).

Exportações Acumuladas no Ano

Nos primeiros seis meses de 2015, houve retração nas exportações de produtos básicos (-21,6%), manufaturados (-8,0%) e semimanufaturados (-3,9%).

Com relação à exportação de produtos básicos, houve diminuição de receita de: bovinos vivos (-68,6%, para US$ 129,3 milhões), minério de ferro (-49,0%, para US$ 7,2 bilhões), minérios de alumínio (-31,7%, para US$ 111,3 milhões), tripas e buchos de animais (-25,4%, para US$ 190,8 milhões), arroz em grão (-25,0%, para US$ 162,6 bilhões), carne bovina (-23,5%, para US$ 2,1 bilhões), soja em grão (-22,5%, para US$ 12,5 bilhões) e miudeza de animais (-21,0%, para US$ 201,1 milhões).

No grupo dos produtos manufaturados, ocorreu retração principalmente de: óleos combustíveis (-63,4%, para US$ 728 milhões), etanol (-43,7%, para US$ 293,8 milhões), hidrocarbonetos e seus derivados (-37,2%, para US$ 357,0 milhões), máquinas para uso agrícola (-29,6%, para US$ 252,1 milhões), motores e geradores (-25,8%, para US$ 707,9 milhões), máquinas para terraplanagem (-23,0%, para US$ 723,3 milhões), bombas e compressores (-21,7%, para US$ 580,5 milhões), medicamentos (-18,0%, para US$ 506,1 milhões), medicamentos (-19,8%, para US$ 406 milhões) e tubos de ferro fundido (-17,7%, para US$ 591,0 milhões).

Dentre os produtos semimanufaturados, as maiores quedas ocorreram nas vendas de: couros e peles (-15,0%, para US$ 1,2 bilhão), açúcar em bruto (-13,9%, para US$ 2,6 bilhões), óleo de soja em bruto (-12,4%, para US$ 449,4 milhões), ferro-ligas (-12,2%, para US$ 1,2 bilhão), borracha sintética e artificial (-7,9%, para US$ 107,5 milhões) e madeira em estilhas ou em partículas (-7,4%, para US$ 64 milhões).

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