Cia. Hering apresenta fraco resultado avalia Concórdia

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A equipe de analistas da corretora Concórdia, formada por Karina Freitas, Daniela Martins e Danilo de Julio, fez uma análise do resultado do segundo trimestre de 2015 (2T15).

Em linha com o observado nos últimos trimestres, a Cia. Hering apresentou mais um fraco resultado, pressionado, sobretudo, pela deterioração macroeconômica. O faturamento da companhia reduziu 9,7% ante o 2T14, somando R$ 455,2 milhões, registrando queda em todas as marcas, com destaque para PUC (-27,4%). Em relação aos canais de vendas, o varejo multimarcas segue em evidência, decrescendo 19,0%, com os varejistas sendo mais conservadores diante do cenário de retração do consumo e optando por manter estoques reduzidos. Na rede Hering Store, o sell-out evoluiu 2,4%, ajudado pelo incremento de 40 lojas nos últimos 12 meses, porém, o indicador de vendas mesmas lojas apresentou contração de 1,7%. As margens da companhia foram, novamente, afetadas, além das menores vendas, por menor diluição de custos fixos; atividade promocional e; indenizações trabalhistas. A última linha do resultado atingiu R$ 58,8 milhões, ficando 20,7% abaixo do 2T14, com resultado operacional e menor receita financeira líquida sendo parcialmente mitigados pela redução da alíquota efetiva de imposto – beneficiada por elevação dos incentivos fiscais e da distribuição de JCP. A empresa está focando seus esforços na gestão de abastecimento, visando reduzir o estoque de coleções passadas e aumentar o giro de coleções atuais, e adotando estratégias de recomendação de sortimento e visual merchandising aos lojistas, a fim de retomar suas vendas. Apesar disso, o ambiente (ainda) desafiador nos impede de vislumbrar uma melhora consistente no curto prazo. Portanto, no momento, não recomendamos Cia. Hering.

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