Relatório sobre os resultados operacionais e financeiros da Cielo (CIEL3) no 1° trimestre de 2015

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Em 29 de abril de 2015, a Cielo (CIEL3) divulgou relatório sobre seus resultados operacionais e financeiros durante o primeiro trimestre de 2015. As informações financeiras e operacionais contidas nesse relatório, exceto quando indicado de outra forma, são apresentadas em bases consolidadas, em reais brasileiros, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo a Legislação Societária e a convergência às normas internacionais do IFRS. As comparações realizadas neste comunicado levam em consideração o primeiro de 2014, exceto quando especificado em contrário.

Cielo (CIEL3) é uma empresa focada principalmente no segmento de processamento de serviços de pagamento dos estabelecimentos comerciais. Ela oferece serviços relativos a cartões de crédito e débito e outras formas de pagamento, assim como também fornece serviços relacionados como a adesão de estabelecimentos comerciais e fornecedores de serviços, aluguel, instalação e manutenção de maquinetas de POS – PDV, e captura de dados e processamento de transações eletrônicas e manuais.

A empresa fornece infraestrutura de rede para serviços bancários correspondentes, recargas de telefones celulares pré-pagos, vouchers eletrônicos e serviços de transações de cash back (reembolso) e de não-pagamento eletrônico. Ela também oferece serviços de interconexão  através de uma rede eletrônica, com uma plataforma tecnológica, para facilitar a troca de informações entre as operadoras de planos de saúde e os fornecedores de serviços médicos e hospitais e participantes do sistema de saúde suplementar e farmácias.

 

 

Conjuntura Econômica da Cielo no 1° Trimestre de 2015

A Receita operacional líquida da Cielo (CIEL3) totalizou R$2,4 bilhões, aumento de 29,4% em relação ao primeiro trimestre de 2014, ou R$534,1 milhões, e aumento de 10,5% em relação ao quarto trimestre de 2014, ou R$223,1 milhões.

O EBITDA de R$1.186,6 milhões, aumento de 18,5% em relação ao primeiro trimestre de 2014, ou R$185,2 milhões, e aumento de 28,3% em relação ao quarto trimestre de 2014, ou R$262,0 milhões.

A Margem EBITDA de 50,5%, redução de 4,6 pontos percentuais em comparação ao primeiro trimestre de 2014 e aumento de 7,1 pontos percentuais em relação ao quarto trimestre de 2014.

O Lucro líquido totalizou R$911,8 milhões, aumento de 13,6% em relação ao primeiro trimestre de 2014, ou R$109,1 milhões, e aumento de 13,6% em relação ao quarto trimestre de 2014, ou R$108,8 milhões.

A margem de lucro líquido Cielo de 38,8%, redução de 5,4 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2014 e aumento de 1,1 pontos percentuais em comparação ao quarto trimestre de 2014.

A antecipação de Recebíveis atingiu 19,6% sobre o volume financeiro de crédito, aumento de 0,9 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2014 e aumento de 1,9 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2014.

A Receita Gerencial Líquida de Antecipação de Recebíveis totalizou R$265,1 milhões, aumento de 38,8% em relação ao primeiro trimestre de 2014, ou R$74,1 milhões, e redução de 1,6% em relação ao quarto trimestre de 2014, ou R$4,3 milhões.

O volume financeiro de transações totalizou R$126,5 bilhões, aumento de 5,8% em relação ao primeiro trimestre de 2014, ou R$6,9 bilhões; e redução de 12,1% em relação ao quarto trimestre de 2014, ou R$17,4 bilhões.

A finalização da associação com o Banco do Brasil na criação da Token para fazer a gestão das contas de pagamento do arranjo Ourocard.

A emissão de debêntures privadas em 27 de fevereiro de 2015 no montante de R$3,5 bilhões a 111% do CDI.

A emissão de debêntures públicas em 13 de abril de 2015 no montante de R$4,6 bilhões a 105,8% do CDI e com uma demanda de mais de R$12 bilhões.

 

 

Desempenho Operacional da Cielo no 1° Trimestre de 2015

No primeiro trimestre de 2015, a Cielo (CIEL3) capturou 1,4 bilhão de transações, um crescimento de 8,1% em relação ao  primeiro trimestre de 2014 e redução de 9,1% sobre o quarto trimestre de 2014. O volume financeiro de transações totalizou R$126,5 bilhões, representando um acréscimo de 5,8% quando comparado aos R$119,6 bilhões no mesmo período em 2014 e redução de 12,1% em relação quarto trimestre de 2014.

Especificamente com cartões de crédito, o volume financeiro de transações processadas totalizou R$75,5 bilhões no primeiro trimestre de 2015, o que representou um crescimento de 3,2% em relação ao primeiro trimestre de 2014 e redução de 11,1% em relação ao quarto trimestre de 2014.

Com a modalidade cartões de débito, o volume financeiro de transações processadas totalizou R$51 bilhões no primeiro trimestre de 2015, um crescimento de 9,9% em relação ao primeiro trimestre de 2014 e redução de 13,4% em relação ao quarto trimestre de 2014.

No produto Agro, que está incluído no montante total de débito, o volume financeiro de transações processadas totalizou R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2015, uma redução de 36,1% em relação ao primeiro trimestre de 2014 e uma redução de 56,2% em relação ao quarto trimestre de 2014.

Sem considerar o produto Agro no montante total de débito, o valor de transações capturadas teria sido de R$ 49,6 bilhões no primeiro trimestre de 2015, um crescimento de 12,3% em relação ao primeiro trimestre de 2014 e redução de 10,8% em relação ao quarto trimestre de 2014.

 

 

Receita líquida da Cielo no 1° Trimestre de 2015

Na comparação do primeiro trimestre de 2015 com o primeiro trimestre de 2014, a receita líquida da Cielo (CIEL3) e de suas controladas, proveniente da captura, transmissão, processamento e liquidação financeira das transações realizadas com cartões de crédito e débito, da gestão de contas de pagamento relacionadas ao Arranjo Ourocard, do aluguel de POS, e de outras receitas aumentou 29,4% ou R$534,1 milhões, para R$2.351,8 milhões no 1T15, comparada com R$1.817,7 milhões no primeiro trimestre de 2014. O acréscimo na receita líquida está substancialmente relacionado ao início das atividades operacionais da Token, em 27 de
fevereiro de 2015, e à contínua expansão dos negócios da Cielo e das controladas Me-S e M4U.

Na comparação do primeiro trimestre de 2015 com o quarto trimestre de 2014, a receita líquida aumentou R$223,1 milhões, ou 10,5%, comparada com R$2.128,7 milhões no último trimestre. O acréscimo na receita líquida está substancialmente relacionado ao início das atividades operacionais da Token em 27 de fevereiro de 2015.

 

 

Lucro Líquido da Cielo no 1° Trimestre de 2015

O lucro líquido ajustado da Cielo Brasil (CIEL3) no primeiro trimestre de 2015 foi de R$926,166 milhões. A variação do primeiro trimestre de 2015 contra o primeiro trimestre de 2014 (R$805,878 foi de (14,9%). Comparando-se ao quarto trimestre de 2014 (R$805,605 milhões), a variação foi de 15,0%.

 

 

Patrimônio Líquido da Cielo no 1° Trimestre de 2015

O patrimônio líquido da Cielo Brasil (CIEL3) no primeiro trimestre de 2015 foi de R$8.515 bilhões. A variação do primeiro trimestre de 2015 contra o  quarto trimestre de 2014 (R$4.324 bilhões), a variação foi de 96,92%.

 

 

Ativos Totais da Cielo no 1° Trimestre de 2015

Os ativos totais da Cielo Brasil (CIEL3) no primeiro trimestre de 2015 foi de R$28.083 bilhões. A variação do primeiro trimestre de 2015 contra o  quarto trimestre de 2014 (R$18.680 bilhões), a variação foi de -50,33%.

 

 

Custo dos serviços prestados da Cielo no 1° Trimestre de 2015

Na comparação do primeiro trimestre de 2015 com o primeiro trimestre de 2014, o custo dos serviços prestados da Cielo (CIEL3) aumentou R$333,7 milhões, ou 50,6%, para R$993,4 milhões no primeiro trimestre de 2015, comparado com R$659,7 milhões no primeiro trimestre de 2014. Esse aumento ocorreu principalmente em decorrência dos seguintes fatores: Aumento de R$139,7 milhões decorrente do início da consolidação das atividades operacionais da Token a partir março de 2015; Acréscimo nos custos em R$113,0 milhões das controladas Merchant e-Solutions, resultado principalmente da apreciação do dólar, e da M4U; Aumento de R$30,5 milhões em custos relacionados a transação, como captura e processamento, centrais de atendimento, fee das bandeiras e de telecomunicações, dado substancialmente ao crescimento no volume de transações; Aumento de R$25,0 milhões nos custos vinculados a equipamentos, como suprimentos, instalação, depreciação, manutenção e ativação de terminais POS, decorrente substancialmente do acréscimo na base, especialmente com tecnologia “wireless”, e do aumento da quantidade de transações capturadas, quando comparado ao mesmo período do exercício anterior; Acréscimo de R$10,9 milhões substancialmente relacionado ao aumento no quadro de funcionários alocados na área de TI e envolvidos com o desenvolvimento de projetos; entre outros.

Já na comparação do primeiro trimestre de 2015 com o quarto trimestre de 2014, o custo dos serviços prestados aumentou R$87,6 milhões, ou 9,7% quando comparado aos R$905,8 milhões no trimestre anterior. Esse aumento ocorreu principalmente em decorrência dos seguintes fatores: Aumento de R$139,7 milhões decorrente do início da consolidação das atividades operacionais da Token a partir março de 2015; Acréscimo nos custos em R$52,9 milhões das controladas Merchant e-Solutions, resultado da apreciação do dólar e da contínua expansão dos negócios, e da M4U, decorrente do aumento nas vendas de crédito de celular;
Redução de R$51,2 milhões referentes a menores gastos com projetos de melhoria e manutenções do ambiente de TI e operacional, bem como redução de custos com consultoria para mapeamento de processos nos sistemas operacionais da companhia; Redução de R$31,4 milhões nos custos vinculados a equipamentos, como suprimentos, instalação, manutenção e ativação de terminais POS, decorrente substancialmente da maior demanda dos estabelecimentos comerciais no quarto trimestre de 2014, frente as datas comemorativas de fim de ano; Redução de R$21,1 milhões em custos relacionados a transação, como captura e processamento, centrais de atendimento, fee das bandeiras e de telecomunicações, dado a redução no volume de transações no trimestre em relação ao quarto trimestre de 2014.

 

 

Despesas Operacionais da Cielo no 1° Trimestre de 2015

Na comparação do primeiro trimestre de 2015 com o primeiro trimestre de 2014, as despesas operacionais da Cielo (CIEL3) aumentaram R$69,1 milhões, ou 26,6%, para R$328,3 milhões, comparadas com R$259,2 milhões com o mesmo trimestre de 2014. As principais variações são como seguem:

Despesas de pessoal – As despesas de pessoal aumentaram R$22,8 milhões ou 27,3%, para R$106,5 milhões no primeiro trimestre de 2015, comparados com os R$83,7 milhões no primeiro trimestre de 2014. Essa variação está substancialmente relacionada ao aumento no quadro de profissionais, ao reajuste definido em Convenção Coletiva de 6,5% e ao início da consolidação dos gastos com funcionários relacionados aos novos serviços de gestão de contas de pagamento da Token.

Despesas gerais e administrativas – As despesas gerais e administrativas, excluindo depreciação, aumentaram R$36,5 milhões ou 56,3%, para R$101,4 milhões no primeiro trimestre de 2015, comparadas com os R$64,8 milhões no primeiro trimestre de 2014. Essa variação ocorreu em razão de maiores gastos com serviços profissionais especializados relacionados a projetos, bem como do aumento dos gastos da controlada Me-S com parceiros comerciais e da apreciação do dólar médio no período.

Despesas de vendas e marketing – As despesas de vendas e marketing reduziram R$12,3 milhões ou 18,3%, para R$55,0 milhões no primeiro trimestre de 2015, comparadas com os R$67,4 milhões no primeiro trimestre de 2014. Essa variação é decorrente substancialmente de menores gastos incorridos com campanhas e ações de marketing no primeiro trimestre de 2015.

Equivalência patrimonial – O resultado de equivalência patrimonial aumentou R$0,9 milhão ou 35,0%, para R$3,7 milhões de receita no primeiro trimestre de 2015, comparadas com R$2,7 milhões no primeiro trimestre de 2014. O aumento está relacionado ao melhor resultado líquido das controladas em conjunto Orizon e Paggo no primeiro trimestre de 2015 quanto comparado ao mesmo de 2014.

Outras despesas operacionais líquidas – As outras despesas operacionais líquidas aumentaram R$17,7 milhões ou 46,7%, para R$55,6 milhões no primeiro trimestre de 2015, comparadas com os R$37,9 milhões no primeiro trimestre de 2014. A variação está substancialmente relacionada ao aumento da provisão para perdas com créditos incobráveis no primeiro trimestre de 2015, bem como a contratação de bancos de investimentos e advogados para o projeto de criação da Token com o Banco do Brasil no primeiro trimestre de 2015.

Já se compararmos o primeiro trimestre de 2015 com o último trimestre de 2014, as despesas operacionais reduziram R$84,1 milhões, ou 20,4%, comparadas com R$412,4 milhões no quarto trimestre de 2014.

 

 

O EBITDA da Cielo no 1° Trimestre de 2015

O EBITDA da Cielo Brasil (CIEL3) corresponde ao lucro líquido, acrescido do imposto de renda e contribuição social, das despesas de depreciação e amortização e do resultado financeiro. Ressalta-se que, para o seu cálculo, ao lucro líquido da Controladora é acrescida a participação dos acionistas que não a Cielo S.A. O EBITDA apresenta limitação que prejudica a sua utilização como medida da lucratividade em razão de não considerarem determinados custos decorrentes dos negócios, que poderiam afetar, de maneira significativa, o lucro, tais como despesas financeiras, tributos, depreciação, despesas de capital e outros encargos relacionados.

O EBITDA totalizou R$ 1.186,6 milhões no primeiro trimestre de 2015, aumento de 18,5% em relação ao primeiro trimestre de 2014 e aumento de 28,3% sobre o quarto trimestre de 2014.

 

 

Pagamento de Dividendos da Cielo no 1° Trimestre de 2015

Em reunião do Conselho de Administração realizada no dia 28 de janeiro de 2015, foi aprovada a distribuição do saldo dos lucros remanescentes do exercício social findo de 31 de dezembro de 2014. Os proventos foram distribuídos na forma de dividendos e juros sobre capital próprio, os quais foram pagos aos acionistas na proporção de suas participações no capital social da Companhia, “ad referendum” da Assembleia Geral, no montante total de R$ 769.679.929,60 (setecentos e sessenta e nove milhões, seiscentos e setenta e nove mil, novecentos e vinte e nove reais e sessenta centavos), dos quais R$ 66.800.000,00 (sessenta e seis milhões e oitocentos mil reais) foram distribuídos a título de juros sobre capital próprio e sofreram a incidência de Imposto de Renda retido na fonte, mediante aplicação da alíquota cabível, e o montante de R$ 702.879.929,60 (setecentos e dois milhões, oitocentos e setenta e nove mil, novecentos e vinte e nove reais e sessenta centavos) distribuídos a título de dividendos, sendo que não fizeram jus aos proventos as ações mantidas em tesouraria. Os proventos foram pagos aos acionistas no dia 31 de março de 2015, com base na posição acionária de 13 de março de 2015, sendo as ações da Companhia negociadas “ex-direitos” a partir de 16 de março de 2015, inclusive.

Valor de dividendos por ação: R$0,448628598
Valor bruto de juros sobre capital próprio por ação: R$0,042636571

 

 

A Cielo no Mercado de Capitais

No primeiro trimestre de 2015, enquanto o Ibovespa valorizou-se em 2,3%, as ações da Cielo (CIEL3) (ajustadas com proventos) apresentaram valorização de 10,9%. No dia 31 de março de 2015, os papéis (CIEL3) fecharam cotados a R$ 38,07/ação (valor ajustado com a bonificação aprovada em 10/04/2015), representando um valor de mercado de R$ 71,8 bilhões.

O volume médio diário negociado no período entre janeiro e março de 2015 totalizou 3,9 milhões de ações, com um volume médio diário de R$163,9 milhões, representando 0,6% do free float. Desde o IPO, o volume médio diário negociado foi de 2,1 milhões de ações, representando um volume médio diário negociado de R$ 103,4 milhões, ou 0,4% do free float.

As ações da Cielo S.A. (CIEL3) estrearam na BM&FBovespa no dia 29/06/2009, no Novo Mercado, inicialmente sob o código VNET3 e, desde o dia 18 de dezembro de 2009, em função da alteração na razão social da Companhia, são negociadas sob o novo código (CIEL3). As ações da Cielo atualmente são integrantes do Índice Bovespa (Ibovespa), Índice Brasil Amplo (IBRA), Índice Brasil 50 (IBXL), Índice Brasil 100 (IBXX), Índice Carbono Eficiente (ICO2), Índice Financeiro (IFNC), Índice de Governança Corporativa Trade (IGCT), Índice de Governança Corporativa Diferenciada (IGCX), Índice Governança Corporativa Novo Mercado (IGNM) -, Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISEE), Índice Tag Along Diferenciado (ITAG), Índice Mid-Large Cap (MLCX).
Composição Acionária

 

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