Brasil: Receita do setor de serviços cresceu 2,1% em Julho de 2015

LinkedIn

São Paulo, 21 de Setembro de 2015 – De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) realizada mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor de serviços brasileiro fechou o sétimo mês de 2015 com um crescimento da receita nominal de 2,1%, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Esta foi a quinta menor variação do índice na série histórica, iniciada em 2012. A menor taxa foi registrada em fevereiro deste ano: 0,9%. A taxa acumulada no ano é de 2,2%, enquanto que a taxa acumulada nos últimos doze meses é de 3,3%.

No sétimo mês de 2015, quatro dos dos cinco segmentos do setor de serviços registraram variações positivas, cujos resultados, por ordem de variação, foram: Serviços profissionais, administrativos e complementares (3,5%); Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (2,8%); Serviços prestados às famílias (2,5%) e Serviços de informação e comunicação (0,8%). Apenas o segmento de Outros serviços apresentou variação nominal negativa (-0,8%).

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), primeiro indicador conjuntural mensal que investiga o setor de serviços no país, abrange as atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os setores da saúde, educação, administração pública e aluguel imputado (valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram).

O segmento de Serviços prestados às famílias apresentou variação nominal de 2,5% em julho sobre igual mês do ano anterior, sendo que em junho não houve variação significativa (0,0%) e maio registrou uma variação nominal negativa de -1,3%. A variação acumulada no ano ficou em 3,0% e em 12 meses, 4,8%. Os Serviços de alojamento e alimentação apresentaram crescimento de 1,8% e Outros serviços prestados às famílias, crescimento de 7,7%.

Os Serviços de informação e comunicação registraram variação nominal de 0,8% em julho, na comparação com igual mês do ano anterior, contra -1,7% em junho e -0,8% em maio. A variação acumulada no ano não atingiu valor significativo (0,0%) e em 12 meses, ficou em 0,4%. Os Serviços de tecnologia da informação e comunicação- TIC, que abrangem os serviços de telecomunicações e de tecnologia da informação, apresentaram taxa de 0,5% e os Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias, apresentaram variação de 2,8%.

O segmento de Serviços profissionais, administrativos e complementares apresentou variação de 3,5% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, inferior às variações de junho (5,9%) e maio (5,5%). A variação acumulada no ano ficou em 5,6% e em 12 meses, 7,3%. Os Serviços técnico-profissionais, correspondentes aos serviços intensivos em conhecimento, apresentaram variação de 1,1% e os Serviços administrativos e complementares, que abrangem as atividades intensivas em mão-de-obra, cresceram 4,4%.

O segmento de Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio registrou uma variação nominal de 2,8% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em junho, o segmento registrou variação de 4,4% e em maio, 0,8%. A variação acumulada no ano ficou em 2,6% e em 12 meses, 3,3%. Por modalidade, os resultados foram: Transporte terrestre, com 0,9%, Transporte aquaviário, com 24,6% e Transporte aéreo, com 4,4%. A atividade de Armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio apresentou crescimento de 2,5%.

O segmento de Outros serviços apresentou variação nominal negativa de -0,8% em julho, sendo que em junho e maio as variações foram positivas, ou seja, 0,3% e 0,4%, respectivamente (Gráfico 6). A variação acumulada no ano ficou em 0,3% e em 12 meses, 3,5%.

Revisão de Resultado

O IBGE, através da Pesquisa Mensal de Serviços relacionada ao mês de julho de 2015, revisou a taxa de crescimento anual de algumas categorias do setor de serviços brasileiro em junho: serviços técnico-profissionais (de 1,1% para 1,2%) e outros serviços (de 0,4% para 0,3%).

Notícias Relacionadas

IBGE: 17 dos 27 estados brasileiros tiveram aumento de receitas no setor de serviços em Julho de 2015. O estado de Rondônia novamente registrou a maior taxa de crescimento (30,8%)

Deixe um comentário

Esta área do website ADVFN.com é destinada para comentários e anáises individuais independentes. Estes blogs são administrados por autores independentes através de uma plataforma de alimentação comum, não representando as opiniões da ADVFN. A ADVFN não monitora, aprova, altera ou exerce controle editorial sobre estes artigos, não aceitando, portanto, ser responsabilizada por tais informações. As informações disponibilizadas no website ADVFN.com destina-se para sua informação em geral mas não, necessariamente, para suas necessidades particulares. As informações não constituem qualquer forma de recomendação ou aconselhamento por parte da ADVFN.COM.