PIB: Economia brasileira fecha Julho de 2015 com queda de 1,89% acumulada nos últimos doze meses

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A taxa de crescimento da economia brasileira retraiu 0,02% em julho de 2015, segundo o Banco Central (BC). O indicador de atividade do BC (IBC-Br), previa do Produto Interno Bruto (PIB), representa a continuação da forte recessão registrada ao longo do ano, interrompida brevemente apenas nos meses de fevereiro e maio, quando o índice expandiu-se, respectivamente, 0,75% e 0,06% (valores revisados). Nos últimos doze meses, a retração acumulada é de 1,89%.

São Paulo, 21 de Setembro de 2015 – O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), decresceu 0,02 por cento em julho ante junho, segundo dados dessazonalizados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira. Já no acumulado dos últimos doze meses até junho, o indicador (dessazonalizado) registrou contração de 1,89%.

No acumulado de janeiro a julho deste ano, ainda segundo informações do BC, o nível de atividade da economia brasileira, observado por meio do IBC-Br, teve queda de 2,74%. Neste caso, o índice foi calculado antes de ajuste sazonal, uma vez que considera períodos iguais.

O IBC-Br foi criado para tentar ser um previsão do resultado PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos sobre os produtos. Esse indicador serve como parâmetro para avaliar o ritmo de crescimento da economia brasileira ao longo dos meses.

Os últimos resultados do IBC-Br, porém, não têm mostrado proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE. Em 2012, por exemplo, o IBC-Br mostrou um crescimento de 1,6%. Posteriormente, o resultado oficial do PIB mostrou uma alta menor, de 1,0%. Em 2013, o BC acertou. Previu uma alta de 2,5% – que foi depois confirmada com as revisão feita pelo IBGE. Em 2014, porém, o BC estimava uma retração de 0,15% no PIB, mas os dados oficiais mostraram uma alta de 0,1% no ano passado. No primeiro trimestre deste ano, o IBC-Br indicou uma contração de 0,81%, mas o PIB oficial teve uma queda um pouco menor: de 0,7% (valor revisado).

No mês passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informou que o PIB brasileiro recuou 1,9% no segundo trimestre de 2015, em relação aos três meses anteriores, e, com isso, o país entrou na chamada recessão técnica – que ocorre quando a economia registra dois trimestres seguidos de queda.

De acordo com o último Boletim Focus, relatório semanal também divulgado pelo Banco Central, que mostra as expectativas dos principais economistas do mercado financeiro brasileiro sobre a economia do país, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro fechará 2015 com uma retração de 2,70%. Tal previsão é 0,15% pior que a divulgada na última semana, quando o analistas financeiros apontavam para uma queda de 2,55% do PIB do Brasil ao longo deste ano.

Caso tais previsões sejam confirmadas, a queda do PIB de 2,70% em 2015 configurar-se-á na maior retração economia anual do país dos últimos vinte e cinco anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.

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