Relatório sobre os resultados operacionais e financeiros da BM&FBOVESPA (BVMF3) no 1° trimestre de 2015

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Em 14 de Maio de 2015, a BM&FBOVESPA divulgou relatório sobre seus resultados operacionais e financeiros durante o primeiro trimestre de 2015. As informações financeiras e operacionais contidas nesse relatório, exceto quando indicado de outra forma, são apresentadas em bases consolidadas, em reais brasileiros, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo a Legislação Societária e a convergência às normas internacionais do IFRS. As comparações realizadas neste comunicado levam em consideração o primeiro trimestre de 2014, exceto quando especificado em contrário.

BM&FBOVESPA (BVMF3) é uma companhia formada, em 2008, a partir da integração das operações da Bolsa de Valores de São Paulo e da Bolsa de Mercadorias & Futuros. Como principal instituição brasileira de intermediação para operações do mercado de capitais, a companhia desenvolve, implanta e provê sistemas para a negociação de ações, derivativos de ações, títulos de renda fixa, títulos públicos federais, derivativos financeiros, moedas à vista e commodities agropecuárias.

Por meio de suas plataformas de negociação, realiza o registro, a compensação e a liquidação de ativos e valores mobiliários transacionados e a listagem de ações e de outros ativos, bem como divulga informação de suporte ao mercado. A companhia também atua como depositária central dos ativos negociados em seus ambientes, além de licenciar softwares e índices.

A BM&FBOVESPA (BVMF3) ainda exerce o papel de fomentar o mercado de capitais brasileiro. Para tanto, desenvolve inúmeros programas de educação e popularização de seus produtos e serviços. Também gerencia investimentos sociais, com foco no desenvolvimento de comunidades que se relacionam com seu universo. Tendo em vista sua área de atuação, a BM&FBOVESPA (BVMF3) está sujeita à regulação e à supervisão da Comissão de Valores Mobiliários e do Banco Central do Brasil.

 

 

Conjuntura Econômica da BM&FBOVESPA no 1° Trimestre de 2015

A receita líquida da BM&FBOVESPA (BVMF3) cresceu 6,5% sobre o primeiro trimestre de 2014, refletindo principalmente o aumento das receitas no segmento BM&F e de outras linhas de negócio não atreladas a volumes.

As receitas do segmento BM&F cresceram 10,8% sobre o primeiro trimestre de 2014. Embora o volume médio diário (ADV) tenha caído 3,1%, a receita por contrato (RPC) média subiu 13,7% no período, em grande parte refletindo a desvalorização do real frente ao dólar norte-americano.

As receitas do segmento Bovespa ficaram estáveis em comparação com o primeiro trimestre de 2014; Outras receitas não atreladas a volumes cresceram 9,5% sobre o primeiro trimestre de 2014, refletindo: 6,6% de crescimento nas receitas de aluguel de ativos; 9,6% de aumento na linha de depositária, em função do desempenho da plataforma Tesouro Direto; e 10,1% de alta nas receitas de venda de sinal de dados (vendors) que foram positivamente impactadas pela desvalorização cambial.

As despesas ajustadas no primeiro trimestre de 2015 somaram R$138,6 milhões, alta de 1,6% sobre o primeiro trimestre de 2014. R$223,6 milhões em dividendos, totalizando 80% do lucro líquido societário. Recompra de ações atingiu R$ 63,7 milhões no primeiro trimestre de 2015, o que representa 11,3% do programa atual.

O Diretor Presidente da BM&FBOVESPA, Edemir Pinto, comentou: “no primeiro trimestre de 2015 nós mantivemos o foco no aprimoramento da nossa infraestrutura tecnológica. Nós avançamos no desenvolvimento da segunda fase da nova Clearing BM&FBOVESPA, quando migraremos a pós-negociação de ações e de títulos de renda fixa corporativa para essa nova infraestrutura integrada, a qual já foi implantada no mercado de derivativos. Nós também adicionamos novas funcionalidades na nossa plataforma de registro de renda fixa e balcão (iBalcão), e implantamos uma série de melhorias na plataforma Tesouro Direto. Adicionalmente, anunciamos um investimento minoritário na Bolsa de Comercio de Santiago, iniciando uma parceria de longo prazo com essa bolsa”. O Diretor Executivo Financeiro e de Relações com Investidores, Daniel Sonder, destacou: “a diversificação da nossa base de receitas, proporcionada pelo nosso modelo de negócio demonstrou sua importância no primeiro trimestre de 2015. Receitas de derivativos foram positivamente impactadas pela desvalorização do real perante o dólar e receitas não relacionadas a volumes também cresceram, resultando em aumento da receita total, mesmo em ambiente no qual as receitas de negociação e pós-negociação de ações se mantiveram estáveis. Adicionalmente, temos buscado um controle diligente do crescimento das despesas nesse ambiente de alta da inflação e recentes aprimoramentos implantados em nossas políticas de preços e incentivos tiveram impacto positivo em diversas linhas de receita”.

 

 

As receitas da BM&FBOVESPA no 1° Trimestre de 2015

A receita total da BM&FBOVESPA (BVMF3) atingiu R$577,3 milhões, crescimento de 5,9% sobre o primeiro trimestre de 2014, principalmente devido ao aumento de receitas no segmento BM&F combinado com aumento de receitas não relacionadas a volumes. Receitas de negociação e pós-negociação nos mercados de derivativos e de ações representaram juntas 79,8% da receita total no primeiro trimestre de 2015, atingindo R$460,9 milhões, alta de 6.0% sobre o mesmo período do ano anterior.

O segmento BM&F– negociação, compensação e liquidação: atingiu R$250,9 milhões (43,5% da receita total), 10,8% maior que no primeiro trimestre de 2014. A queda do ADV foi mais que compensada pelo aumento de 13,7% na RPC média no período. O segmento Bovespa– negociação, compensação e liquidação: totalizou R$218,1 milhões (37,8% da receita total), estável em comparação com o primeiro trimestre de 2014.

As receitas de negociação e pós-negociação (transações) atingiram R$214,6 milhões, aumento de 1,2% no período.

Os mercados de derivativos foram as principais fontes de receita da Companhia no trimestre (45,9% da receita total), sendo os derivativos financeiros e de  mercadorias do segmento BM&F responsáveis por 42,6% e as opções/termos sobre ações e índices no segmento Bovespa representando outros 3,3%. Receitas de negociação no mercado à vista de ações somaram 5,2% do total de receitas.

As outras receitas não relacionadas volumes atingiram R$108,3 milhões no primeiro trimestre de 2015 (18,8% da receita total), crescimento de 9,5% sobre o mesmo período do ano anterior. Os destaques foram: Aluguel de ativos: atingiu R$22,2 milhões (3,8% da receita total) na primeiro trimestre de 2015, 6,6% acima do primeiro trimestre de 2014, refletindo o aumento de 4,9% no volume financeiro de posições em aberto, combinado com a remoção de rebates que foi implantada em janeiro de 2015. A depositária, custódia e back-office: as receitas desses serviços atingiram R$31,3 milhões (5,4% da receita total), alta de 9,6% sobre o primeiro trimestre de 2014, principalmente por conta do crescimento de 40,6% dos ativos em custódia na plataforma Tesouro Direto. Vendors: receita da venda de sinal de dados atingiu R$19,0 milhões (3,3% da receita total), crescimento de 10,1% sobre o mesmo período do ano anterior, devido principalmente à desvalorização do real perante o dólar, dado que cerca de 50% dessas receitas são denominadas na moeda norte-americana.

Já a receita líquida apresentou crescimento de 6,5% sobre o primeiro trimestre de 2014 e atingiu R$520,4 milhões no primeiro trimestre de 2015.

 

 

As despesas da BM&FBOVESPA no 1° Trimestre de 2015

As despesas da BM&FBOVESPA (BVMF3) totalizaram R$221,4 milhões no primeiro trimestre de 2015, alta de 19,9% na comparação com o mesmo período de 2014. O primeiro trimestre de 2015 foi impactado por despesas não recorrentes de R$25,0 milhões, as quais estão conectadas aos encargos ligados à transição do plano de incentivo de longo prazo da Companhia, de outorga de opções sobre ações para concessão de ações (ver Comunicado ao Mercado divulgado em 4 de fevereiro de 2015).

As despesas ajustadas no primeiro trimestre de 2015, despesas ajustadas totalizaram R$138,6 milhões, 1,6% de aumento sobre o primeiro trimestre de 2014.

As despesas de pessoal totalizou R$126,8 milhões no primeiro trimestre de 2015, 49,3% de alta sobre o primeiro trimestre de 2014 e inclui despesa não recorrente de R$25,0 milhões relacionada ao cancelamento de opções sobre ações mencionado anteriormente.

As despesas de pessoal ajustada cresceram 6,9% sobre o primeiro trimestre de 2014 atingindo R$ 83,4 milhões, devido principal mente à provisão não recorrente de R$6,8 milhões (excluída essa provisão não recorrente, teria sido verificada queda de 1,7%). Despesa de pessoal ajustada exclui R$43,4 milhões de despesas com concessão de ações (R$25,0 milhões não recorrentes em encargos relacionados à transição já mencionada, R$9,9 milhões referente ao principal e R$8,4 milhões em encargos sobre o principal).

As despesas com processamento de dados totalizou R$28,9 milhões, alta de 5,4% comparada com o primeiro trimestre de 2014, principalmente como consequência do aumento de despesas com manutenção relacionadas à fase de derivativos da nova Clearing BM&FBOVESPA, que foi implantada em agosto de 2014, e ao novo data center. Comparada com o trimestre anterior, houve redução de 29,5%, por conta de pagamento não recorrente de R$9,5 milhões pelos direitos de atualização do PUMA Trading System, ocorrido no quarto trimestre de 2014.

A depreciação e amortização totalizou R$30,6 milhões, aumento de 3,6% sobre o primeiro trimestre de 2015, devido ao impacto da implantação da primeira fase da nova Clearing BM&FBOVESPA, ocorrida em agosto de 2014, cuja depreciação e amortização começaram em setembro de 2014.

As despesas com serviços de terceiros totalizaram R$7,1 milhões, queda de 15,6% sobre o primeiro trimestre de 2014, principalmente por conta de redução de despesas com serviços de consultoria.

As despesas com impostos somaram R$1,5 milhão, queda de 78,6% sobre o mesmo período do ano anterior. A partir de janeiro de 2015 impostos sobre dividendos recebidos do CME Group não são mais reconhecidos como despesas, refletindo mudanças introduzidas pela Lei 12.973/14. Dividendos recebidos do CME Group passam a ser incorporados na base de cálculo de imposto da BM&FBOVESPA (livro fiscal apenas), enquanto os impostos sobre esses dividendos retidos no exterior podem ser utilizados para compensar financeiramente o aumento da base de imposto da Companhia. No primeiro trimestre de 2014, impostos sobre dividendos recebidos do CME Group totalizaram R$5,5 milhões e foram tratados, sob o regime anterior, como despesa na demonstração de resultados da BM&FBOVESPA.

As outras despesas totalizaram R$17,6 milhões, aumento de 13,8% sobre o primeiro trimestre de 2014, devido ao aumento de custos com energia e com provisões. A queda de 26,5% sobre o trimestre anterior é explicada principalmente pela transferência de R$9,3 milhões para nossa entidade autorreguladora (BSM) no quarto trimestre de 2014.

 

 

Resultado Financeiro da BM&FBOVESPA no 1° Trimestre de 2015

O resultado financeiro da BM&FBOVESPA (BVMF3) atingiu R$61,6 milhões no primeiro trimestre de 2015, alta de 28,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. As receitas financeiras subiram 37,4% e somaram R$108,7 milhões, principalmente como reflexo do aumento da taxa de juros e do caixa médio. Esse crescimento foi parcialmente neutralizado pela alta de 50,5% das despesas financeiras, principalmente devido à apreciação da moeda norte-americana frente ao real neste período.

 

 

Lucro líquido da BM&FBOVESPA no 1° Trimestre de 2015

O lucro líquido atribuído aos acionistas da BM&FBOVESPA (BVMF3) foi de R$279,5 milhões, alta de 9,1% sobre o primeiro trimestre de 2014, refletindo os aumentos do resultado operacional e do resultado financeiro.

O lucro líquido ajustado foi de R$391,3 milhões no primeiro trimestre de 2015, alta de 4,2% sobre o mesmo período de 2014, enquanto que o LPA cresceu 7,1%, para R$0,217 no primeiro trimestre de 2015, refletindo a execução do programa de recompra de ações da Companhia no período.

 

 

Patrimônio Líquido da BM&FBOVESPA no 1° Trimestre de 2015

O Patrimônio Líquido da BM&FBOVESPA (BVMF3) no primeiro trimestre de 2015 totalizou R$ 19.538,3 milhões, 2,89% superior ao registrado no quarto trimestre de 2014 (R$ 18.988,4 milhões).

 

 

Ativos totais da BM&FBOVESPA no 1° Trimestre de 2015

No primeiro trimestre de 2015, os ativos totais da BM&FBOVESPA (BVMF3) totalizaram R$ 26.497,7. Este resultado é 4,88% superior ao quarto trimestre de 2014, quando registrou R$ 25.263,5 milhões.

 

 

Pagamento de Dividendos da BM&FBOVESPA no 1° Trimestre de 2015

Em 14 de maio de 2015, o Conselho de Administração deliberou a distribuição de dividendos no montante de R$223,6 milhões, totalizando 80% do lucro líquido societário do primeiro trimestre de 2015, a serem pagos em 29 de maio de 2015 com base no registro de acionistas de 18 de maio de 2015. A recompra de ações da BM&FBOVESPA (BVMF3) no primeiro trimestre de 2015 foram recompradas 6,8 milhões de ações ao preço médio de R$9,39 por ação, totalizando R$63,7 milhões. O programa de recompra atualmente em vigor autoriza a aquisição de até 60 milhões de ações até dezembro de 2015.

 

 

A BM&FBOVESPA no Mercado de Capitais

Constituída em 14 de Dezembro de 2007, a BM&FBOVESPA (BVMF3) passou a ser listada no Mercado Bovespa em 20 de Agosto de 2008. Desde então, as ações da empresa passaram a pertencer à lista de ativos do Novo Mercado da principal bolsa de valores brasileira. Das 1.815.000.000 ações ordinárias BVMF3 que compõem o capital social da BM&FBOVESPA, 1.778.324.029 estão em circulação no mercado.

Dentre os direitos que a BM&FBOVESPA (BVMF3) garante ao acionista BVMF3, estão: o direito de tag along de 100%; o direito a voto pleno; o direito ao dividendo mínimo obrigatório; e o direito a reembolso de capital.

BM&FBOVESPA assegura ao investidor detentor de ações ordinárias BVMF3 o direito de tag along de 100% sobre o preço pago pelas ações ordinárias do acionista controlador no caso de venda do controle acionário da empresa.

 

 

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