Tesouro Direto bate recorde de novos investidores em setembro e supera bolsa; vendas também são recorde

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O Tesouro Direto, sistema de negociação de títulos públicos federais, atingiu em setembro 570.058 investidores cadastrados, superando pela primeira vez o número de cadastros na bolsa de valores. Na BM&FBovespa, o número de pessoas físicas cadastradas fechou o mês passado em 558.759, com queda de 5 mil contas em relação a dezembro do ano passado. Já o Tesouro Direto registrou em setembro o maior número de novos cadastros, 17.892, um crescimento de 44,70% em relação a setembro do ano passado. No acumulado do ano, o Tesouro Direto acumula 115.932 cadastros novos em relação aos 454.126 do fim de dezembro.

Além disso, o número de novos investidores ativos, que têm títulos ou estão negociando papéis, também foi recorde, com 12.393 no mês, 321,8% mais do que no mesmo mês do ano passado. No total, o sistema tem 199.906 clientes ativos.

Taxas altas levaram a recorde de R$ 1,1 bi em vendas

O fato de o Tesouro Direto superar a Bovespa já era esperado pelo mercado, que acompanhava o ritmo de crescimento da procura por renda fixa e o baixo interesse dos investidores por ações. O forte crescimento do Tesouro Direto em setembro tem relação direta com a alta da rentabilidade dos papéis do governo. Os juros prefixados chegaram a 15,50% ao ano e os dos papéis corrigidos pela inflação a 8% mais IPCA nos momentos de maior estresse dos mercados. Essas taxas atraíram e continuam atraindo mais investidores para os papéis federais. Com isso, o total vendido em setembro ficou em R$ 1,1 bilhão, já descontando os resgates, o maior valor desde a criação do programa em 2002, informou hoje o Tesouro.

Maior volume mensal de negócios

Setembro registrou também recorde de operações de venda de títulos em um mês, com 119.537 negócios, 5,8% superior ao volume de agosto de 2015 e 275,4% maior que o mesmo mês do ano passado, quando foram feitas 31.846 operações.

Os papéis mais procurados pelos investidores foram os indexados à inflação do IPCA, as NTN-B, ou de acordo com a nova nomenclatura do Tesouro Direto, os Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais. Esses papéis responderam pela metade (49,6%) das vendas. Já os prefixados, as LTN ou NTN-F, responderam por 26,3% das vendas e os indexados à Selic ou LFT, 24,1%.

Com relação aos prazos, a preferência ficou com os de médio prazo, entre 5 e 10 anos, com 42,9% das vendas. Os mais curtos, até cinco anos, ficaram com 41,8%. Já os mais longos, acima de 10 anos, responderam por 15,3% das vendas.

Para aplicar é preciso ter conta em corretora

Para aplicar no Tesouro Direto, é preciso abrir uma conta numa corretora, o que hoje pode ser feito totalmente pela internet. A mesma conta pode ser usada depois para aplicar em ações ou fundos ou CDB, LCI e LCA também distribuídos pelas corretoras.

Depois, basta transferir os valores para a conta da corretora e entrar no sistema do Tesouro Direto, escolher os títulos que se quer comprar e fechar a operação. Os títulos ficam custodiados na BM&FBovespa. O investidor deve observar os custos da operação, como as taxas cobradas pela corretora, normalmente anuais, e de custódia, cobradas pela corretora e pela bolsa. Corretoras de bancos costumam cobrar taxas maiores que corretoras independentes, por isso é preciso pesquisa. O próprio site do Tesouro Direto tem uma lista com as corretoras cadastradas no serviço e quanto cada uma cobra.

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