Com Vale e Petrobras, Ibovespa abre com leve avanço; juros sobem e dólar volta aos R$ 3,80

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No início da semana em que os investidores aguardam os resultados da Petrobras e outras empresas importantes, referentes ao terceiro trimestre do ano, o Índice Bovespa abriu o pregão com leve alta. Às 11h40, o principal indicador acionário do país subia 0,07%, para 46.934 pontos. Ajudavam a dar algum fôlego ao índice os papéis ordinários (ON, com voto) e preferenciais da série A (PNA, sem voto) da Vale, com ganhos de 0,57% e 0,84%, respectivamente. A mineradora ainda enfrentava um pouco de instabilidade com os reflexos do acidente com a Samarco na semana passada. Petrobras ON subia 0,63% e a PN, 0,26%, sob pressão dos desdobramentos da greve dos funcionários da companhia. Estão previstas reuniões hoje da empresa com lideranças do movimento.

Com forte peso no Ibovespa, os bancos tinham perdas, pressionando o indicador para baixo. Bradesco PN caía 0,55%, seguido por Itaú Unibanco PN, 0,96%, Banco do Brasil ON, 0,23%, e pelas units (recibos de ações) do Santander, 0,68%.

Destaques do Ibovespa; MRV sobe 3% e JBS cai quase 2%

Na liderança das maiores altas do Ibovespa, MRV ON ganhava 3,90%, seguida por Oi PN, 3,88%, Braskem PNA, 2,74%, e CSN ON, 2,20%. Braskem e Petrobras vêm acertando há meses contratos sobre fornecimento da nafta. A petroleira informou na sexta-feira passada a inclusão de dois novos aditivos nos contratos da Braskem que totalizam R$ 950 milhões, sobre a extensão do abastecimento do produto à empresa por mais 45 dias.

Na ponta negativa, JBS ON recuava 1,86%, Eletrobras ON, 1,72%, Telefônica PN, 1,33%, e Cielo ON, 1,28%.

Europa perde e petróleo ganha mais de 1%

Os principais índices de ações da zona do euro abriram o dia em queda. O Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos do bloco, perdia 0,40%, seguido pelo britânico Financial Times, 0,08%, pelo francês CAC, 0,52%, e pelo alemão DAX, 0,34%. Já no mercado futuro americano, o Dow Jones avançava 0,26%, o S&P 500 caía 0,03% e o índice da Nasdaq tinha avanços de 0,38%.

No exterior, o petróleo WTI, negociado em Nova York, tinha alta de 1,24%, para US$ 44,84, acompanhado pelo barril do tipo Brent, de Londres, que registrava ganhos de 1,58%, para US$ 48,17. A commodity resistia aos novos dados de desaceleração da segunda maior economia do mundo.

Exportações e importações recuam na China

Na China, as exportações recuaram 6,9% em outubro ante o mesmo mês do ano passado, uma baixa maior do que a esperada pelo mercado, de 4,1%, após a queda de 3,7% em setembro. No mesmo sentido, as importações diminuíram 18,8% no mês passado, na base anual, também pior do que as estimativas dos analistas, de recuo de 15%. Em setembro, o recuo foi de 20,4%.

Hoje também a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou relatório informando que o crescimento da economia chinesa deve desacelerar para 6,5% em 2016 e para 6,2% em 2017. Enquanto isso, membros do governo chinês discutem uma taxa de 6,5% como um piso ou nível mínimo de crescimento econômico entre 2016 e 2020, de acordo com informações da agência de notícias Reuters.

Juros avançam; dólar é vendido a R$ 3,80

Pela manhã, as taxas de juros futuros válidas até janeiro de 2016 passavam de 14,240% ao ano na sexta-feira para 14,247%. Para 2017, as projeções subiam de 15,38% para 15,44%. Por fim, os negócios com vencimento no início de 2021 tinham taxas de 15,72%, contra 15,63% da última sexta-feira. No mercado de câmbio, o dólar comercial ganhava 0,90%, para R$ 3,80 na venda, assim como o dólar turismo, que tinha valorização de 0,25%, sendo vendido por R$ 4.

Hoje, o relatório Focus mostrou que as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram a expectativa de inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de até 9,99% este ano. Na semana passada, a previsão era 9,91%. Esse foi o oitavo ajuste seguido na estimativa. Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu 0,78% na primeira quadrissemana de novembro, após encerrar outubro com alta de 0,76%, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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