Com bancos, Ibovespa avança mais de 1%; juros longos caem e dólar sobe para R$ 3,75

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Próximo dos 46 mil pontos, às 11h35, o Índice Bovespa subia 1,30%, para 45.940 pontos, impulsionado pelos bancos. Desde a abertura do mercado local, as instituições financeiras tinham avanços significativos. As units (recibos de ações) do Santander tinham ganhos de 5,85%, os papéis preferencias (PN, sem voto) do Bradesco, 2,22%, as ações ordinárias (ON, com voto) do Banco do Brasil, 2,42%, e Itaú Unibanco PN, 1,49%.

Companhias com forte peso no Ibovespa como Vale ON e PNA perdiam 1,38% e 1,30%, respectivamente. O preço do minério de ferro chinês abriu o dia em queda de 1,3%, para US$ 38,90 a tonelada. Além disso, a Samarco não entregou a proposta para planos de emergência para o caso de novos rompimentos de barragens na região de Mariana, em Minas, onde ocorreu o desastre com duas represas da mineradora. O prazo para entrega dos planos dado pelo Ministério Público de Minas era sexta-feira. A Samarco é controlada pela Vale em parceria com a BHP Billiton.

Já Petrobras ON tinha alta 0,22%, enquanto Petrobras PN permanecia estável, mesmo com as perdas de 2% do petróleo no mercado internacional. Ambev ON registrava avanço de 0,81%.

Por aqui, a projeção mediana das instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deste ano subiu pela 12ª semana seguida, de 10,38% para 10,44%. Para 2016, a estimativa para o IPCA também subiu, de 6,64% para 6,70%, apontou o Boletim Focus do Banco Central (BC). Além disso, a Câmara dos Deputados dá início hoje aos trabalhos sobre a formação da comissão especial destinada a analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, aceito na última semana pelo presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Destaques do Ibovespa 

Tirando os bancos, as maiores altas do índice ficavam com Braskem PNA, 4,93%, Qualicorp ON, 4,33%, Localiza ON, 4,24%, e Hypermarcas ON, 4,10%. Hoje, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) anunciou a aprovação, sem restrições, da venda da área de cosméticos da Hypermarcas para a francesa Coty, um negócio de R$ 3,8 bilhões. Na ponta negativa, sem contar Vale, as piores quedas do indicador eram de Cyrela ON, 1,43%, Bradespar PN, 0,20%, e as units da Klabin, 0,16%. Bradespar recuava na condição de uma das principais acionistas da Vale.

Europa e EUA tem ganhos de 2%

Os investidores europeus em bolsa tinham ganhos com os dados da produção industrial alemã de outubro, que cresceu 0,2%, mas ainda pior do que o esperado pelos analistas para o período (0,8%). O Stoxx 50, das 50 ações mais líquidas do bloco, ganhava 1,86%, acompanhado pelo britânico Financial Times, 0,46%, pelo francês CAC, 1,82%, e o alemão DAX, 2,17%. Nos Estados Unidos, num dia de poucos indicadores, o mercado futuro registrava queda de 0,22% do Dow Jones, mesmo percentual de queda do S&P 500.

Petróleo cai mais de 1%; WTI é vendido a US$ 39

O barril do petróleo WTI, negociado em Nova York, abriu a semana com desvalorização de 1,63%, para US$ 39,32, no mesmo sentido, o Brent, de Londres, recuava 0,98%, para US$ 42,58. Apesar das fortes perdas das commodities no exterior, o Índice da Bolsa de Xangai subiu 0,34%, depois de ganhar 2,58% no acumulado da semana passada. Na última sexta-feira, a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) que estabeleceria um teto para produção da commodity acabou sem acordo.

Juros longos recuam e dólar sobe para R$ 3,75

As taxas de juros no curto prazo passavam de 14,150% ao ano para 14,159%. Para 2017, as projeções caíam de 15,71% para 15,70%, assim como os contratos com vencimentos em janeiro de 2021, que tinham taxas de 15,65%, contra projeção anterior de 15,67%. O dólar comercial ganhava 0,21%, para R$ 3,75 na venda, seguido pelo dólar turismo, com alta de 0,75%, sendo vendido por R$ 3,98.

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