Inflação medida pelo IGP-DI registra desaceleração em Novembro de 2015

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A inflação medida mensalmente pelo Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) fechou o décimo primeiro mês do ano com 607,441 pontos, após registrar valorização mensal de 1,19%. No mês anterior, o índice oscilou 1,76%. Nos últimos doze meses, o IGP-DI acumula alta de 10,64%.

Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IGP-DI é um indicador inflacionário de abrangência nacional, que mede a variação dos preços no período compreendido entre os dias 01 (um) e 31 (trinta e um) do mês de referência.

A aceleração do IGP-DI registrada em novembro foi alavancada pela valorização do Índice de Preços ao Produtor Amplo – Disponibilidade Interna (IPA-DI) – que tem peso de 60% na composição do IGP-DI, o  mede a evolução dos preços no setor atacadista brasileiro.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou, em novembro, variação de 1,41%. Em outubro, a taxa foi de 2,38%. O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de 2,96%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 2,06%. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 1,05% para 14,79%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 1,61%, ante 1,78%, no mês anterior.

O índice do grupo Bens Intermediários apresentou taxa de variação de 0,87%, ante 2,20%, no mês anterior. O principal responsável por este recuo foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 2,76% para 0,82%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, apresentou variação de 0,83%. No mês anterior, a variação foi de 2,11%.

No estágio das Matérias-Primas Brutas, a taxa de variação passou de 2,99%, em outubro, para 0,21%, em novembro. Os destaques no sentido descendente foram: soja (em grão) (3,18% para -2,98%), minério de ferro (2,75% para -4,91%) e milho (em grão) (8,95% para 1,25%). Em sentido ascendente, vale mencionar: mandioca (aipim) (0,96% para 15,39%), cana-de-açúcar (1,59% para 3,14%) e leite in natura (-3,11% para -1,66%).

Com peso de 30% na composição do IGP-DI, o Índice de Preços ao Consumidor – Disponibilidade Interna (IPC-DI) registrou variação de 1,00%, em novembro, ante 0,76%, no mês anterior. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A contribuição de maior magnitude para o avanço da taxa do IPC partiu do grupo Alimentação (0,47% para 1,85%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -10,13% para 21,61%.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação (0,28% para 0,55%), Vestuário (0,43% para 0,56%) e Comunicação (0,21% para 0,53%). Nestas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: passeios e férias (0,33% para 1,78%), roupas (0,44% para 0,60%) e tarifa de telefone residencial (0,17% para 1,42%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos: Transportes (1,92% para 1,19%), Habitação (0,73% para 0,66%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,65% para 0,61%) e Despesas Diversas (0,15% para 0,06%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os destaques foram: gasolina (5,27% para 2,67%), gás de bujão (6,60% para 0,57%), medicamentos em geral (0,25% para 0,03%) e alimentos para animais domésticos (0,42% para -1,66%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em novembro, taxa de variação de 0,34%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,36%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,72%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,77%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não registrou variação, pelo terceiro mês consecutivo.

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