Ibovespa avança quase 1% com China e melhora no exterior; Oi recupera 8%

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Num dia de recuperação no mercado acionário brasileiro, às 11h45, o Índice Bovespa tinha avanços de 0,77%, para 42.211 pontos, acompanhando a melhora nos mercados internacionais e a subida das commodities após o Banco do Povo da China anunciar novos estímulos para a economia. Ativos que amargaram perdas significativas ontem, como as ações ordinárias (ON, coom voto) e preferenciais da série A (PNA, sem voto) da Vale, ganhavam 4,08% e 2,21%, respectivamente. Com o petróleo valorizado no exterior, Petrobras ON também subia 4,44%, como seus papéis PN, 3,48%.

Entre os bancos, com importante peso no Ibovespa, Itaú Unibanco PN avançava 1,74%, com Bradesco PN, 2,09%, Banco do Brasil ON, 1,98%, e as units (recibos de ações) do Santander, 1,05%. Da agenda de indicadores, os investidores locais repercutem hoje o aumento de 1,29% em fevereiro do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), um avanço de 0,15% sobre janeiro. Além disso, o setor público consolidado brasileiro, que reúne todas as esferas de governo mais Banco Central (BC), Previdência e estatais, registrou superávit primário de R$ 27,9 bilhões em janeiro, comparativamente a R$ 21,1 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Apenas três quedas no Ibovespa; Oi recupera 8%

As maiores altas do índice, sem contar Petrobras, estavam com Oi ON, 8,59%, Rumo Logística ON, 6,28%, Estácio ON, 4,35%, e Gerdau Metalúrgica PN, 4,35%. A Oi sobe após perder 14% ontem com a notícia de que o fundo russo LetterOne desistiu do aporte de US$ 4 bilhões na operadora de telefonia com o objetivo de financiar a aquisição da TIM no Brasil. Na ponta negativa, apenas três companhias registravam perdas: BR Foods ON, 5,98%, Embraer ON, 2,98%, e JBS ON, 1,81%.

EUA e Europa sobem; petróleo ganha 3%

Após as sinalizações do Banco do Povo da China de que o governo poderá conceder novos estímulos à economia do país, o movimento de aversão ao risco perdeu força. Nos Estados Unidos, o mercado futuro mostrava o Dow Jones subindo 0,55%, acompanhado pelo S&P 500, 0,46%, e pelo índice da Nasdaq, 0,59%.

Os europeus, por sua vez, viram seu indicador de confiança na economia recuar de 105,1 pontos para 103,8 pontos em fevereiro, resultado inferior ao esperado pelos analistas. Na França, a prévia do PIB local do quarto trimestre de 2015 indicou aumento de 1,4%, na base anual. Na região, o Stoxx 50, que reúne as 50 ações mais líquidas do bloco, tinha avanços de 2,09%, seguido pelo britânico Financial Times, 1,44%, pelo alemão DAX, 2,03%, e pelo francês CAC, 1,98%.

Em meio ao fim do encontro do G20 hoje em Xangai, na China, que teve como foco as discussões sobre a necessidade de reformas na economia mundial, o indicador chinês CSI 300 subiu 1%. O Índice da Bolsa de Xangai alcançou os 2,52%, depois de perder 6,41% ontem. Entre as commodities, o petróleo WTI, negociado em Nova York, recuperava 2,60%, para US$ 33,93, assim como o barril do tipo Brent, de Londres, que ganhava 2,98%, para US$ 36,34.

Dólar e juros recuam

Por aqui, o dólar comercial caía 0,20%, para R$ 3,94, enquanto o dólar turismo permanecia estável em R$ 4,10, acompanhando a menor aversão a risco mundial. No mercado futuro de juros da BM&FBovespa, os contratos com vencimento em janeiro de 2017 projetavam juros de 14,22%, abaixo dos 14,225% de ontem. Para janeiro de 2018, a projeção era de 14,68%, estável em relação a ontem. Para 2019, a estimativa estava em 15,28%, ante 15,30% ontem. E, para 2021, a projeção caiu para 15,67%, ante 15,72% ontem.

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