Itaú vê PIB caindo 4% em 2016, mais que em 2015, e juro recuando para 12,75%

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A projeção de recuo da economia brasileira este ano aumentou de 2,8% para 4% nas expectativas do Itaú Unibanco, uma queda maior que a de 2015, estimada pelo banco em 3,9%. Em relatório, o banco diz que a economia recuou acentuadamente no fim do ano passado e os indicadores deste início de ano sugerem a continuidade da retração do Produto Interno Bruto (PIB). Só com o efeito da recessão do ano passado, o PIB deste ano teria uma queda de 2,6%. Com uma provável queda de 1% no primeiro trimestre, a queda no ano já chegaria a 3,6%.

Mas o banco espera melhora no ritmo econômico brasileiro apenas no segundo semestre deste ano. Por isso, a queda no PIB deve atingir os 4%.

Para 2017, o banco afirma que existe “alguma luz no fim do túnel” e melhorou sua expectativa para crescimento de 0,3%, contra 0% anteriormente. Entretanto, o o desempenho dependerá da reação da política econômica e dos “choques internacionais”.

Inflação de 7% este ano, acima da meta

No campo da inflação, depois de encerrar 2015 na casa dos dígitos, o Itaú espera que ela fique na casa dos 7% este ano e em 5% em 2017. Portanto, o IPCA deverá superar o teto da meta de 6,5% novamente em 2016.

Juros em baixa, para 12,75%

Com o progressivo recuo da inflação, o banco aposta que o Banco Central irá reduzir a taxa básica de juros, Selic, dos atuais 14,25% para 12,75% ao ano até o final de 2016, em três cortes de 0,50 ponto percentual a partir de agosto. Para o final de 2017, a expectativa é que a taxa se encerre em 10,50% ao ano.

Déficit primário de 1,5% do PIB

Para o Itaú Unibanco, o principal entrave para o fim da crise no país são as contas públicas. A projeção do déficit primário para 2016 passou de 1,4% para 1,5%. Para 2017, o resultado primário foi mantido em recuo de 2%.

Dólar a R$ 4,50 no fim do ano

A projeção para o câmbio ficou em R$ 4,50 no fim deste ano e R$4,75 no fim de 2017.

Contas externas

Apesar disso, a desvalorização do real tem ajudado o país a equalizar suas contas externas, que ficou em déficit de 3,3% em 2015, contra 4,3% em 2014. “O déficit em conta corrente deve seguir tendência de melhora e encerrar 2017 perto de zero”, aponta o Itaú.

Mercado de trabalho

Na visão do Itaú, o mercado de trabalho tem apresentado surpresas positivas, mas ainda indica forte tendência de queda. Apesar da desaceleração no número de vagas encerradas, em dezembro foram fechados 596 mil empregos formais. A projeção do banco é de que o aumento continuará crescendo nos próximos meses e chegará a 13% até o final do ano. Em 2017, a projeção é de desemprego de 13,4%.

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