Pressão macro afetará lucro dos bancos brasileiros até 2017, segundo Credit Suisse

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Apesar de possuírem históricos robustos e estarem entre os bancos mais bem administrados do mundo, nomes como Itaú Unibanco(BOV:ITUB4) e Bradesco(BOV:BBDC4) serão fortemente pressionados pelo quadro macroeconômico atual, com perspectiva de queda de seu retorno sobre patrimônio  líquido (ROE na sigla em inglês) para um nível entre 15% a 16% nos próximos dois anos, de acordo com avaliação do Credit Suisse. Esse retorno estava acima de 20% nos anos anteriores.

Em relatório enviado ao seus clientes, os analistas suíços revisaram para baixo o preço-alvo dos papéis de ambos os bancos, Itaú caiu 16,7%, para R$ 25, e Bradesco recuou 15,4%, para R$ 22, preços sugeridos para os próximos 12 meses.

Para eles, o custo de risco de perdas com crédito e para captação deverá aumentar, ao passo que as margens financeiras ficarão cada vez menores. Ambos os bancos tiveram a indicação de venda mantida pelo CS, com recomendação ”abaixo da média do mercado”, com ligeira preferência pelo Bradesco.

Para o CS, o setor só deverá apresentar perspectivas melhores caso três condições sejam atendidas: que as expectativas do setor se tornem mais realistas, uma correção maior de seus preços de ações e uma queda no custo de capital das instituições derivada de uma melhora do ambiente político, o que levaria a maior responsabilidade fiscal e estabilização dá dívida pública em relação ao PIB.

A casa espera um recuo do lucro das instituições de 27% no caso do Itaú e 14% do Bradesco este ano e acredita ainda que o mercado está exagerando nas estimativas dos ganhos das instituições para 2017, “por subestimar o impacto dos volumes mais fracos que devem ser vistos no período”, diz trecho do texto.

Nessa avaliação, o CS considera que a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no setor volte aos 15% em 2019, contra atuais 20%, ainda dependente da situação fiscal do país, além do risco de remoção de juros sobre capital próprio (JCP) como uma ameaça real para o segmento, com potencial de impacto negativo de 15% sobre os lucros das instituições.

Por voltas das 12h50, as ações preferenciais (PN, sem voto) do Itaú caíam 0,68%, como Bradesco PN, 1,06%, enquanto o Índice Bovespa perdia 0,51%, aos 41.267 pontos.

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