BM&FBovespa inicia 3ª revisão das regras do Novo Mercado

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A BM&FBovespa deu início hoje aos trabalhos da terceira revisão das regras do chamado Novo Mercado, segmento que compreende as companhias com maior nível de governança corporativa da bolsa. Na primeira etapa do projeto, a bolsa enviará às companhias um questionário com 38 questões sobre possíveis melhorias e sugestões ao atual modelo, que deverá ser respondido até 16 de maio. Os resultados dessa primeira consulta serão divulgados em 1º de junho e a participação das empresas é voluntária.

Criado nos anos 2000, trata-se da terceira fase de ajustes do Novo Mercado, numa fase em que a bolsa amarga apenas pedidos de saída por parte das empresas. Atualmente, 130 companhias fazem parte do segmento, outras 29 estão no Nível 1, seguidas por 21 no Nível 2.

As sugestões de mudanças colhidas nesse trabalho só serão implementadas com o apoio de pelo menos dois terços dos participantes do segmento na audiência restrita, de acordo com o regulamento da própria bolsa. Para a diretora de regulação de emissores da Bovespa, Flavia Mouta, a limitação desses dois terços não deve atrapalhar o desenvolvimento da evolução do segmento, uma vez que as demandas virão do próprio mercado.

Ela ainda fala sobre a realização dessa revisão diante do atual momento fraco do mercado: “quando temos 60 ou 70 IPOs (oferta pública inicial, na sigla em inglês) por ano não é possível realizar esse trabalho, esse momento é de reflexão e as companhias que forem ficar já devem pensar quais os segmentos elas pretendem construir a partir do ano que vem”, afirma. Segundo ela, a bolsa não preparou nenhum “protótipo” das mudanças necessárias para o segmento, já que a bolsa quer dar prioridade aos pedidos do mercado.

Classificado pela Bovespa como “processo de evolução dos segmentos especiais”, o cronograma de trabalho dessa atualização do Novo Mercado prevê o mapeamento de ações de governança em outras bolsas, consultas públicas, workshops e audiências públicas, para discutir temas como controles internos, transparência, simplificação, deslistagem, arbitragem e free float, ou seja, as ações em livre circulação no mercado.

A fase final de toda revisão está prevista para 6 de fevereiro de 2017.

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