IPP de Janeiro de 2016, divulgado hoje pelo IBGE, registra variação de 9,86% nos últimos 12 meses

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Em janeiro de 2016, os preços coletados nas indústrias de transformação brasileiras variaram, em média, 9,86% quando comparados a janeiro de 2015. No mês anterior, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) apontava para uma variação anual de 8,81% (reajuste de 0,03 ponto porcentual contra o relatório do fechamento de 2015).

As quatro maiores variações de preços ocorreram na fabricação de: outros equipamentos de transporte (36,79%), fumo (34,85%), papel e celulose (22,75%) e alimentos (16,47%). As principais influências para o indicador mês contra mês do ano anterior de janeiro de 2016 vieram de: alimentos (3,14 ponto porcentual), outros produtos químicos (1,38  ponto porcentual), outros equipamentos de transporte (0,79 ponto porcentual) e veículos automotores (0,78 ponto porcentual).

A seguir, confira o detalhadamente desses quatro setores que, no mês de janeiro de 2016, encontravam-se entre os principais impactos do Índice de Preços ao Produtor, de acordo com o indicador anual:

 

Alimentos

Em janeiro de 2016, a variação média de preços do setor, na comparação com dezembro de 2015, foi de 1,63%, resultado maior do que os observados em novembro e dezembro(que foram menores que 1%), porém menor do que os observados de agosto (1,94%) a setembro (5,47%). Com esse resultado, a variação observada entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016 foi de 16,46%, maior resultado desde agosto de 2012 (17,85%).

“Açúcar cristal”, os óleos derivados da soja e “suco concentrado de laranja” são os produtos mais influentes do setor para a variação de 9,86% nas fábricas.

 

Outros produtos químicos

A indústria química registrou no mês de janeiro uma variação negativa de 0,51% (terceira variação negativa seguida) e uma variação nos últimos 12 meses de 13,42%.
O cenário da indústria química dos produtos petroquímicos básicos e intermediários para plastificantes, resinas e fibras é muito ligado aos valores internacionais, aos custos associados à energia elétrica, à compra de matérias-primas importadas, à cotação do dólar (depreciação do real frente à moeda americana da ordem de 54% em 12 meses) e aos preços da “nafta”, produto com queda de preços entre outubro de 2015 e janeiro de 2016; o que também explica em parte a redução dos preços no último mês, mas que ao longo de 12 meses auxiliou a atividade a ter a segunda maior influência nos preços da indústria nestes dois indicadores.

 

Veículos automotores

Ao analisar o panorama do setor não se pode perder de vista que o peso de “automóveis para passageiros, a gasolina, álcool ou bicombustível, de qualquer potência” é bem maior que os demais (quase 50%), logo, um aumento de menor intensidade neste produto tem uma influência grande, o que aconteceu em janeiro. Por outro lado, vale dizer que produtos como “caminhão-trator para reboques e semireboques” têm espaço no mercado internacional, o que faz com que a depreciação cambial aumente seus preços em real.

 

Entenda o Índice de Preços ao Produtor (IPP)

Produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Produtor (IPP) tem como principal objetivo medir a variação média dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos de bens e serviços, sinalizando as tendências inflacionárias de curto prazo no Brasil.

O IPP mensura a evolução dos preços de produtos de vinte e três setores da indústria de transformação. Cerca de mil e quatrocentas empresas são visitadas pelo IBGE para a pesquisa.

Os preços coletados ainda não apresentam a incorporação de impostos tarifas e fretes, sendo definidos apenas pelas práticas comerciais usuais. O instituto coleta, aproximadamente, cinco mil preços por mês.

Clique aqui e saiba mais sobre a inflação aferida na porta das fábricas brasileiras

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