Minério dispara, Vale sobe 11% e segura Ibovespa; bancos caem, juros sobem e dólar avança para R$ 3,77

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Em meio aos ganhos de até 11% das ações da Vale pela disparada dos preços do minério de ferro, às 11h45, o Índice Bovespa marcava alta de 0,40%, aos 49.266 pontos. Na ponta negativa, papéis com importante peso no indicador, como as ações preferenciais (PN, sem voto) do Itaú Unibanco caíam 2,74%, com Bradesco PN, 3,68%, e os papéis ordinários (ON, com voto) do Banco do Brasil, 2,41%. Já as units (recibos de ações) do Santander tinham avanços de 1,71%. Fontes do mercado creditam esse recuo das instituições financeiras à realização de lucro entre companhias do setor depois das fortes altas da semana passada.

Com o salto de 19,5% do minério de ferro no mercado chinês, para US$ 62,60 a tonelada, Vale ON e PNA tinham alta de 11,54% e 10,15%, respectivamente. É a maior alta diária do minério de 2009 e o maior preço desde junho, segundo a Bloomberg. Houve também uma correção das apostas especulativas de queda no minério, diante das expectativas de novas medidas do governo chinês para incentivar a economia. A alta começou nos mercados futuros de Cingapura e atingiu outros países, o que pode significar um movimento de mercado de curta duração, afirmam analistas.

Enquanto isso, Petrobras ON recuava 0,40% e suas ações PN permaneciam estáveis. A estatal petroleira informou que divulgará o resultado anual de 2015 no dia 21 de março de 2016, após o fechamento do mercado. Até a data da divulgação, a empresa estará impossibilitada de comentar ou prestar esclarecimentos relacionados aos seus resultados financeiros e perspectivas.

Depois de uma semana complicada com o depoimento forçado do ex-presidente Lula para depoimento na Operação Lava Jato, que sacudiu o noticiário e o cenário político, o mercado local reflete hoje as novas previsões do Boletim Focus para a economia. A perspectiva agora é de uma inflação de 7,59% em 2016, um pouco maior que os 7,57% previstos anteriormente. Para 2017, a estimativa segue em 6%.

CSN sobe 10% e BM&FBovespa cai 6%

Na onda das altas significativas da Vale(BOV:VALE5), os maiores avanços do Ibovespa, tirando a mineradora, eram de CSN ON(BOV:CSNA3), 10,85%, Bradespar PN(BOV:BRAP4), 9,41%, Usiminas PNA(BOV:USIM5), 5,88%, e  Embraer ON(BOV:EMBR3), 4,59%. A Bradespar se beneficiava na condição de importante acionista da Vale. Na contramão, sem contar os bancos, as piores quedas do índice ficavam com BM&FBovespa ON(BOV:BVMF3), 6,42%, BB Seguridade ON(BOV:BBSE3), 2,45%, Itaúsa PN(BOV:ITSA4), 2,09%, e Cielo ON(BOV:CIEL3), 1,80%. Na semana passada, o Conselho de Administração da Cetip rejeitou a proposta de R$ 10 bilhões da bolsa, mas autorizou seus assessores jurídicos e financeiros a iniciar discussões sobre a proposta, e a assinatura de um acordo de confidencialidade.

Europa perde, EUA recua e petróleo ganha 1%

Na zona do euro, o Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos da região, perdia 1,23%, acompanhado pelo Financial Times, de Londres, 1,10%, o DAX, de Frankfurt, 1,05%, e o CAC, de Paris, 1,03%, à espera das decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira. Na Europa, a confiança se deteriorou em março pelo terceiro mês seguido, atingindo o menor nível em mais de um ano. O indicador caiu para 5,5 pontos, ante 6 pontos em fevereiro.

No mesmo sentido, no mercado futuro americano, o Dow Jones recuava 0,32%, seguido pelo S&P 500, 0,44%, e o índice da Nasdaq, 0,47%. Por lá, os investidores ainda repercutem os dados da sexta-feira sobre a criação de vagas no país. Foram registrados 242 mil novas oportunidades, superior à estimativa de 195 mil dos analistas.

O petróleo WTI, negociado em Nova York, ganhava 1,20%, para US$ 36,35, como o barril do tipo Brent, de Londres, que tinha valorização de 1,39%, para US$ 39,26. A China informou hoje uma queda de US$ 28,57 bilhões de suas reservas internacionais em fevereiro, pelo quarto mês consecutivo.

Juros avançam; dólar tem leve alta

Pela manhã, as projeções de juros futuros subiam. Para 2017, as taxas passavam de 14,06% ao ano para 14,13%. Os negócios válidos até janeiro de 2018 tinham taxas de 14,39%, ante 14,24% na semana passada. Finalmente, 2021 projetava juros de 14,86%, contra 14,73% na última sexta-feira. O dólar comercial tinha leve alta de 0,31%, vendido a R$ 3,77, enquanto o dólar turismo ficava estável em R$ 3,87.

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