Desemprego domina motivos para inadimplência do brasileiro, diz Boa Vista SCPC

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A pesquisa nacional do Perfil do Consumidor feita pelo Boa Vista SCPC e divulgada hoje mostrou que o desemprego disparou como principal causa da inadimplência dos brasileiros. Os dados são relacionados ao 1º trimestre de 2016 e apontou que 41% dos entrevistados não conseguiram pagar as contas em dia em consequência do desemprego.

A queda na renda foi o segundo motivo causador da inadimplência, com 18% de menções, um crescimento de 7 pontos percentuais na comparação com o resultado do 1º trimestre do ano passado. A pesquisa também mostrou que o desemprego tem afetado a inadimplência principalmente para as famílias que ganham até três e entre três a dez salários mínimos, com 49% e 34% das menções. No ano passado, esses percentuais eram de 41% e 30%, respectivamente.

Já o descontrole financeiro como causa do não pagamento da dívida, diminuiu nas três faixas de renda observadas: até três salários mínimos (de 25% para 13%), entre três a dez salários mínimos (de 31% para 19%) e acima de dez salários mínimos (de 27% para 16%). Para aqueles com renda familiar acima de dez salários mínimos, aumentam os casos de “esqueceram de pagar” com 24%, contra 19% do mesmo período do ano anterior.

O percentual de consumidores que declararam possuir apenas uma conta que causou a restrição passou de 40% para 49%, se comparado ao primeiro trimestre de 2015. A pesquisa da Boa Vista SCPC mostrou também que 17% possuem quatro contas ou mais em atraso, contra 23% registrados no mesmo trimestre do ano anterior. Uma fatia de 29% dos consumidores declarou que o valor devido nas contas em atraso não ultrapassa R$ 500. E ao aumentar o valor para até R$ 1 mil o percentual passa para 50% das menções. Para 16% as contas vencidas ultrapassam o valor de R$ 5 mil.

Meios de pagamento

Entre as famílias com renda de até três e entre três a dez salários mínimos, houve aumento da inadimplência em função do não pagamento de empréstimo pessoal – o salto foi de 6% para 10% em ambos os perfis.

Mais de 80% dos consumidores entrevistados no primeiro trimestre de 2016 registraram intenção de quitar o valor total das dívidas que causaram a restrição, com maior incidência entre aqueles com renda entre três a dez salários mínimos, passando de 75% para 88%. Os consumidores com renda familiar acima de dez salários mínimos passam a negociar mais o valor da dívida, antes de efetuarem o pagamento, com 18% das menções, contra 12% entre os que ganham entre três a dez salários e 15% entre aqueles com até três salários mínimos.

A percepção do consumidor quanto a estar mais endividado, ou seja, com mais contas para pagar, mas não necessariamente vencidas, aumentou quatro pontos percentuais no primeiro trimestre de 2016, comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, passando de 26% para 30%. Outros 70% dos consumidores se dividem em mais ou menos e pouco endividados. Também nos três primeiros meses de 2016, 39% dos consumidores estão com até 25% da renda familiar comprometida com o pagamento de dívidas (era 32% no 1º trimestre de 2015). Outros 61% estão com mais de 25% da renda comprometida com o pagamento de dívidas, vencidas ou não, contra 68% registrados no primeiro trimestre do ano anterior.

Situação Financeira Atual e “Sonhos de Consumo”

A pesquisa da Boa Vista SCPC mostra também que a percepção de que é igual a relação “recebimentos versus gastos” caiu 11 pontos percentuais no primeiro trimestre de 2016, de 44% para 33% das menções, enquanto aumentou a fatia dos que consideram que a relação entre recebimentos e gastos piorou, passando de 26% para 38%.

O otimismo dos consumidores apresentou queda de 4 pontos percentuais em comparação ao mesmo trimestre de 2015, passando de 80% para 76% das menções de que a relação recebimentos e gastos para os próximos meses estaria melhor. Para 24% deles, no próximo ano de 2017, esta relação estará igual ou pior à atual.

Ainda de acordo com o levantamento, a situação econômica está deixando o consumidor retraído: 74% dos entrevistados não pretendem fazer novas compras nos próximos meses, tão logo consigam quitar as dívidas que causaram a restrição. Entre os que pretendem voltar às compras depois de saldados seus compromissos, a compra de um carro zero km continua a ser o “sonho de consumo”, com 43% dos respondentes, três pontos percentuais acima em relação ao ano anterior. A compra de imóveis surge em segundo lugar, mesmo diminuindo a intenção de 23% para 18% das menções.

Dicas de economia

Pensando nas dificuldades de orçamento de quem perdeu o emprego, o site GuiaBolso elencou alguns conselhos valiosos que podem ajudar na hora de alinhar as contas. Segundo o site, para quem está desempregado o importante é não se desesperar. Se a pessoa perdeu o emprego, mas recebeu uma grande quantia na rescisão, ela deve ser prudente com os gastos. Veja algumas dicas do site:

1) Descubra onde você está perdendo o controle dos gastos

Para saber qual o grande vilão do seu planejamento, o primeiro passo é organizar suas finanças. Você pode contar com a ajuda das diversas planilhas de gastos e ferramentas de controle financeiro disponíveis no mercado, como apps de controle automático como o GuiaBolso.

2) Organize suas receitas

Quanto de dinheiro você recebeu no mês, seja na sua rescisão contratual, rendimentos, trabalhos extras, entre outros. Liste cada uma de suas receitas com o valor e origem daquele dinheiro. Uma dica é colocá-las na sua planilha de controle de gastos somente depois de recebido o dinheiro para você não correr o risco de contar com o incerto e colocar em risco todo o planejamento do mês.

3) Organize suas despesas

Depois de organizadas as receitas é hora de ver para onde está indo seu dinheiro e encontrar os “vilões” do seu orçamento. Uma dica é separá-las por categorias. Por exemplo:

– Despesas fixas: são aquelas despesas que você tem todo mês, como taxa de água, taxa de energia elétrica, conta de telefone e de internet, condomínio, aluguel, IPTU e etc.
– Financiamentos e crediários: se você estiver em suas despesas algum financiamento ou compra feita no crediário, vale a pena separar das despesas fixas, pois essas são despesas que em determinado mês irão acabar. Nessa categoria pode entrar, por exemplo, o financiamento do carro ou do apartamento, a compra parcelada de algum móvel ou eletro para a casa.
– Cartão de crédito: é importantíssimo colocar na planilha cada gasto que você tem com o cartão de crédito, pois ele é famoso por dar sustos no final do mês em muita gente.
– Despesas com estilo de vida: entram aqui aquelas compras que você fez, os gastos com restaurantes e bares, viagens e outras despesas com lazer, por exemplo.
Esses são apenas alguns exemplos de categorias em que você pode dividir seus gastos. Essa é uma maneira eficiente para saber aonde está indo seu dinheiro!

4) Estipule metas para cada tipo de gasto

Estipule metas para cada tipo de gasto. Para parar de ter surpresas negativas no final do mês, o ideal é planejar o quanto você pretende gastar em cada tipo de despesa.

5) Cumpra as metas e não compre mais por impulso

É importante estipular metas reais. Seja realista e, uma vez definidos os objetivos, esforce-se ao máximo para cumpri-los e pense duas vezes antes de voltar a comprar por impulso.

6) Acompanhe seus gastos
Quando vemos onde estamos deslizando, fica mais fácil tomar atitudes e conseguir cortar gastos excessivos. Dados do GuiaBolso mostram que quem controla seus gastos melhora em 14%, em média, sua Saúde Financeira no primeiro mês.

7) Economize energia

A conta de energia é apontada com umas das grandes vilãs do orçamento doméstico. Sempre que possível, tire os aparelhos eletrônicos da tomada, desligue a luz ao sair de um cômodo e não abuse do ar-condicionado.

8) Reveja pacotes de TV a cabo e celular

Economize no dia a dia trocando seus planos atuais por opções mais baratas, como serviço de TV por streaming, por exemplo.

9) Considere aposentar o cartão de crédito

Se controle financeiro não for o seu forte, considere deixar o cartão em casa e fazer todas as suas compras em dinheiro vivo.

10) Busque opções gratuitas de diversão

Troque as idas ao cinema e o barzinho com os amigos por opções de diversão gratuitas, como praia, parques e exposições. Ao economizar dinheiro nestas despesas, você conseguirá uma sobra no final do mês. É tudo o que você precisa para começar a investir e alcançar a tão sonhada segurança financeira.

Com informações do site GuiaBolso e Boa Vista SCPC.

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