Ibovespa abre instável; Vale perde 6% com minério de ferro, Oi avança 13% e dólar cai para R$ 3,55 sem BC

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Em meio ao avanço do impeachment no Senado, o Índice Bovespa marcava perdas de 1,60%, para 52.059 pontos às 11h45, depois de registrar alguma alta mais cedo. As ações ordinárias (ON, com voto) (BOV:VALE3)e preferenciais da série A (PNA, sem voto) (BOV:VALE5) da Vale puxavam o indicador brasileiro para baixo, com quedas 5,69% e 6,34%, respectivamente, refletindo a desvalorização de 0,8% do minério de ferro no exterior. O minério se recuperou nas últimas semanas, mas ainda perde 53% neste ano.

No mesmo sentido, com o petróleo fraco lá fora, Petrobras ON  (BOV:PETR3) tinha baixa de 3,72%, como Petrobras PN (BOV:PETR4), 2,86%. Entre as instituições financeiras, Itaú Unibanco PN (BOV:ITUB4) , com forte peso no índice, recuava 0,92%, seguido por Bradesco PN (BOV:BBDC4), 2,31%, Banco do Brasil ON (BOV:BBAS3), 2,35%, e as units (recibos de ações) do Santander (BOV:SANB11), 1,50%.

No quadro político, o Plenário do Senado elege hoje os 21 titulares e 21 suplentes da comissão especial que vai examinar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A instalação oficial do colegiado, com a eleição do presidente, do vice e do relator, está prevista para amanhã.

Os investidores brasileiros repercutem ainda os boatos sobre a formação de um governo Michel Temer, o ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles já negou que tenha recebido convite para assumir o Ministério da Fazenda, caso o impeachment se concretize.

Usiminas recua 8% com balanço e Oi avança 13%

As piores quedas do Ibovespa eram puxadas por Usiminas PNA (BOV:USIM5), 8,85%, CSN ON (BOV:CSNA3), 6,72%, Gerdau PN (BOV:GOAU4), 6,31%, e Bradespar PN (BOV:BRAP4), 5,90%. A siderúrgica Usiminas era afetada pela notícia de que a presidência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) acolheu parecer jurídico permitindo que a CSN indique dois membros titulares e um suplente para o Conselho de Administração da companhia durante assembleia de acionistas marcada para 28 de abril. Além disso, a Usiminas anunciou hoje prejuízo líquido de R$ 151 milhões de no primeiro trimestre, ante prejuízo de R$ 235 milhões nos mesmos meses de 2015. Bradespar perdia na condição de importante acionista da Vale, que marcava forte baixa.

Na contramão, as maiores altas do índice ficavam com Oi ON (BOV:OIBR3), 13,41%, JBS ON (BOV:JBSS3), 2,35%, Energias BR ON (BOV:ENBR3), 1,83%, e Klabin unit (BOV:KLBN11), 1,11%. A operadora Oi ganhava com o acordo de confidencialidade com a Moelis & Company, que representa alguns detentores de bônus emitidos pela empresa, para tentar uma reestruturação de sua dívida. Os papéis da Oi entraram em leilão depois que o avanço bateu os 10%.

EUA e Europa perdem; petróleo segue praticamente estável

À espera das decisões de política monetária do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) previstas para essa semana, assim como os dados do Produto Interno Bruto (PIB) americano no primeiro trimestre, o Dow Jones perdia 0,48%, acompanhado pelo S&P 500, 0,28%, e o índice da Nasdaq, 0,27%.

Na zona do euro, pressionada pelos recuos de quase 1% dos indicadores asiáticos, o Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos do bloco, caía 0,84%, como o britânico Financial Times, 0,73%, o francês CAC, 0,57%, e o alemão DAX, 0,90%. No horário, o petróleo WTI, negociado em Nova York, permanecia estável a US$ 43,73, enquanto o Brent, de Londres, subia 0,44%, para US$ 45,31.

Juros longos recuam e dólar cai para R$ 3,55

Os juros futuros para 2017 permaneciam estáveis pela manhã em 13,41% ao ano. Para 2018, as taxas passavam de 12,78% para 12,72%, seguidas pelas projeções para 2021, que caíam de 12,89% para 12,74%. Os investidores refletem hoje as expectativas das instituições financeiras de que a taxa básica de juros (Selic) seja mantida em 14,25%, de acordo com o Boletim Focus. Já as estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passaram de 7,08% para 6,98%, no sétimo ajuste seguido.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), por sua vez, teve alta de 0,38% na terceira quadrissemana de abril, depois de subir 0,45% na segunda quadrissemana do mês.

Sem leilões de swap cambial reverso por parte do Banco Central (BC), o dólar comercial tinha recuo de 0,58%, para R$ 3,55 na venda, como o dólar turismo, que tinha perdas de 1,07%, sendo vendido a R$ 3,68.

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