Ibovespa sobe com Meirelles em dia de Copom, Fomc e BoJ; dólar ensaia alta e petróleo ganha mais 2%

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O Índice Bovespa segue em alta hoje, acompanhando importantes eventos no Brasil e no exterior. Hoje, o Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, banco central americano) deve anunciar a manutenção de sua taxa de juros em 0,5% ao ano, mas mais importante que isso, pode indicar que as taxas não deve subir tão cedo. Hoje também o Banco do Japão (BoJ) define à noite se vai continuar com o caminhão de estímulos para a economia local e que acaba transbordando para o resto do mundo, incluindo os emergentes, como o Brasil, que  por sua vez também vai saber como ficam seus juros no curto prazo.

Copom e dívida dos Estados

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter também os juros, só que em 14,25% ao ano, mas pode indicar que a taxa deve cair nos próximos meses, como esperam vários analistas. Um sinal seria o fim da discordância de dois diretores do BC, que defenderam o aumento da taxa nas duas reuniões anteriores. Pode ser o primeiro indicador que os juros tendem a cair em breve, diante da queda do dólar e da inflação e da forte retração da atividade. Outro evento importante no Brasil é a votação das liminares que mudaram o cálculo dos juros das dívidas dos Estados de compostos para simples, que podem trazer um prejuízo de R$ 400 bilhões para o governo federal.

Meirelles anima o Ibovespa

Mas o mercado se anima mesmo hoje com as indicações de que o ex-presidente do BC no governo Lula, Henrique Meirelles, tem grandes chances de assumir o comando da economia em um governo provisório do vice Michel Temer, caso se confirme o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Lá fora, em meio a tantas incertezas, os resultados da Apple abaixo do esperado no primeiro trimestre divulgados ontem após o fechamento preocupam investidores americanos.

Às 11h50, o Índice Bovespa subia 1,20%, para 53.714 pontos, depois de ter atingido 54.018 pontos na máxima do dia. A alta era puxada pelos bancos, que concentram o maior peso no índice. Itaú Unibanco PN (papel preferencial, sem voto) subia 2,9%, Bradesco PN, 3,13%, Banco do Brasil ON (papel ordinário, com voto), 2,8% e o recibo de ações (unit) do Santander, que divulgou hoje seu balanço do primeiro trimestre, subia 2,9%. Já Petrobras ON subia 1,5% e o papel PN, 1,7%, acompanhando o cenário político e os preços do petróleo. Vale ON subia 0,70% enquanto o papel PNA recuava 0,5%.

Maiores altas e baixas do Índice

As maiores altas do dia eram de Usiminas PNA, com 4,17%, Lojas Renner ON, 4%, Metalúrgica Gerdau PN, 3,96%, Bradesco PN e WEG ON, com 2,89%. Já as maiores quedas eram de Fibria ON, 4%, Estácio Participações ON, 3,5%, BB Seguridade ON, 3,4%, JBS ON, 2,13% e RUmo Logística ON, 1,64%. Oi ON recuava 1,16%. A operadora de telefonia teve seu rating rebaixado pela Standard & Poor’s ontem, após anunciar um início de renegociação de seus débitos, que chegam a R$ 55 bilhões.

EUA têm leve queda, Europa ganha e petróleo sobe mais 2%

Nos Estados Unidos, o mercado aguarda as decisões do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) sobre os juros locais, que deve manter a taxa básica entre 0,25% e 0,50%. Além disso, os pedidos de hipotecas caíram 4,1% na semana até 22 de abril, depois de uma alta de 1,3% na semana anterior. O Dow Jones perdia 0,23%, como o S&P 500, 0,20%, e o índice da Nasdaq, 1,04%.

Os investidores europeus repercutiam hoje a primeira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) britânico no primeiro trimestre deste ano, que apontou alta de 2,1%, na comparação com o mesmo período em 2015. Por lá, o Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos do bloco, subia 0,28%, com o britânico Financial Times, 0,38%, o alemão DAX, 0,53%, e o francês CAC, 0,59%.

O petróleo WTI, negociado em Nova York, manteve sua valorização com ganhos de 2,04%, para US$ 44,94, seguido pelo barril do tipo Brent, de Londres, que ganhava 2,06%, para US$ 46,68. Na China, os lucros industriais no país melhoraram 11,1% em março, ante o mesmo mês do ano passado.

Juros longos caem; dólar ensaia alta a R$ 3,52

As taxas de juros futuros para 2017 permanecia estável em 13,44% ao ano. Para 2018, as projeções caíam de 12,81% para 12,79%, como os juros dos contratos válidos até 2021, que passavam de 12,78% para 12,66%. Assim como no início da semana, o Banco Central (BC) não anunciou hoje nenhuma intervenção no mercado. O dólar comercial ensaiava valorização com alta de 0,05%, para R$ 3,52 na venda.

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