Puxado pelos bancos, Ibovespa começa abril em baixa; petróleo recua 4% e dólar ensaia avanço para R$ 3,61

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Por volta das 11h30, o Índice Bovespa dava início ao mês de abril com recuo de 0,30%, aos 49.907, depois de bater queda de 1% mais cedo. Com importante peso no indicador, as ações preferenciais (PN, sem voto) do Itaú Unibanco perdiam 0,43%, seguidas por Bradesco PN, 0,41%, e pelos papéis ordinários (ON, com voto) do Banco do Brasil, 0,66%. Já as units (recibos de ações) do Santander ganhavam 0,69%. Sob pressão da desvalorização das commodities no exterior, Petrobras PN e ON caíam 4,11% e 3,01%, respectivamente. No horário, Vale ON subia 1,65%, como suas ações PNA, 1,67%, com dados positivos da China.

Por aqui, o mercado repercutia a nova fase da Operação Lava Jato, em que os alvos de investigação são o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-secretário-executivo do partido Silvio Pereira, o Silvinho, ambos condenados no escândalo do Mensalão. Delúbio está sendo conduzido para prestar depoimento e Silvinho foi preso temporariamente.

Da agenda doméstica de indicadores econômicos, a produção industrial caiu 2,5% em fevereiro. Além disso, 51,6% das famílias paulistanas tinham alguma dívida no mês passado, sendo que, em fevereiro, a proporção era de 51,1%, segundo dados da Fecomércio.

Petrobras perde 4% e Fibria avança 4%

Com o petróleo em queda lá fora, as piores baixas do Ibovespa eram puxadas por Petrobras PN (BOV:PETR4), Petrobras ON (BOV:PETR3), BB Seguridade ON (BOV:BBSE3), 2,63%, e Cemig PN (BOV:CMIG4), 2,60%. Já os maiores ganhos do índice ficavam com Fibria ON (BOV:FIBR3), 4,05%, Natura ON (BOV:NATU3), 3,43%, Suzano Papel PNA (BOV:SUZB5), 2,76%, e Braskem PNA (BOV:BRKM5), 2,52%. As exportadoras Fibria e Suzano se beneficiavam com o avanço do dólar.

Europa tem forte baixa, EUA recuam e petróleo cai 4%

Mesmo com o aumento do Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro em março, de 51,2 para 51,6 pontos, melhor do que o indicado pelos dados preliminares de 51,4 pontos, as principais bolsas da região tinham forte recuo. O Stoxx, dos 50 papéis mais líquidos do bloco, perdia 2,59%, acompanhado pelo britânico Financial Times, 1,01%, pelo francês CAC, 2,49%, e pelo alemão DAX, 2,45%.

Os investidores americanos, por sua vez, seguiam pressionados pelos mercados europeus, mas tinham quedas menores com as notícias de que o mercado de trabalho do país teve um crescimento sólido em março, com uma recuperação também significativa dos salários. O resultado reforça as expectativas sobre um aumento gradativo dos juros por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O Dow Jones e o índice da Nasdaq ficavam praticamente estáveis, enquanto o S&P 500 recuava 0,59%.

Com a mesma tendência de baixa, apesar da alta do PMI da manufatura chinês, de 49 para 50,2 pontos em março, o petróleo tinha significativas perdas no exterior. Hoje, o vice-príncipe herdeiro da Arábia Saudita declarou que o país “só irá congelar sua produção se o Irã e outros países também o fizerem”, destacou o Banco Fator em relatório. O barril do WTI, negociado em Nova York, caía 3,91%, para US$ 36,84, e o Brent, de Londres, tinha perdas de 4,09%, para US$ 38,68.

Juros avançam e dólar tem leve alta para R$ 3,61

Pela manhã, as taxas de juros futuro para 2017 subiam de 13,96% ao ano para 13,89%. Para 2018, as projeções passavam de 13,71% para 13,73%, seguido pelos contratos válidos até 2021, em que os juros avançavam de 13,88% para 14,01%. No mercado de câmbio, após fechar março com sua pior perda mensal desde 2003, o dólar comercial ensaiava alta com avanço de 0,41%, para R$ 3,61. O Banco Central (BC) prepara para hoje a rolagem de 5,5 mil contratos de swap cambial com vencimento em maio.

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