Ibovespa aprofunda perdas com Yellen e recua quase 1%; dólar sobe e juro volta para 13%

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O Índice Bovespa fechou hoje com queda de 0,87%, aos 49.051 pontos, com suas perdas aprofundadas pela possibilidade de os EUA elevarem seus juros em junho. O volume financeiro do pregão totalizou R$ 4,3 bilhões, muito menos do que a média anual de R$ 7,2 bilhões, refletindo a ausência de muitos investidores que emendaram o feriado de Corpus Christi. Na semana, o índice cai 1,35%. No mês, o Ibovespa perde 9,01%, mas ainda ganha 13,2% no ano. A queda nos volumes da bolsa e do Ibovespa acompanham a saída dos estrangeiros, que até dia 25 retiraram R$ 1,7 bilhão no mês do mercado, reduzindo o saldo no ano para R$ 11,584 bilhões. O juro também reagiu e a projeção para janeiro de 2018 voltou para 13% ao ano.

Os papéis preferenciais (PN, sem voto) do Itaú Unibanco caíram 0,87%, acompanhados por Bradesco PN (BOV:BBDC4), 1,76%, as ações ordinárias (ON, com voto) do Banco do Brasil, 2,07%, e as units (recibos de ações) do Santander, 0,45%. No mesmo sentido, Petrobras ON (BOV:PETR3) e PN recuaram 5,14% e 4,73%, respectivamente, com o petróleo desvalorizado no exterior. Vale ON (BOV:VALE3) também caiu 1,92%, assim como Vale PNA (BOV:VALE5), 1,72%.

Da agenda de indicadores domésticos, a Dívida Pública Federal (DPF) apresentou redução, em termos nominas, de 3,01% em abril na comparação com março, ao passar de R$ 2,886 trilhões para R$ 2,799 trilhões.

No quadro político, a semana termina com a repercussão dos trechos de gravações com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, em que o ex-presidente da República José Sarney se queixa das decisões tomadas pelo juiz Sérgio Moro em investigações contra corrupção ? que chamou de ?ditadura da Justiça? ? e comenta sobre o afastamento de Dilma Rousseff, que, segundo Sarney, vai resistir ?até a última bala? no processo de impeachment.

Altas e baixas do Ibovespa

As piores quedas do Ibovespa foram de Qualicorp ON (BOV:QUAL3) (BOV:QUAL3), 6,56%, Petrobras ON (BOV:PETR3) (BOV:PETR3), Petrobras PN (BOV:PETR4) (BOV:PETR4), e CSN ON (BOV:CSNA3), 4,59%. Já os maiores ganhos do índice ficaram com Fibria ON (BOV:FIBR3) (BOV:FIBR3), 2,31%, Ambev ON (BOV:ABEV3), 2,11%, Rumo Logística ON (BOV:RUMO3), 2,06%, e CPFL Energia ON (BOV:CPFE3), 1,27%. A Fibria ganhou com o anúncio da Suzano de que a empresa vai reajustar os preços da celulose exportada em US$ 30,00 por tonelada a partir de junho e, na condição de exportadora, com a alta do dólar.

Exterior tem leve avanço com Yellen

Nos Estados Unidos, em meio aos comentários sobre a trajetória dos juros americanos nos próximos meses por parte da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) Janet Yellen, as bolsas mantiveram avanços tímidos. O Dow Jones subiu 0,11%, assim como o S&P 500, 0,27%, e o indicador da Nasdaq, 0,45%. Hoje, o Departamento do Comércio do país anunciou um crescimento anual de 0,80% do Produto Interno Bruto (PIB) neste primeiro trimestre de 2016, pior do que a melhora de 0,90% esperada pelos analistas. Na próxima segunda-feira, não haverá pregão no mercado americano por contra do feriado do Memorial Day, o Dia dos Mortos em Combate.

Também sob pressão das possíveis políticas monetárias dos EUA, na Europa, o Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos do bloco, ganhou 0,24%, assim como o britânico Financial Times, 0,08%, o francês CAC, 0,05%, e o alemão DAX, 0,13%, num dia de poucos indicadores.

Petróleo cai, mas volta aos US$ 49

Após abrir o dia com baixa de mais de 1%, o petróleo WTI, negociado em Nova York, diminuiu suas perdas para 0,40%, para US$ 49,28, seguido pelo barril do tipo Brent, de Londres, que perdeu 0,71%, para US$ 49,24.  O barril chegou a superar os US$ 50,00 esta semana.

Juros sobem e dólar fecha a R$ 3,61

Os juros futuros para 2017 passaram de 13,675% ao ano para 13,690%. Para 2018, as projeções avançaram de 12,89% para 13%. Finalmente, os contratos com vencimento em janeiro de 2021 projetaram taxas de 12,91%, contra 12,82% na quarta-feira. No Brasil, os juros intensificaram suas altas, já vistas mais cedo, com as falas de Yellen sobre as taxas nos EUA. No segmento comercial brasileiro, a divisa americana fechou com valorização de 0,26%, para R$ 3,61, acompanhada pelo dólar turismo, que registrou avanços de 1,07%, vendido por R$ 3,77, também beneficiados pelo cenário externo de alta dos juros nos EUA.

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