Ibovespa tem leve alta pressionado por bancos; BB perde 4% e dólar recua para R$ 3,55

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O mercado brasileiro reflete hoje o anúncio das medidas econômicas que buscam reequilibrar a solidez fiscal do país. Por voltas das 14 horas, o Índice Bovespa ensaiva ganhos de 0,16%, para 49.410 pontos, pressionado pelos papéis dos bancos.

As ações preferenciais (PN, sem voto) do Itaú Unibanco perdiam 0,76%, os papéis ordinários (ON, com voto) do Banco do Brasil, 4%, e as units (recibos de ações) do Santander, 0,61%. Bradesco PN (BOV:BBDC4), por sua vez, tinha alta de 0,29%. O BB recuava forte com o fim do fundo soberano anunciado mais cedo pelo presidente interino Michel Temer. O Fundo Soberano, criado para ajudar os investimentos do governo, terá de vender cerca de R$ 2,3 bilhões de ações do banco estatal. O atual saldo de R$ 2,4 bilhões do fundo será transferido para o Tesouro.

Com o petróleo um pouco mais forte lá fora, Petrobras ON (BOV:PETR3) e PN subiam 0,72% e 1,76%, respectivamente. Já Vale ON (BOV:VALE3) tinha queda de 1,39%, enquanto Vale PNA (BOV:VALE5) tinha valorização de 0,17%. Além disso, o mercado repercutia o início dos trabalhos da 30ª fase da Operação Lava Jato.

Braskem ganha 3% e Fibria perde 4%

As maiores altas do Ibovespa estavam com Braskem PNA (BOV:BRKM5), 3,68%, Rumo Logística ON (BOV:RUMO3), 3,06%, Pão de Açúcar PN (BOV:PCAR4), 2,20%, e Kroton ON (BOV:KROT3), 2,19%. Já as piores quedas do índice brasileiro eram puxadas por Fibria ON (BOV:FIBR3), 4,33%, BB ON (BOV:BBAS3), CSN ON (BOV:CSNA3), 3,60%, e Gerdau PN (BOV:GGBR4), 2,89%.

Exterior avança; petróleo ensaia recuperação

Nos Estados Unidos, sob pressão da trajetória dos juros locais, o Dow Jones subia 1,19%, acompanhado pelo S&P 500, 1,26%, e pelo indicador da Nasdaq, 1,75%. O petróleo WTI, negociado em Nova York, ganhava 0,87%, para US$ 48,50, como o Brent, de Londres, 0,39%, para US$ 48,54.

Na zona do euro, os investidores refletiram o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) alemão do primeiro trimestre do ano, em linha com as estimativas dos analistas, com alta de 0,7% na margem e avanço de 1,3% em bases anuais. No entanto, o índice Zew de expectativas econômicas recuou de 11,2 pontos para 6,4 pontos em maio, contra expectativa de 12 pontos para o período. O Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos do bloco, ganhou 2,63%, o britânico Financial Times, 1,35%, o alemão DAX, 2,18%, e o francês CAC, 2,46%.

Juros caem e dólar recua para R$ 3,55

No horário, os juros futuros válidos até 2017 caíam 13,50% ao ano para 13,48%. Para 2018, as projeções recuavam de 12,83% para 12,79%, assim como as taxas dos contratos com vencimento em janeiro de 2021, que passavam de 12,63% para 12,52%. Num novo dia sem intervenções do BC no mercado, o dólar comercial caía 0,61%, para R$ 3,55, seguido pelo dólar turismo, 0,27%, vendido a R$ 3,69.

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