Petrobras: uma visão geral da empresa

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Maior estatal brasileira, a Petrobras, foi criada em 1953 pela Lei 2.004, assinada pelo então presidente Getúlio Vargas. Seu objetivo principal era a prospecção, extração, refino e distribuição do petróleo encontrado em território brasileiro. Atualmente a estatal possui mais de 12 mil poços ativos e consta na lista da revista Forbes como uma das 500 maiores empresas do mundo.

Recentemente a Petrobras entrou no foco de todos os brasileiros como um dos principais atores do conturbado cenário político atual. Sua relação com a operação Lava-Jato e as acusações de corrupção ligadas ao alto escalão da empresa contribuíram negativamente para sua imagem e alteraram, inclusive, a percepção do mercado sobre a estatal.

Para se ter uma ideia, entre outubro de 2015 e fevereiro de 2016 a Petrobras perdeu mais de 60% de seu valor de mercado. Embora a perda tenha sofrido influência da queda global no preço do petróleo, se compararmos com outras petroleiras é possível concluir que a retração foi acentuada graças à operação Lava Jato.

Confira os principais pontos da história recente da empresa, os maiores desafios enfrentados na última década e o que esperar para os próximos períodos.

 

Petrobras – Uma história que já começa grande

A Petrobras foi criada em 1953, após sete anos de uma intensa campanha para a nacionalização do setor petroleiro no Brasil. Em 1961 é fundada a primeira refinaria, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (Cenpes).

Em 1974 é descoberto um dos maiores campos de petróleo do Brasil, na Bacia de Campos, localizado no norte fluminense. Trinta e três anos depois, em 2007, outra grande descoberta: o pré-sal. De acordo com dados da empresa, em 2014 a produção proveniente do pré-sal alcançou 500 mil barris por dia.

Atualmente a Petrobras (BOV:PETR4) está presente nos cinco continentes, com operações em grandes centros econômicos como Japão, Reino Unido, Turquia e Chile. Apesar da sua grande atuação, a petroleira vem lutando contra diversos problemas internos e externos.

 

PETR4 – Um cenário complicado

Após os anos de ouro que transformaram a Petrobras em uma das maiores petroleiras do mundo, uma série de problemas vêm ameaçando a estatal. Em 2016 a agência Moody’s rebaixou sua classificação de risco, o que complicou a busca por investidores interessados em alocar seu capital na empresa.

Além disso, a Petrobras vem sendo utilizada como mecanismo de controle inflacionário através da resistência do Governo Federal em autorizar reajustes nos preços do combustível. Esse fator, aliado à redução do crescimento chinês e o aumento de produção de países da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), tem pressionado para baixo a cotação do petróleo comprometendo a rentabilidade da companhia.

Apesar disso, a estatal é considerada por analistas de mercado como “too big to fail” (muito grande para falhar, em tradução livre), o que significa que ela é importante demais para a economia brasileira e certamente será socorrida pelo governo caso a situação se complique ainda mais.

Essa noção faz com que os grandes investidores não percam totalmente a confiança na estatal. O fundo escandinavo Skagen, por exemplo, anunciou em fevereiro um aumento em sua participação na Petrobras.

De acordo com entrevista concedida pela analista do fundo, Ola Sjostrand, à BBC Brasil, “a Petrobras é uma companhia flexível o suficiente para lidar com as circunstâncias. O atraso na divulgação do balanço e as denúncias de corrupção criaram muita incerteza, mas não vemos risco à habilidade da Petrobras em honrar seus compromissos”, disse.

 

Fique de olho

#1) Valor de Mercado

De acordo com estudo publicado pela empresa Economatica, o valor de mercado da Petrobras no dia 21 de março de 2016 era de R$ 121,4 bilhões contra R$ 101,3 bilhões no dia 31 de dezembro de 2015, o que representa um crescimento de R$ 20,1 bilhões.

O maior valor de mercado atingido pela petroleira aconteceu no dia 21 de maio de 2008, com R$ 510,4 bilhões. Desde o pico até o dia 21 de março de 2016 a estatal perdeu R$ 389 bilhões.

#2) Dívida

A dívida da Petrobras em dezembro de 2015 fechou em R$ 492,8 bilhões, queda de R$ 13,7 bilhões com relação ao mês de setembro de 2015. A dívida de curto prazo atingiu seu maior patamar em dezembro de 2015, com R$ 57,4 bilhões.

#3) Caixa

O caixa da petroleira em dezembro de 2015 era de R$ 100,8 bilhões, queda de R$ 3,4 bilhões com relação ao mês de setembro de 2015.

 

Conclusão

Apesar de todos os problemas, tanto de segmento quanto específicos da empresa, a Petrobras (PETR4) é definitivamente um dos ativos mais importantes da Bolsa de Valores brasileira. Justamente por isso é muito importante que os investidores mantenham-se informados sobre a petroleira, saibam como investir, a movimentação de suas ações e possíveis mudanças de rumo em sua gestão.

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