Desemprego faz criação de empresas ser a maior em quatro anos, aponta Serasa

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De acordo com o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas, no primeiro quadrimestre do ano, o país ganhou 674.975 empresas, o maior registro para o período desde 2010. Esse número é 4,1% maior do que o registrado no primeiro quadrimestre de 2015, quando foram criadas 648.488. Em abril, houve queda de 5,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 158.774.

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) impulsionaram o indicador para cima no período, o único segmento a apresentar crescimento no quadrimestre. Segundo os economistas ouvidos pela Serasa, este movimento tem sido determinado, principalmente, pela perda de postos formais no mercado de trabalho (aumento do desemprego no país) por causa da recessão econômica, impulsionando trabalhadores desempregados a buscarem, de forma autônoma e formalizados, alternativas econômicas para ganhar dinheiro.

No primeiro quadrimestre de 2016, o número de MEIs totalizou 540.772, crescimento de 10,4% sobre o mesmo período de 2015, quando 489.736 novos MEIs surgiram. Em abril de 2016, o número de MEIs foi 127.217, ligeira alta de 0,2% sobre abril de 2015 (126.932).

Já o número de nascimentos em Empresas Individuais apresentou queda de 23,7% no período, com 45.515 companhias nascidas, contra 59.683 no mesmo período do ano anterior. As Sociedades Limitadas também registraram diminuição nos nascimentos de um quadrimestre para outro, de 65.455 para 54.999, queda de 13,9%. O nascimento de empresas de outras naturezas teve alta de 4% e totalizou 33.689.

Serviços seguem puxando índice para cima

O setor de serviços continuou sendo o mais procurado pelos empreendedores nos primeiros quatro meses de 2016, com a abertura de 425.026 novas empresas no segmento, o equivalente a 63% do total de nascimentos. Em seguida, 192.002 empresas comerciais (28,4% do total) surgiram nos três primeiros meses do ano e, no setor industrial, foram abertas 56.266 empresas (8,3% do total).

O indicador revela um crescimento constante na participação das empresas de serviços no total de negócios que surgiram no país nos últimos seis anos, passando de 52,8% (abril de 2010) para 63,0% (abril de 2016). Por outro lado, a participação do setor comercial tem recuado gradativamente: de 35,9% em abril de 2010, para 28,5% em abril deste ano. Já a participação das novas empresas industriais se mantém estável.

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