Ibovespa bate 2% e volta aos 50 mil pontos com exterior; decisão sobre ?Brexit? se aproxima e Europa avança 3%

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De carona no bom humor do mercado estrangeiro, impulsionado pela proximidade da decisão sobre a permanência da Grã-Bretanha no bloco europeu, às 11h15, o Índice Bovespa tinha alta de 2,01%, novamente aos 50.527 pontos.

Por aqui, as instituições financeiras ajudavam a manter os avanços do principal indicador acionário do país. As ações preferenciais (PN, sem voto) do Itaú Unibanco subiam 2,07%, Bradesco PN (BOV:BBDC4), 2,15%, os papéis ordinários (ON, com voto) do Banco do Brasil, 4,31%, e as units (recibos de ações) do Santander, 2,05%.

Vale ON (BOV:VALE3) tinha ganhos de 3,93%, como Vale PNA (BOV:VALE5), 3,51%. A mineradora anunciou hoje que pagou US$ 1 bilhão dos US$ 3 bilhões de suas linhas de crédito rotativo de janeiro deste ano, usando os recursos da captação de US$ 1,25 bilhão da semana passada, buscando melhorar o perfil e o custo da dívida com o alongamento dos prazos. Ao mesmo tempo, libera recursos da linha rotativa para outras eventualidades. Na China, o minério de ferro teve leve avanço de 0,02%, para US$ 51,06 a tonelada. No mesmo sentido, como reflexo do petróleo bastante valorizado no mercado internacional, Petrobras ON (BOV:PETR3) e PN ganhavam 3,69% e 2,91%, respectivamente.

No cenário político local, a atenção dos investidores está voltada para a reunião do presidente interino da República, Michel Temer, com todos os governadores para negociar uma solução para a dívida dos Estados, depois da decretação de estado de calamidade pública pelo Rio de Janeiro devido à crise financeira. A estratégia foi uma forma de permitir ao governo federal liberar recursos para o Estado, mas provocou descontentamento de outros governadores que não devem ter o mesmo privilégio.

Ibovespa tem apenas duas baixas; MRV sobe 5%

Os maiores avanços do Ibovespa eram liderados por MRV ON, 5,27%, CSN ON, 5,05%, Smiles ON (BOV:SMLE3), 4,78%, e Cyrela ON, 4,63%. Na ponta negativa, apenas dois papéis recuavam: Estácio ON, 0,82%, e JBS ON, 0,52%.

Europa avança 3% e EUA acompanham; petróleo volta aos US$ 50

Com o referendo que votará uma possível saída do Reino Unido da União Europeia marcado para quinta-feira, o chamado ?Brexit?, as principais bolsas da Europa tinham avanços fortes, seguidas pela maior valorização diária da divisa britânica contra o dólar em sete anos. As campanhas sobre a permanência do país no bloco foram retomadas hoje, depois da suspensão na semana anterior com o assassinato da deputada Jo Cox. A expectativa do mercado é de que o atentado contra a parlamentar, feito por um radical ultranacionalista, acabará aumentando o apoio à manutenção do Reino Unido na União Europeia.

Na Alemanha, o Índice de Preços ao Produtor de maio avançou 0,4%, como o esperado pelos analistas. Na base interanual, o indicador melhorou de -3,1% para -2,7%. O Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos da região, subia 3,36%, o britânico Financial Times, 3,32%, o francês CAC, 3,51%, o alemão DAX, 3,50%, e o espanhol Ibex, 3,16%.

Nos Estados Unidos, os índices de ações acompanhavam as altas europeias. O Dow Jones e o índice da Nasdaq avançavam 1,43% e 1,38%, respectivamente. Já o S&P 500 perdia 0,33%. Enquanto o preço do ouro recuava no exterior, deixando para trás parte do sentimento de aversão ao risco dos investidores com o Brexit, o petróleo WTI, negociado em Nova York, ganhava 2,36%, para US$ 49,11, assim como o tipo Brent, de Londres, 2,34%, de volta aos US$ 50,32.

Juros recuam e dólar cai para R$ 3,38

Pela manhã, as projeções dos juros futuros na BM&FBovespa válidos até 2017 caíam de 13,78% ao ano para 13,77%. Para 2018, as taxas recuavam de 12,82% para 12,76%, assim como os juros com vencimento em 2021, de 12,64% para 12,52%. No horário, o mercado reagia a projeção do Boletim Focus, do Banco Central (BC), para a inflação este ano, que subiu pela quinta vez seguida, ao passar de 7,19% para 7,25% ao ano. O dólar comercial começava a semana com baixa de 1,11%, para R$ 3,38 na venda, acompanhado pelo dólar turismo, que tinha desvalorização de 1,38%, sendo vendido a R$ 3,58. A expectativa do mercado agora é até onde o novo BC, sob comando de Ilan Goldfajn, vai deixar a moeda americana cair.

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