Itaú Unibanco e BNP Paribas melhoram projeções para o PIB em 2016

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Mesmo com a economia ainda pressionada pelas incertezas políticas sobre a realização de ajustes fiscais, alguns bancos já estão mais animados com o futuro do país. O Itaú Unibanco melhorou suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de -4% para -3,5%. Já o BNP Paribas está ainda mais otimista, e reviu suas expectativas de -4% para -3% no mesmo período.

Segundo os economistas do Itaú, os recentes dados de atividade econômica “surpreenderam positivamente”, com chances de um início de recuperação da indústria brasileira a partir deste segundo semestre. Com base nessa perspectiva, o banco manteve suas projeções para o PIB do ano que vem, de um crescimento de 1%.

Desemprego ainda vai crescer

Apesar da virada positiva das avaliações, em relatório, o Itaú aponta uma taxa de desemprego de 12,5% no fim deste ano e de 13% em 2017. No mesmo sentido, as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passaram de 6,9% para 7,2% em 2016, assim como as estimativas para a taxa básica de juros (Selic) em 12,75% este ano, ante projeção anterior de 12,25%.

Finalmente, para o Itaú, a taxa de câmbio deverá ficar em R$ 3,65 até o fim deste ano, ante R$ 3,75. Para 2017, a taxa será de R$ 3,85, ante R$ 3,95.

BNP vê reviravolta na confiança

No caso do BNP, os economistas citaram como principal justificativa para a melhora das projeções a “reviravolta da confiança” no país.

Além disso, na avaliação do banco francês, o Brasil tem um forte histórico de recuperação dos seus ciclos econômicos, o que encorajou a aposta dos economistas da casa. ”Suspeitamos que a economia do Brasil esteja num ponto de virada no momento, bem próximo à parte inferior do ciclo ou muito perto dele”, diz trecho do texto.

O BNP sugere que os primeiros estágios da recuperação do crescimento do país tendem a ser liderados pelo investimento e pela recuperação dos estoques. O consumo provavelmente ficará para trás por um tempo, enquanto as condições de crédito das famílias permanecem desafiadoras.

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