Juros do cheque especial têm 5ª alta seguida, para 13,37% ao mês em média, aponta Procon

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A taxa média de juros do cheque especial entre sete dos maiores bancos brasileiros no mês de junho ficou em 13,37% ao mês, superior aos 13,18% registrado em maio. A taxa atual dobraria o valor devido em apenas seis meses e equivale a juros de 350,79% ao ano. Portanto, em 12 meses, uma dívida de R$ 100 saltaria para R$ 450,79.

Os dados fazem parte da pesquisa de taxas de juros realizada pelo Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, e mostram que o uso do cheque especial deve continuar sendo evitado ao máximo, sendo recomendável apenas por poucos dias e para emergências ou para pagar dívidas que tenham juros ainda maiores, caso do cartão de crédito rotativo.

Safra, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil elevam juros

Entre os bancos pesquisados, as maiores altas foram verificadas no Banco Safra, que alterou sua taxa de 12,00% para 12,60% ao mês, o que significa uma variação positiva de 5% no percentual em relação à taxa de maio; o Itaú subiu de 12,61% para 12,95% ao mês, variação positiva de 2,70%; o Bradesco elevou o juro de 12,63% para 12,89% ao mês, variação positiva de 2,06%. E o Banco do Brasil alterou o juro de 12,30% para 12,40% ao mês, variação positiva de 0,81%. Os demais bancos pesquisados, Santander, Caixa Econômica Federal e HSBC, mantiveram sua taxa de cheque especial de maio para junho.

Santander segue com maior taxa

Entre os bancos pesquisados, o Santander se manteve na liderança entre as maiores taxas de juros para o cheque especial. O banco espanhol cobra ao mês 15,49% de juros. Já o Banco do Brasil, apesar da alta em relação à maio, apresenta a menor taxa de juros, de 12,40% mensais.

Crédito pessoal mais barato

Já com relação aos juros para o empréstimo pessoal, a taxa registrada pelo Procon em junho se manteve nos mesmos 6,48% a.m. observados em maio. Todos os bancos consultados pelo Procon mantiveram sua taxa de empréstimo pessoal.

O relatório do Procon-SP alertou também para os riscos com relação ao cheque especial e ao empréstimo. Segundo especialistas consultados, o consumidor deve analisar a real necessidade de crédito, antes de comprometer seu orçamento e utilizar o cheque especial somente em situações emergenciais e de curto prazo. Outra alternativa é a escolha de linhas de crédito mais baratas, como, por exemplo, o crédito com desconto em folha, o chamado consignado.

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