Siderurgia e mineração: cenário adverso deve pressionar ações, avalia BB Investimentos

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As perspectivas para os setores de siderurgia e mineração do país permanecerão desfavoráveis nos próximos meses, de acordo com análise do Banco do Brasil Investimentos (BB Investimentos).

Vítimas de uma desaceleração econômica local, de questões políticas e da falta de investimentos nos mais diversos setores da economia brasileira, essas empresas enfrentam também lá fora uma situação delicada, com a demanda chinesa mais fraca somada ao excesso de oferta de aço no mundo.

Em relatório enviado aos seus clientes, a casa aponta que, depois de recuperar o impulso em abril, os preços do minério de ferro despencaram novamente para US$ 50 a tonelada no fim de maio, um recuo de 24,3% na comparação mensal. No entanto, no início de junho, a commodity passou dos US$ 50 para US$ 48,20 a tonelada, derrubando os preços das ações das empresas de mineração em todo o mundo, incluindo a Vale.

Em abril, o banco de investimentos do BB indicou preço-alvo de R$ 11,24 para Vale PN, R$ 5,57 para Gerdau PN, R$ 1,67 para Usiminas ON, e R$ 6,45% para a CSN ON.

Na análise assinada por Gabriela Cortez e Victor Penna, a instituição considera que os indicadores apontam para um cenário estável em junho em relação a maio, influenciado principalmente por aspectos de curto prazo e oscilações, como a variação cambial.

Além disso, a expectativa é de que os aumentos de preços de aço anunciados recentemente também possam ajudar as empresas a aumentar as receitas, embora as perspectivas apontem para uma demanda ainda fraca. Finalmente, as notícias nacionais também devem influenciar os preços das ações, que devem permanecer sensíveis e fortemente voláteis.

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