Renda Fixa de Infraestrutura - Aprenda a emprestar seu dinheiro para obras de infraestrutura

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Renda Fixa de Infraestrutura – Empreste seu dinheiro para obras de infraestrutura

Já pensou em ajudar o Brasil a construir as maiores obras de infraestrutura e ainda receber juros por isso? Ouviu falar em Debênture Incentivada?

De acordo com dados do Banco Mundial, mais de 1,3 bilhão de pessoas (quase 20% da população mundial) ainda não tem acesso à eletricidade no mundo. Cerca de 768 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a água potável; e 2,5 bilhões não têm saneamento adequado; 2,8 bilhões de pessoas ainda cozinham a comida com combustíveis sólidos (como a madeira); e 1 bilhão de pessoas vivem mais de dois quilômetros de uma estrada pavimentada.

A grande questão é como financiar as grandes obras de transporte (estradas, ferrovias, etc.), geração de energia elétrica, água, saneamento e telecomunicações que exigem longos prazos para se ter o retorno sobre o investimento.

Em uma época em que os governos estão cada vez com menos recursos disponíveis e austeridade fiscal é expressão de ordem, seriam os bancos os financiadores dos grandes projetos de infraestrutura?

Estudos mostram que os bancos têm preferido se manter longe de riscos de longo prazo e, especialmente no Brasil, parece haver uma tendência clara de trocar ganhos com empréstimos por prestação de serviços, as famosas taxas e tarifas.

Resta, então, a difícil e importante missão de incentivar o capital privado ou – como dizem os especialistas –  a poupança popular (o meu e o seu dinheiro) a investir em projetos de infraestrutura de longo prazo.

Foi com esse intuito que o Governo editou a Medida Provisória 517/2010, convertida posteriormente na LEI Nº 12.431, DE 24 DE JUNHO DE 2011que além de outras coisas, criou a Debênture Incentivada e isentou os investidores pessoas físicas de imposto de operações financeiras (IOF) e imposto de renda (IR) dos ganhos obtidos a partir desse tipo de investimento voltado às obras de infraestrutura.

E, pelo que parece, deu certo!  Os pequenos investidores têm sido a fonte de recursos mais importante para esse tipo de investimento desde que foi criado 2011/2012. Até maio/2016, foram mais de R$ 6 bilhões aplicados por investidores pessoas físicas, veja o gráfico abaixo:

Fontes de Recursos Oferta de Debêntures Incentivadas

Fonte: SEAE e ANBIMA

Os pequenos investidores perceberam que a Debênture Incentivada com isenção de IR em conjunto com os riscos mais baixos de grandes empresas que são as responsáveis por executar as obras de infraestrutura tornaram esses investimentos muito atrativos.

Você pode emprestar o seu dinheiro para obras de infraestrutra de três diferentes formas:

Debênture Incentivada

São títulos de dívida de longo prazo emitidos por empresas não financeiras responsáveis por executar as obras de infraestrutra. Esses títulos asseguram aos investidores, chamados neste caso de debenturistas, o direito de receber seu dinheiro de volta com determinada rentabilidade.

Você pode comprar esse títulos no mercado primário – comprando diretamente da empresa que emitiu o título.

Ou no mercado secundário – comprando de um outro investidor que comprou anteriormente da empresa emissora.

Fundos de Investimento de Infraestrutura

São condomínios formados por  vários investidores que se juntam para a realização de um investimento financeiro, visando um determinado objetivo ou retorno esperado, dividindo as receitas geradas e as despesas necessárias para o empreendimento.

Certificados de Recebíveis Imobiliários

São títulos  de renda fixa que dão ao investidor o direito de recebimento futuro pela utilização de uma determinada propriedade imobiliária.

O conceito parece complexo, mas é simples. Imagina que você alugou sua casa para uma pessoa por 3 anos, mas precisa desse dinheiro agora. Você poderia emitir um certificado de recebível, vendê-lo para investidores e, com isso, ter o dinheiro à vista.

É claro que os investidores iriam querer uma remuneração por aguardar receber mensalmente e pelo risco do seu inquilino não pagar, isso seria então a taxa de desconto que iria representar a rentabilidade deles.

Esses títulos podem pagar taxas pré-fixadas, mas os mais comuns são mesmo com taxas pós-fixadas e atreladas ao IPCA. Veja as debêntures incentivadas emitidas em 2016:

Emissões de Debêntures Incentivadas em 2016

Percebeu o fato que se você emprestar dinheiro para, por exemplo, a Voltalia S. M. do Gostoso Participações S/A, vai ter um ganho de 2% ao ano acima dos títulos públicos pós-fixados (NTN-B)? Isso pode gerar uma rentabilidade superior  a 30% em relação o Tesouro Direto.

Planilha Grátis

Quer ver a lista de todos os títulos emitidos no mercado desde 2012? Nós preparamos uma planilha completa com mais de 65 debêntures de empresas de todos setores, 36 fundos de investimento e 1 certificado de recebíveis imobiliários. Basta preencher o formulário abaixo que mandamos para você:

Quer investir? Siga esses 3 passos:

1. Calcule os seus possíveis ganhos (temos uma ajudinha para você nesse link);

 2. Estude muito sobre a empresa da Debênture Incentivada (pesquisa no google, veja quem são os donos e quais projetos estão envolvidas) e compare com títulos públicos, renda fixa bancária e outras debêntures disponíveis; e,

3. Escolha uma corretora para comprar esses títulos.

Antes de sair investindo por aí, é bom ficar atento a 3 riscos:

  • Risco de Liquidez: capacidade conversão em dinheiro, de um investimento, sem a perda significativa do seu valor. É possível vender a debêntures no mercado, mas nem sempre tem algum outro investidor querendo comprar.
  • Risco de Crédito: é aquele em que o emissor do título possa não honrar o principal e/ou o pagamento dos juros.
  • Risco de Mercado: é a possibilidade de desvalorização ou valorização de um ativo, devido às alterações políticas, econômicas e/ou associadas à situação da empresa emissora do ativo.

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