Ações nos EUA batem recorde histórico

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O índice S&P500, que é composto pelas quinhentas ações mais negociadas nas bolsas dos EUA, está em 2.192,70, com alta de 7,28% no ano. Esse é o patamar mais elevados para o índice em toda a história. Ele sobe refletindo a certeza dos agentes de que o banco central não subirá os juros tão cedo (eles estão em 0,5% ao ano), com o impulso na enorme liquidez da economia (os BC´s mantém cerca de US$ 4,8 trilhões emitidos) e com a certeza de que essa situação se manterá por um bom tempo. Veja abaixo o gráfico do Dow Jones, índice que mostra a evolução das trinta maiores ações da Bolsa de Nova York:

De seu mínimo, em plena crise do Lehman Brothers em 2008, até agora, a máxima histórica, as ações subiram meteóricos 164%. Bancos, empresas industriais, de comércio, farmacêuticas, automotivas ou de petróleo, todas as ações apresentam uma recuperação espetacular em relação ao fundo do poço da crise das hipotecas.

O motor dessa recuperação, além dos impulsos fiscais pós crise, é o Quantitative Easing, programa de estímulo do Federal Reserve, que mantém esses preços em alta, à espera de que eles possam estimular os investimentos e fazer com que a economia ande firme. Apesar de todo esse esforço e da forte alta da bolsa e dos preços dos imóveis, a economia ainda resiste a retomar o ritmo de crescimento mais rápido. Veja o gráfico abaixo:

A média de crescimento após a crise foi de 2,03% e antes dela era de 3,10%.

Uma vez mais: ainda que os fundamentos das empresas e da economia não estejam em sua melhor forma, as ações devem continuar sua escalada meteórica graças aos juros zero.

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