Ibovespa fecha estável à espera do impeachment; Vale perde 2%

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No aguardo dos momentos finais do julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, o Índice Bovespa fechou com leve recuo de 0,06%, para 58.575 pontos. Mais uma vez, o volume financeiro do pregão somou R$ 5,4 bilhões, bem abaixo da média diária do ano de R$ 7 bilhões.

Em dia de poucos solavancos no exterior, com maior peso do Ibovespa, as ações preferenciais (PN, sem voto) do Itaú Unibanco (BOV:ITUB4) subiram 0,66% e Bradesco PN (BOV:BBDC4), 0,31%. Na ponta negativa, os papéis ordinários (ON, com voto) do Banco do Brasil (BOV:BBAS3) caíram 0,38% e as units (recbios de ações) do Santander (BOV:SANB11), 0,78%.

Petrobras ON (BOV:PETR3), por sua vez, caiu 0,07%, enquanto Petrobras PN (BOV:PETR4) subiu 1,71%, depois que o petróleo abriu o dia em alta e virou para uma queda de quase 2%. A petroleira brasileira e a estatal norueguesa Statoil vão ampliar a parceria para a participação em licitações de áreas exploratórias de petróleo e gás natural e, também, para desenvolvimento de tecnologia de recuperação adicional de óleo nos campos produtores.

Vale ON e PNA recuaram (BOV:VALE3) 2,49% e (BOV:VALE5) 2,01%, sob pressão da desvalorização do minério de ferro na China. A commodity perdeu 0,29%, para US$ 59,31 a tonelada.

Hoje, o mercado repercutiu também a divulgação da taxa de desemprego do trimestre encerrado em julho, que passou para 11,6%, subindo 0,4 ponto percentual em relação ao percentual do trimestre imediatamente anterior, de 11,2%.

Estácio cai 5%% e Braskem avança 5%

Os ativos com pior desempenho no índice foram Estácio ON (BOV:ESTC3), 4,76%, Kroton ON (BOV:KROT3), 3,69%, CSN ON (BOV:CSNA3), 3,09%, e Cesp PNB (BOV:CESP6), 2,44%. Na contramão, sem considerar Petrobras, as maiores altas do Ibovespa ficaram com Braskem PNA (BOV:BRKM5), 5,64%, Cosan ON (BOV:CSAN3), 5,33%, Suzano Papel PNA (BOV:SUZB5), 2,43%, e BM&FBovespa ON (BOV:BVMF3), 1,34%. O presidente da Estácio, Gilberto Teixeira de Castro, pediu demissão ontem, o que pode ser um sinal de dificuldade para a fusão das duas empresas que está em andamento.

EUA têm perdas, Europa ganha 1% e petróleo recua quase 2%

Apesar do aumento da confiança do consumidor nos Estados Unidos, as principais bolsas do país caíram. O índice de confiança local passou para 101,1 pontos em agosto, melhor do que os 97 pontos esperados pelos analistas. Por lá, o Dow Jones recuou 0,26%, o S&P 500, 0,20%, e o indicador da Nasdaq, 0,18%.

Já na zona do euro, mesmo com o índice de confiança no bloco em queda, de 104,5 para 103,5 pontos em agosto, o mercado de ações avançou. O Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos da região, ganhou 1,08%, o francês CAC, 0,75%, e o alemão DAX, 1,07%, enquanto o britânico Financial Times teve baixa de 0,25%.

Entre as commodities, além do minério de ferro em queda, o petróleo WTI, negociado em Nova York, reverteu as altas registradas mais cedo e fechou com desvalorização de 1,49%, para US$ 46,28, acompanhado pelo Brent, de Londres, 1,89%, para US$ 48,33.

Juros curtos caem; dólar sobe a R$ 3,24

As projeções dos contratos de juros futuros válidos até janeiro de 2017 caíram de 14,02% ao ano para 14%, assim como as projeções com vencimento em 2018, que passaram de 12,78% para 12,76%. Já para 2021, as taxas subiram de 12,08% para 12,16%. Os juros refletiram hoje o avanço acumulado do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) para 11,49% nos últimos 12 meses. Além disso, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou mais cedo sua reunião de dois dias para definir a taxa básica de juros do país (Selic). No fim do dia, os investidores viram ainda o déficit primário do Governo Central bater novo recorde, de R$ 18,5 bilhões em julho.

No mercado de câmbio, mesmo com o leilão de 10 mil contratos de swap cambial reverso do BC, de US$ 500 milhões, o dólar comercial ganhou apenas 0,18%, para R$ 3,24, e o dólar turismo, 0,30%, a R$ 3,38.

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