Ibovespa tem leve recuo; Usiminas perde 8% e dólar volta aos R$ 3,22

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O Índice Bovespa fechou em queda hoje, de 0,52%, aos 57.717 pontos, acompanhando a queda dos mercados internacionais e do petróleo. Foram negociados R$ 5,977 bilhões em ações na BM&FBovespa. Com a queda de hoje, o índice acumula perda de 2,34% na semana, reduzindo o ganho no mês para 0,71% e, no ano, para 33,14%.

Os principais papéis do índice fecharam em baixa. Os bancos, com maior peso no indicador, recuaram. Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), caiu 0,48%, Bradesco (BOV:BBDC4) 0,71% e Banco do Brasil (BOV:BBAS3) -1,02%. As unit (recibos de ações) do Santander contrariaram a tendência e subiram (BOV:SANB11) 0,90%.

Petrobras terminou o dia em baixa, de 1,94% na ação ON (BOV:PETR3) e 2,13% na PN (BOV:PETR4). Vale também recuou, 3,20%, a (BOV:VALE3) e 3,23% a (BOV:VALE4).

As maiores altas do Ibovespa no dia foram lideradas por Cesp (BOV:CESP6), com ganho de 10,64%, seguida de Lojas Americanas (BOV:LAME3) 2,41%, Qualicorp (BOV:QUAL3) 2,03%, Copel (BOV:CPLE6) 1,87% e Cosan (BOV:CSAN3) 1,73%. A Cesp retomou sua discussão sobre a venda de ativos e recomendou que o Estado paulista retome as avaliações sobre a privatização da empresa.

As maiores quedas do indicador foram de Usiminas (BOV:USIM5) -8,04%, CSN (BOV:CSNA3) -7,03%, Metalúrgica Gerdau (BOV:GOAU4) -6,72%, Gerdau (BOV:GGBR4) -6,28% e Bradespar ((BOV:BRAP4) -3,55%.

Petróleo cai e bolsas sobem na Europa

No mercado internacional, as bolsas na Europa fecharam em alta, apesar da queda do  petróleo, depois que a Administração de Informações de Energia dos EUA disse que os estoques americanos subiram 6,6 milhões de barris na semana encerrada dia 19, para um recorde de 1,4 bilhão de barris. O petróleo do tipo Brent negociado em Londres fechou em queda de 1,8%, a US$ 49,05 o barril, enquanto o tipo WTI, de Nova York, caiu 2,8%, para US$ 46,77 o barril nos mercados futuros.

Na Europa, o Índice Stoxx 50, que reúne os 50 papéis mais negociados na região, subiu 0,50%. O DAX, de Frankfurt, ganhou 0,28%, o CAC, de Paris, 0,32% e o Ibex, de Madri, 0,87%. Em Londres, o Financial Times recuou 0,48%.

Setor farmacêutico derruba bolsas nos EUA

Já nos Estados Unidos, a reação da candidata democrata Hillary Clinton, favorita na disputa presidencial, contra um aumento de preços de medicamentos derrubou as ações do setor. A Mylan NV reajustou os preços de um remédio que evita a morte em casos de alergia em 400% e despertou a ira de Hillary, que chamou o aumento de “ultrajante”, e de outros políticos, e levantou o receio de que o setor farmacêutico possa sofrer algum tipo de sanção do governo, seu principal cliente.

O Índice Dow Jones  caiu 0,35%, enquanto o Standard & Poor’s 500 perdeu 0,52% e o Nasdaq, 0,81%. Os juros americanos subiram ligeiramente, 0,015%, para 1,563% ao ano, na expectativa do pronunciamento da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, sexta-feira, na reunião do banco em Jackson Hole.

Juros avançam e dólar volta aos R$ 3,22

Mesmo com a baixa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15) em agosto e a aprovação do texto-base do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, ambos sinais positivos para a economia, os juros futuros locais tiveram avanços. Para 2017, as taxas passaram de 13,98% ao ano para 13,99%. No mesmo sentido, as projeções válidas até 2018 subiram de 12,71% para 12,74%, assim como os juros com vencimento em janeiro de 2021, que avançaram de 11,97% para 12%.

No mercado de câmbio, apesar do novo leilão de 10 mil contratos de swap cambial reverso de US$ 500 milhões do Banco Central (BC), o dólar comercial caiu 0,30%, para R$ 3,22, enquanto o dólar turismo ganhou 0,89%, sendo vendido a R$ 3,37.

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