No aguardo de decisão sobre impeachment, Ibovespa abre próximo dos 59 mil pontos

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Com a proximidade do julgamento final do Senado sobre o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, a bolsa brasileira abria perto dos 59 mil pontos. Às 10h25, o Índice Bovespa subia 0,40%, para 58.809 pontos, com a ajuda das ações dos bancos, o principal peso do indicador.

Os papéis preferenciais (PN, sem voto) do Itaú Unibanco (BOV:ITUB4) ganhavam 0,41%, Bradesco PN (BOV:BBDC4) (BOV:BBDC4), 1,37%, os ordinários (ON, com voto) do Banco do Brasil (BOV:BBAS3), 2,02%, e as units (recibos de ações) do Santander (BOV:SANB11), 1,09%. No mesmo sentido, apesar do petróleo em baixa no exterior, Petrobras ON (BOV:PETR3) (BOV:PETR3) e PN (BOV:PETR4) avançavam 0,53%. Negociado em Nova York, o barril do WTI caía 0,78%, para US$ 45,99, e o Brent, de Londres, perdia 1,10%, US$ 47,84.

Mesmo com as recentes decisões das siderúrgicas chinesas de priorizar a compra de minério de ferro de alta qualidade, Vale ON (BOV:VALE3) e PNA recuavam (BOV:VALE3) 1,64% e (BOV:VALE5) 1,65%. Na China, a commodity registrou alta de apenas 0,20%.

No Brasil, além do quadro político delicado, o mercado refletia a queda de queda de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no segundo trimestre de 2016, ante o trimestre anterior. Na comparação com igual período de 2015, o recuo foi de 3,8%.

Braskem avança 3% e Cosan cai 1%

No horário, sem considerar BB e Bradesco, as maiores altas do Ibovespa eram puxadas por Braskem PNA (BOV:BRKM5) (BOV:BRKM5), 2,89%, Sabesp ON (BOV:SBSP3) (BOV:SBSP3), 2,30%, e Gerdau PN (BOV:GGBR4) (BOV:GGBR4), 1,41%. Já as piores perdas do índice, tirando Vale, ficavam com Cosan ON (BOV:CSAN3) (BOV:CSAN3), 1,25%, Lojas Americanas PN (BOV:LAME3), 0,77%, e Bradespar PN (BOV:BRAP4) (BOV:BRAP4), 0,66%. A Bradespar registrava queda na condição de importante acionista da mineradora Vale.

Apesar de mercado de trabalho mais forte, EUA seguem em baixa

No mercado americano, os investidores repercutiam o aumento 2,8% dos pedidos de hipotecas na semana até 26 de agosto, contra recuo de 2,1% na semana anterior. Além disso, o setor privado local informou a criação de 177 mil vagas em agosto, um pouco mais que as expectativas dos analistas, de 175 mil postos de trabalho. Mesmo com o dado positivo sobre o mercado de trabalho, o Dow Jones tinha recuo de 0,22%, o S&P 500, 0,20%, e o índice da Nasdaq, 0,24%.

De acordo com afirmações do presidente regional  do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Boston, Eric Rosengren, o país deverá atingir suas metas de inflação e emprego em breve, reforçando a tese de que o país poderá elevar suas taxas de juros no curto prazo.

Europa tem leve ganho

Na zona do euro, a atenção dos investidores estava voltada para a prévia da inflação ao consumidor em agosto, que ficou em linha com o mês anterior, com alta de 0,2% na base anual, mas abaixo das estimativas dos analistas, de 0,3%. Já a taxa de desemprego na região permaneceu em 10,1% em junho, enquanto o mercado esperava leve queda para 10%.

Na Alemanha, as vendas no varejo em julho cresceram 1,7%, bem melhor do que o esperado pelo mercado, um avanço de 0,5%. O Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos do bloco, ganhava tímido 0,32%, como o francês CAC, 0,28%. Na contramão, o britânico Financial Times recuava 0,13% e o alemão DAX, 0,27%.

Juros têm direções mistas e dólar perde força

Logo cedo, os juros futuros válidos até o início de 2017 subiam de 14% ao ano para 14,01%, enquanto as projeções com vencimento em janeiro de 2018 permaneciam estáveis em 12,75%. Para 2021, as taxas caíam 12,15% para 12,13%. Após às 18 horas, o mercado conhecerá a decisão sobre a Selic do Comitê de Política Monetária (Copom). Em relatório, a Wagner Investimentos e o Banco Fator apostaram na estabilidade dos juros básicos em 14,25% ao ano.

Hoje, o Banco Central (BC) anunciou dois leilões de linha de até US$ 3,3 bilhões. O dólar comercial marcava desvalorização de 0,36%, para R$3,23 na venda, e o dólar turismo perdia 0,59%, sendo vendido a R$ 3,36.

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