IBC-Br: Economia brasileira retraiu 5,29% nos sete primeiros meses de 2016

LinkedIn

De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), a economia brasileira retraiu 5,29% nos sete primeiros meses de 2016. Essa aferição refere-se à série observada do indicador, calculada sem a realização de ajustes sazonais. Na série dessacionalizada, ou seja, com a realização de ajustes sazonais, a retração econômica é ainda maior: -5,53%.

Se compararmos a taxa de variação dos últimos doze meses com a taxa de variação dos doze meses anteriores, houve queda de 5,65% na série observada e retração de 5,61% na série dessacionalizada.

O IBC-Br registrou baixa de 0,24% no acumulado do trimestre de maio a julho, na comparação com o trimestre anterior, de fevereiro a abril, pela série ajustada do Banco Central. Já na comparação de maio a julho com idêntico período de 2015, o resultado do índice foi de queda de 4,31% pela série observada.

 

IBC-Br

O indicador do Banco Central é visto pelo mercado financeiro como uma antecipação do resultado do PIB. Ele é divulgado mensalmente pelo Banco Central, enquanto o PIB é divulgado a cada três meses pelo IBGE.

O IBC-Br serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores, acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

Deixe um comentário