Ibovespa cai 1,1% com Deutsche Bank, incertezas externas e baixo volume

LinkedIn

O Índice Bovespa fechou em baixa, acompanhando o nervosismo nos mercados internacionais com os bancos, em especial o Deutsche Bank, e com expectativa em torno do debate hoje à noite entre os candidatos à Presidência dos Estados Unidos. O Ibovespa fechou em baixa de 1,1%, aos 58.053 pontos, com volume negociado muito baixo, de R$ 4,491 bilhões, bem menos que a média diária de R$ 7 bilhões do ano.

Maiores altas e baixas

As maiores quedas do Ibovespa foram de Embraer ON (papel ordinário, com voto), 3,43%, JBS ON, 3,11%, Fibria ON, 2,81% e Equatorial ON, 2,49%. As maiores altas foram de Kroton ON, 1,14%, Qualicorp ON, 1,01%, Klabin unit (recibo de ações), 0,65% e Multiplan ON, 0,27%.

Petrobras e Vale em queda

Entre as mais negociadas no dia, destaque para as ações da Petrobras, que caíram 2,12% a PN (preferencial, sem voto) e 1,8% a ON. Vale ON caiu 1,19% e Vale PNA, 0,98%. Qualicorp também foi destaque, com o terceiro maior volume negociado do dia. A empresa administradora de planos de saúde foi alvo meses atrás de boatos de que poderia ser vendida para fundos internacionais, entre eles o americano Carlyle.

Deutsche derruba bancos e bolsas

No mercado internacional, a preocupação com o Deutsche Bank aumentou hoje, com a expectativa de que o banco tenha de recorrer a um aumento de capital. O banco está sendo multado pela Justiça dos Estados Unidos em US$ 14 bilhões por irregularidades em papéis imobiliários e enfrenta ainda as dificuldades de uma Europa em recessão e juros negativos. A ação do banco caiu hoje 7,5%, para € 10,55, o menor preço em décadas, acumulando perda de 53% neste ano. Autoridades alemãs afirmam que o governo não vai socorrer o principal banco do país, mas analistas acreditam que não haverá saída.

Com o Deutsche na berlinda, outros bancos europeus também caíram. O índice Stoxx Europa 600 Bancos perdeu 2,3% hoje, elevando a baixa no ano para 24%.

A queda na Europa contaminou também as instituições americanas e derrubou os índices nos EUA. O índice KBW Nasdaq Índice de Bancos perdeu 2,1%, puxado pelas grandes instituições como Bank of America, com 2,8% de queda, Morgan Stanley, 2,8% e Citigroup, 2,7%.

Na Europa, o índice regional Stoxx 50 caiu 1,86%. O Financial Times, de Londres, perdeu 1,32%, o DAX, de Frankfurt, 2,19%, o CAC, de Paris, 1,80% e o Ibex, de Madri, 1,27%.

Petróleo sobe mais de 2%

Já o petróleo ajudou a impedir uma queda maior das bolsas, ajudado pela expectativa de que a Arábia Saudita aceite algum tipo de acordo para reduzir a produção, mesmo que não seja no encontro extra-oficial de quarta-feira, na Argélia. O barril do tipo WTI negociado em Nova York subiu 2,56%, para US$ 45,62, enquanto o tipo Brent, de Londres, ganhou 2,35%, para US$ 46,97.

Nos EUA, a expectativa também é grande com o debate entre a candidata democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump. Eles estão empatados nas pesquisas e o debate de hoje à noite pode ser decisivo. O receio é de uma vitória de Trump por suas propostas radicais em termos de imigração e seu temperamento agressivo, além de sua falta de experiência em política e relações internacionais.

O Índice Dow Jones encerrou o dia em queda de 0,91%, o Standard & Poor’s 500, de 0,86% e o Nasdaq, de 0,91%.

Juros futuros caem e dólar fecha estável

No mercado de juros, as projeções de taxas para este ano subiram, para 13,83%, ante 13,825% sexta-feira. Já nos demais prazos, as projeções caíram. Os contratos para janeiro de 2018 fecharam o dia projetando 12,22%, ante 12,23% sexta. Para 2019, a projeção caiu para 11,64%, ante 11,67% na sexta-feira e, para 2021, a projeção ficou em 11,71%, ante 11,72% na semana passada.

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou estável, vendido a R$ 3,248, enquanto o dólar turismo, também estável, era vendido a R$ 3,35. O Banco Central vendeu o lote diário de contratos de swap cambial, no valor de US$ 250 milhões.

O post Ibovespa cai 1,1% com Deutsche Bank, incertezas externas e baixo volume apareceu primeiro em Arena do Pavini.

Ativos Reais que rendem de 15% a 20%. Até agora, essas chances eram restritas a investidores milionários e institucionais.

Deixe um comentário