Ibovespa fecha em alta de 0,7% com Petrobras; dólar e juros recuam

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O Índice Bovespa fechou em alta hoje, de 0,67%, aos 57.736 pontos, acompanhando ainda o cenário internacional que aguarda a decisão do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc) sobre os juros nos Estados Unidos. O volume financeiro foi fraco, R$ 5,321 bilhões, abaixo da média do ano de R$ 7 bilhões.

Petrobras em alta

Petrobras foi o destaque do dia, após a empresa anunciar uma grande revisão em suas estratégias em seu plano de negócios até 2021. A estatal vai sair das áreas de biocombustíveis, petroquímica, gás de cozinha e fertilizantes e se concentrar em produção e refino. Com isso, o papel preferencial (PN, sem voto) subiu (BOV:PETR4) 3,44%, a segunda maior alta do índice. Já a ação ordinária (ON, com voto) subiu (BOV:PETR3) 1,01%.

Bradesco e Greenfield

Os bancos também foram destaque, com Bradesco PN (BOV:BBDC4) ganhando 1,10%, depois de anunciar um acordo com o Ministério Público Federal em torno das investigações de desvios e prejuízos em fundos de pensão de estatais na Operação Greenfield. O banco depositou R$ 104 milhões como garantia para suspender punições para sua administradora de fundos, a BEM, e sua gestora, a Bram.

Já o Banco do Brasil ON (BOV:BBAS3) fechou em alta de 2,73%. O Itaú Unibanco PN (BOV:ITUB4), maior peso no Ibovespa, subiu 0,23%.

Outro papel importante no Índice, Vale, fechou em alta, de 0,77% o PNA (BOV:VALE5) e 0,24% o ON (BOV:VALE3).

Cosan lidera ganhos e Gerdau cai

As maiores altas do Ibovespa foram de Cosan ON (BOV:CSAN3), 3,87%, beneficiada pela notícia da saída da Petrobras dos biocombustíveis, deixando livre o caminho para a produtora de etanol. Petrobras PN (BOV:PETR4) veio em seguida, acompanhada de RaiaDrogasil ON (BOV:RADL3), com 2,78%, Copel PNB (BOV:CPLE6), com 2,76% e BB ON (BOV:BBAS3).

As maiores quedas foram de Metalúrgica Gerdau PN (BOV:GOAU4) , 5,66%, Rumo Logística ON (BOV:RUMO3), 4,86%, Fíbria ON (BOV:FIBR3), 3,79%, Suzano Papel PNA (BOV:SUZB5), 3,02%, e Braskem PNA (BOV:BRKM5), 2,31%, esta última influenciada pela decisão a Petrobras de sair do segmento petroquímico, onde atua em parceria com a empresa privada.

Europa, sem tendência única e EUA quase estável

No exterior, as bolsas na Europa fecharam sem uma tendência única. O Índice Stoxx 50 caiu 0,12%, mas o Financial Times subiu 0,25%, e o DAX, de Frankfurt, 0,19%. O CAC, de Paris, perdeu 0,13% e o Ibex, de Madri, 0,34%.

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam perto do equilíbrio, com o Índice Dow Jones subindo 0,05%, o Standard & Poor’s 500, 0,03% e o Nasdaq, 0,12%.

No mercado de petróleo, o barril do tipo WTI negociado em Nova York subiu 0,32%, pra US$ 43,44, enquanto em Londres o tipo Brent subiu1,31%, para US$ 46,48. Todas as atenções seguem voltadas para o Fomc, que termina sua reunião amanhã e deve dar pistas sobre quando os juros americanos voltarão a subir.

Dólar comercial e juros futuros em queda

No mercado brasileiro, o dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,51%, vendido a R$ 3,261. O dólar turismo caiu 0,29%, para R$ 3,40. Hoje, o diretor de Política Monetária do BC, Reinaldo Le Grazie afirmou em evento sobre renda fixa promovido pela Cetip e pela Anbima que o país deve continuar com o câmbio flutuante, mas que a autoridade monetária poderá usar os instrumentos que tiver à disposição para reduzir a volatilidade do mercado quando for necessário, sem interferir na tendência da moeda, reforçando a visão de que o BC não deve aumentar a compra de dólares via swaps cambiais para segurar o dólar.

No mercado de juros futuros, as projeções caíram, com os contratos para janeiro de 2017 projetando 13,93%, ante 13,965% ontem. Para janeiro de 2018, a projeção ficou em 12,47%, ante 12,54% ontem. Para 2019, 11,95%, ante 11,99 ontem. E, para 2021, 12,06%, ante 12,07% ontem.

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