Ibovespa salta para os 59 mil pontos com emprego nos EUA; dólar recua para R$ 3,24

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Com impulso dos fortes ganhos internacionais, que refletiam os números mais fracos do mercado de trabalho americano, a bolsa brasileira abriu o dia com avanços. Às 12h30, o Índice Bovespa marcava alta de 1,67%, para 59.206 pontos, puxado para cima pelas ações da Petrobras.

Os papéis ordinários (ON, com voto) e preferenciais (PN, sem voto) da petroleira avançavam (BOV:PETR3) 4,91% e (BOV:PETR4) 3,92%. A estatal se beneficiava com a forte recuperação do petróleo e das commodities no exterior, refletindo a queda do dólar diante do euro e do iene. Além disso, a companhia teria recebido propostas para a compra da Liquigás, segundo informações do jornal ?O Estado de S. Paulo?. A Petrobras teria 60 dias para avaliar as ofertas. Ontem, a empresa informou que seu Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PDV) teve a adesão de 11.704 empregados.

Entre as instituições financeiras, fortemente influenciadas pelo desempenho externo, Itaú Unibanco PN (BOV:ITUB4) registrava alta de 1,77%, Bradesco PN (BOV:BBDC4) (BOV:BBDC4), 2,98%, Banco do Brasil ON (BOV:BBAS12) (BOV:BBAS3), 3,19%, e as units (recibos de ações) do Santander (BOV:SANB11), 0,48%. Já Vale, se apoiava na valorização de 0,90% do minério de ferro na China, a US$59,39. As ações ON da mineradora ganhavam (BOV:VALE3) 2,29% e as PNA (BOV:VALE5) 1,88%.

Petrobras lidera ganhos do Ibovespa; Suzano cai 2%

No topo das maiores altas do Ibovespa estavam Petrobras ON (BOV:PETR3) (BOV:PETR3), Usiminas PNA (BOV:USIM5) (BOV:USIM5), 4,94%, Petrobras PN (BOV:PETR4) (BOV:PETR4), e Multiplan ON (BOV:MULT3) (BOV:MULT3), 3,82%. A Multiplan fechou negócio de R$ 495,9 milhões para compras adicionais em shopping centers que já eram do seu portfólio: 10,3% do Barra Shopping, no Rio de Janeiro, por R$ 311,2 milhões, e 8% no Morumbi Shopping, em São Paulo, por R$ 184,7 milhões. Em ambos os casos, a empresa passa a deter mais de 60% dos empreendimentos.

Já as piores quedas do índice eram de Suzano Papel PNA (BOV:SUZB5) (BOV:SUZB5), 2,29%, Klabin unit (BOV:KLBN11), 1,68%, Fibria ON (BOV:FIBR3) (BOV:FIBR3), 1,62%, e Cesp PNB (BOV:CESP6) (BOV:CESP6), 0,67%. As exportadoras Suzano, Klabin e Fibria perdiam força com a tendência de baixa do dólar.

Nova carteira do Ibovespa exclui Cesp e aumenta concentração

A nova carteira do Índice Bovespa, que passa a valer na segunda-feira, dia 5 de setembro, até 29 de dezembro, exclui a ação preferencial (PN, sem voto) série B da empresa de energia Cesp (BOV:CESP6) conforme a terceira e última prévia do indicador divulgada hoje pela bolsa. Como nenhuma empresa entrará no lugar, o índice passará a ter 58 ações, uma a menos que hoje.

Payroll puxa mercados estrangeiros e petróleo recupera 2%

Lá fora, os dados do mercado de trabalho americano também impulsionavam as bolsas. O chamado payroll cresceu em um ritmo mais lento, porém sólido em agosto. No mês passado, foram criadas 151 mil vagas, contra as expectativas do mercado de 180 mil e após 275 mil em julho. O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou ainda que a taxa de desemprego ficou estável, mas que os ganhos salariais foram moderados e as horas trabalhadas foram as menores desde 2014.

Os números mais fracos do emprego reduziram um pouco a expectativa do mercado de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) suba os juros em breve. Diretores da instituição afirmaram nas últimas semanas que havia chances de uma alta neste ano, mas continuavam divididos, aguardando os números da economia. Com juros seguindo baixos mesmo com a economia crescendo nos EUA, as bolsas se beneficiam e o Dow Jones ganhava 0,51%, o S&P 500, 0,48%, e o índice da Nasdaq, 0,56%.

Na esteira do otimismo dos EUA, o europeu Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos da região, subia 1,72%, o britânico Financial Times, 1,83%, o francês CAC, 1,93%, e o alemão DAX, 1,13%. Os mercados internacionais também se beneficiavam da recuperação de 2,27% do petróleo WTI, negociado em Nova York, para US$ 44,14, seguida pelo Brent, de Londres, que avançava os mesmos 2,27%, para US$ 46,48.

Juros caem; dólar recua para R$ 3,24

No horário, os juros futuros com vencimento no início de 2017 na BM&FBovespa permaneciam estáveis em 13,85% ao ano, enquanto 2018 registrava queda das projeções, de 12,60% para 12,57%. Para 2021, as taxas também caíam de 11,98% para 11,94%. Hoje, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, encerrou agosto com alta de 0,11%. A taxa é menor que a registrada em julho (0,35%) e também menor do que o resultado de junho (0,65%).

Uma vez mais, a moeda americana parecia ignorar o novo leilão de 10 mil contratos de swap cambial reverso do Banco Central (BC), de US$ 500 milhões. O dólar comercial perdia 0,15%, para R$ 3,24, enquanto o dólar turismo ganhava outro 0,15%, vendido a R$ 3,39.

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