O dólar caminha para os R$ 2,80

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Os juros para as dívidas de dez anos dos EUA estão em 1,64% a.a., os da Alemanha em -0,07% a.a., os da Itália em 1,18% a.a. e os da Espanha em 0,91% a.a. São países cujas dívidas são maiores que as do Brasil (medidas como proporção do PIB) e devem continuar com juros baixos por muito tempo (https://www.newf.com.br/analises/posts/o-fed-nao-surpreende-e-mantem-as-taxas-de-juros). Com a enorme liquidez que sobra no mundo, resultante dos programas de estímulo que os BCs estão promovendo, há dinheiro de sobra para aplicação em títulos da dívida brasileira que pagam quase 12% a.a. Além disso, depois da forte desvalorização das empresas brasileiras (além de caírem em reais, os seus ativos caíram em dólares).

O gráfico abaixo mostra o comportamento do IBOVESPA em dólares desde 2009:

Por ele, as empresas brasileiras estão US$ 56,00 mais baratas, em dólares, do que estavam em 2010/2011, e esse pode ser um indicar do potencial de valorização caso a economia brasileira comece a se recuperar.

Além da demanda forte por títulos (por conta do enorme diferencial de juros), os estrangeiros demandarão investimentos em ações e empresas, já que o mundo passa por um momento no qual o capital está com taxas de retorno muito deprimidas.

Como o Banco Central adota um regime de câmbio com flutuação administrada[1], ele continuará a intervir, mas isso não será suficiente para evitar que o dólar continue a cair.

Dentro dessa perspectiva, contando com uma entrada de mais de US$ 50 bilhões[2] nos próximos meses, o dólar deve continuar a cair como tem caído. Primeiro vai para R$ 3,00, depois para o R$ 2,90. Depois disso….

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