Destaques do mercado acionário para a última semana do ano

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Na volta da celebração de Natal e em sessão de baixa liquidez, com bolsas fechadas na Europa e nos Estados Unidos, o Ibovespa (BOV:IBOV) opera em alta nesta segunda-feira (26), com alguns papéis reagindo ao noticiário corporativo. Às 13h03 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira registrava ganhos de 1,15%, aos 58.605 pontos. É importante ficar atento já que, em pregões de baixa liquidez como este, é esperada maior volatilidade nos preços dos ativos, o que reforça a necessidade de atenção para o investidor que se aventurar a operar.

Em meio ao clima de “solidão” para o investidor doméstico, as atenções se voltam para indicadores econômicos como o resultado primário do governo central e o último compilado de projeções dos economistas para o Relatório Focus no ano. O dia também traz desdobramentos do noticiário político, que contou com discurso do presidente Michel Temer em rede nacional, defendendo a alteração da Constituição para a construção de um novo país.

No mesmo horário, os contratos de juros futuros operavam com leves quedas, com os DIs com vencimento em janeiro de 2021 recuando 3 pontos-base, a 11,40%, ao passo que os contratos com vencimento em janeiro de 2018 caíam 2 pontos, para 11,57%. Já os papéis de dólar futuro com vencimento em janeiro de 2017 subiam 0,08%, cotados a R$ 3,279, enquanto o dólar comercial avançava 0,12%, para R$ 3,2719 na compra e R$ 3,2733 na venda.

Principais destaques para essa semana:

1. Bolsas mundiais
Em dia sem negociações nas principais bolsas do ocidente — que voltam a abrir a partir de terça-feira –, os mercados acionários chineses avançaram, depois que algumas ações favorecidas pelas seguradoras se recuperaram, compensando a queda dos recursos básicos por conta do recuo nos preços das commodities.

Este era o desempenho dos principais índices:

* FTSE 100 (Reino Unido): bolsa fechada

* CAC-40 (França): bolsa fechada

*DAX (Alemanha): bolsa fechada

* Xangai (China) +0,38% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) -0,28% (fechado)

* Nikkei (Japão) -0,16% (fechado)

*Petróleo brent +0,05%, a US$ 55,08, o barril

2. Agenda doméstica
Os destaques da semana são os resultados de novembro das contas públicas do governo central, que serão conhecidos nesta segunda-feira (26) ainda sem horário definido e do setor público consolidado, na terça-feira (27), às 10h30. Na quinta-feira (29) saem os dados do desemprego medido pela Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio) Contínua. A taxa de desocupação estava em 11,8% e o mercado estima que tenha havido um ligeiro avanço no mês passado.

3. Indicadores internacionais
Nesta segunda, os mercados estão fechados nos Estados Unidos devido ao Natal. Entre os indicadores mais importantes estão a balança comercial de novembro e os pedidos de auxílio desemprego de dezembro, que serão divulgados quinta-feira, às 11h30 (horário de Brasília). Na quarta-feira (21), às 13h30, serão conhecidos os estoques de petróleo. Entre os dados da China, destaque para os PMIs industrial e de serviços, que ainda não tem data para serem publicados e os lucros totais da indústria em novembro, que serão publicados nesta noite, às 23h30.

4. Destaques políticos
Em pronunciamento em cadeia de rádio e TV na noite de sábado, véspera do Natal, o presidente Michel Temer disse que o Brasil derrotará a crise em 2017. Ele destacou que os juros estão caindo e continuarão caindo no ano que vem. O presidente também disse que os empresários voltarão a investir e o desemprego vai cair. Durante a sua fala, o peemedebista fez um balanço das suas ações em pouco mais de 100 dias como presidente e disse que está trabalhando para desburocratizar o Estado e atingir uma “democracia da eficiência”. Ao defender as reformas, o presidente disse que as mudanças nas estruturas do Estado é um “desafio complexo” e que buscará o entendimento por meio do diálogo. O peemedebista defendeu o que entende como necessidade de se promover alterações na Constituição de 1988 para a construção de um novo país. O discurso foi recebido por panelaços, apitos e gritos de palavras de ordem em algumas regiões do país.

5. Noticiário corporativo
No radar corporativo, a Petrobras (BOV:PETR4) liquidou na sexta-feira uma dívida de R$ 16,7 bilhões junto ao BNDES relativo a três contratos de financiamentos com a subsidiária TAG e a própria estatal. Enquanto isso, a CCR (BOV:CCRO3) entrou com pedido de análise junto à Anbima para emissão de debêntures de até R$ 800 milhões. Já a Ultrapar (BOV:UGPA3), anunciou o orçamento para 2017, ano no qual pretende investir R$ 2,174 bilhões. Por fim, a Light (BOV:LIGT3) aprovou um aporte de R$ 12,2 milhões na Renova (BOV:RNEW11), que, por sua vez, fará um aumento de capital de até R$ 300 milhões.

6. Relatório Focus
Na última edição do Relatório Focus publicada neste ano, os economistas consultados pelo Banco Central voltaram a reduzir projeções para o desempenho da economia nacional. Para 2016, a mediana das estimativas para o PIB (Produto Interno Bruto) variaram de queda de 3,48% para 3,49% negativos, ao passo que no ano seguinte as apostas recuaram de leve alta de 0,58% para 0,50%.

Por outro lado, as estimativas para a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) sofreram forte redução de alta de 6,49% para 6,40% neste ano e de 4,90% para 4,85% no ano seguinte. Apesar disso, as projeções para a taxa básica de juros ao final de 2017 seguiram em 10,50%. Para o câmbio, houve uma redução de R$ 3,38 para R$ 3,37 ao final de 2016 e uma elevação de R$ 3,49 para R$ 3,50 no fim do ano seguinte.

Entre os cinco economistas que mais acertam em suas projeções — o chamado “top 5” –, as projeções para a inflação caíram de 6,47% para 6,36% de alta neste ano, mas subiram de 4,80% para 4,90% em 2017. Do lado do câmbio, a mediana das estimativas aponta para o dólar cotado a R$ 3,38 ao final de 2016 e R$ 3,50 no ano seguinte — R$ 0,10 mais barato em comparação às projeções da semana anterior. A meta da Selic ao fim do período, por sua vez, caiu de 10,38% para 10,25%.

Com informações retiradas do site InfoMoney.

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