IPCA de novembro confirma desinflação acelerada da economia

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A queda da inflação já era esperada e o IPCA pode encerrar o ano perto dos 6,5% do teto da meta de inflação do BC. No ano passado, o IPCA fechou em 10,5% e muitos acreditavam que a inflação iria explodir. Ocorre que essa alta foi determinada principalmente pela seca que atingiu as regiões Sudeste e Centro-Oeste, pressionando os custos de energia elétrica e alimentos, mais a forte alta do câmbio. Os impactos desses dois enormes choques de oferta fizeram a inflação se acelerar mas perderam impulso ao longo do ano. Os preços que seriam corrigidos pela inflação passada e pelos custos dos alimentos e energia subiram, mas a normalização do regime de chuvas e a queda do dólar jogaram vários itens para baixo. Veja a tabela com as contribuições no IPCA:

A inflação acumulada em doze meses atingiu 7% em novembro e pode cair ainda mais. Veja o gráfico da inflação acumulada em doze meses:

A linha amarela é a que marca o teto da meta de inflação do BC, em 6,5%. Com essa queda, decorrente da melhora do regime de chuvas e da queda do dólar, o BC pode pensar em reduzir os juros em velocidade maior. Hoje, ele reduz a SELIC em 0,25% a cada reunião. Esse ritmo pode aumentar para quedas de 0,5%. Em torno dessa expectativa, os juros mais longos caíram, como os para 2021, que saíram de 12,50% e estão em 11,70%. Se a perspectiva se mantiver, os juros poderão cair para perto de 10%. Com isso, a economia que está derretendo continuamente, pode receber o primeiro impulso positivo depois de vários trimestres.

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