Reforma da previdência aumenta necessidade de planejar aposentadoria

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Na última terça-feira, dia 06 de dezembro, o governo de Michel Temer divulgou os pormenores da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata da reforma da Previdência Social. Resumidamente, o plano do governo é delimitar a idade mínima de aposentadoria para 65 anos. De acordo com o projeto, o trabalhador que quiser receber a aposentadoria integral pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deverá contribuir por 49 anos.

As mudanças não devem afetar quem já se aposentou ou está em processo para receber o benefício. No entanto, os homens que possuem idade inferior a 50 anos e as mulheres com menos de 45 anos terão que lidar com a alteração de parâmetros. Os militares não são englobados neste projeto, pois há previsão de propor acordo para eles à parte.

A PEC da previdência faz parte de um pacote de medidas vigorosas para equilibrar as contas públicas. Segundo dados divulgados pelo governo, caso não ocorram as mudanças esperadas, as despesas do INSS podem saltar dos atuais 8% do Produto Interno Bruto (PIB) para 17% em 2060. Esse déficit pode totalizar aproximadamente R$ 600 bilhões a mais de dispêndios.

A reforma da previdência ainda será bastante discutida no Congresso Nacional. Por sugerir alterações na Constituição, o projeto seguirá um longo caminho de votações e pareceres. Muitos brasileiros já estão atentos às notícias e permanecem apreensivos sobre os reais impactos para a economia do país e para o futuro dos cidadãos.

Aposentadoria em segundo plano

A preocupação com os rumos das finanças públicas e da economia ganhou evidência com o início da desaceleração econômica no Brasil. Agora com a proposição da PEC 287, esse receio deve se intensificar, no entanto, muitos brasileiros ainda não estão se planejando corretamente para a aposentadoria.

Segundo pesquisa desenvolvida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), cerca de 64% da população do país não possui planos de aposentadoria para além da previdência social.

Isso quer dizer que seis entre dez brasileiros não têm planos concretos para assegurar um futuro tranquilo. A contribuição para o INSS é importante, mas muitas pessoas se esquecem que o valor a receber pode ficar muito abaixo do último salário. Para manter a qualidade de vida na terceira idade, é recomendado definir um bom plano no longo prazo desde a juventude.

O estudo também apontou que muitos indivíduos entendiam os impactos negativos desta falta de planejamento. Do total, 38,8% dos entrevistados afirmou que sabe que a possibilidade do padrão de vida cair após a aposentadoria é alta.

Além disso, 26,7% disse entender que a queda na renda mensal poderia causar transtornos durante a aposentadoria e mais de 13% acreditava que, para não ter problemas financeiros, será preciso continuar trabalhando mesmo depois de se aposentar.

Mesmo quem entende a importância de um planejamento para o futuro, a falta de recursos é um dos fatores que mais impulsiona essa ausência. Aproximadamente 32% dos participantes admitiu que não consegue poupar para a aposentadoria porque as finanças são limitadas.

Ainda, outro aspecto relevante para os resultados ruins é a falta de informação sobre como e onde investir para o futuro. Mais de 19% dos entrevistados informaram não saber como gerenciar melhor o dinheiro e aplicá-lo em investimentos com bons rendimentos.

Entre os que já investem de olho na terceira idade, 20% disse confiar apenas no rendimento da poupança e 6% aproximadamente afirmou investir em imóveis. A previdência privada, por sua vez, foi citada por cerca de 6% dos participantes.

Cresce busca por melhores investimentos

Agora com a proposta de reforma da Previdência Social ganhando notoriedade, é possível que a quantidade de brasileiros projetando uma aposentadoria tranquila cresça. Muitos já estão se perguntando quais são as opções para assegurar estabilidade financeira daqui alguns anos.

Para complementar a renda a ser recebida pelo INSS, muitas pessoas contratam planos de previdência privada. Essa pode ser uma boa saída para quem não consegue poupar de forma contínua e as altas taxas cobradas em caso de resgate antecipado ajudam a manter a aplicação até o fim do prazo. Porém, para valorizar o capital, existem alternativas mais rentáveis.

Grande parte da população utiliza a poupança como forma de economizar dinheiro. Todavia, devido à inflação, esta não é uma opção muito interessante. Isso porque a caderneta pode fazer com que o indivíduo perca poder de compra. A boa notícia é que muitas pessoas já estão buscando investimentos mais rentáveis que a poupança.

Algumas modalidades de investimento têm conquistado muito brasileiros, justamente pela facilidade de acesso e ótimos retornos. O Tesouro Direto ilustra bem esta premissa, já que este ano bateu recorde ao ultrapassar a marca de 1 milhão de inscritos.

A Bolsa de Valores, também tem crescido de forma expressiva por aqui. Considerada o melhor investimento do primeiro semestre de 2016, a Bovespa já conta com mais de 561 mil pessoas físicas cadastradas.

Certificado de Depósito Bancário (CDB) e Letra de Crédito Imobiliário (LCI) são exemplos de investimentos que também podem ser benéficos, levando-se em consideração os objetivos e os recursos disponibilizados pelos interessados.

A necessidade de fazer o dinheiro render da melhor forma tem impulsionado o número de novos investidores no país. Outra razão para este crescimento é a facilidade de acesso à informação qualificada sobre finanças e investimentos. Hoje em dia, cursos, vídeos e Ebooks servem como guia para investidores iniciantes e até mesmo para os mais experientes que buscam atualização constante.

Comentários

  1. Marizete diz:

    Acho un absurdo ligar a informação do aumento dos investimentos no tesouro direto com a reforma da previdência. O tesouro direto teve mais participação porque o povo brasileiro esta se informando mais nas redes sociais e pela publicidade. Eu mesma gastei 100 dólares para divulgar o tesouro direto a brasileiros.

    O sistema de saldo do Brasil nao necessita de aumento da idade da aposentadoria, necessita
    apenas parar de outorgar aposentadoria antes do prazo.
    A maioria dos brasileiros se diz com depressão p se aposentar o que tem que mudar é a outorgado do benéfico não aumentar a idade de concessão que para um pais jovem como o Brasil esta mais do que correta.

  2. Carla diz:

    Como familias que ganham até 85 Rs por cabeça, valor p ter direito ao bolsa família podem pensar em um futuro? Ex: Familia de 4 pessoas à 85 reais somam 450 mais o bolsa família que é uma miséria chegam a reais 600.- como 4 pessoas podem viver com isso?

    O Brasilprecisa é rever os salários dos políticos. VERGONHA cortar da classe que ja não tem o que cortar.

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