Sem dados econômicos, o pregão vai oscilar conforme os mercados de fora

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Mercados Globais

 Os mercados da Ásia repetiram o dia anterior e tiveram um pregão de baixa volatilidade e volume. As bolsas oscilaram de maneira desigual, com destaque para Hong Kong, que subiu 0,83%, e Xangai, que caiu 0,40%. O yen manteve seu patamar de 117,66 yen/dólar, abaixo dos 118. Os juros se mantêm estáveis e a única notícia econômica de destaque é a produção industrial japonesa de novembro, que subiu 1,5%, mas esse dado não afetou os preços. Na Europa, a bolsa de Londres corrige as cotações após o feriado estendido, com destaque para as empresas de mineração, como a BHP, que sobe mais de 3%. O euro e os juros soberanos estão sem forte oscilação.

Nos EUA saem dados do fluxo cambial de novembro às 12:30 horas  e do mercado imobiliário, às 13:00 horas. As atenções estão direcionadas aos movimentos finais de Obama e os sinais emitidos por Trump em relação aos eventos geo-políticos no Oriente Médio.

Brasil

Ontem o pregão da Bovespa movimentou R$ 3,5 bilhões, pouco menos da metade da média anual, mas com otimismo.

Hoje é provável que o mercado reaja às movimentações do governo Temer em dois sentidos: resgatar a Renegociação dos Estados nos termos elaborados pelo Ministério da Fazenda e obter mais medidas de estímulo à economia. Essa reação do governo vem após os dados de déficit público de novembro e das vendas de natal. O déficit continua a subir e a economia continua a afundar. Mas ambas ações são contraditórias e podem mexer com os humores de diferentes setores. De um lado, o veto à Renegociação, tal como foi aprovada pela Câmara, pode trazer insatisfação à base de apoio de Temer no Legislativo e gerar movimentos indesejáveis em relação aos Estados, importantes atores da política nacional. De outro, produzir mais “bondades” para a economia, em um momento de ajuste, pode deixar os analistas de mercado incomodados. O fato, contudo, é que Temer reuniu sua equipe e está elaborando novas medidas, segundo a imprensa.

Sem dados econômicos, o pregão de hoje vai oscilar conforme os mercados internacionais, e temos lá alta do petróleo WTI, a US$ 54,19 (+0,50%) o barril, e da bolsa dos EUA, com futuros em alta.

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